Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

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Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior. "Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG. Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entr

Leão Magno, Papa da Idade Média – 10 Novembro.


Nasceu no ano 400, na Toscana, Itália, onde foi educado. Na juventude distinguiu-se nas letras profanas e na ciência sagrada. Foi hábil diplomata e respeitado teólogo. Como conselheiro serviu aos papas Sisto III e Celestino I.

Em agosto de 440, mesmo estando distante de Roma, foi eleito papa e em 29/09/440 tornou-se o 44° sucessor de Pedro. Estava na Gália (atual França) mediando conflitos, quando persuadiuo imperador daquela região a reconhecer a primazia do bispo de Roma. Em 445 o imperador reconheceu oficialmente a independência de Roma.

Dois acontecimentos marcaram seu papado, que durou vinte e um anos: o Concílio de Calcedônia e a expulsão de Átila, rei dos Hunos, impedindo a destruição de Roma. Calcedônia foi um concílio ecumênico realizado no ano de 451, na Ásia Menor, com a presença de aproximadamente 350 bispos. Nele foi declarado que em Jesus Cristo existem duas naturezas distintas: a divina e a humana, que Jesus Cristo é homem e Deus. Foi um concílio convocado pelo imperador bizantino Marciano, para corrigir erros e abusos do Concílio de Éfeso. Quando foi lida a carta de Leão Magno, defendendo em Cristo as duas naturezas, todos os membros do concílio exclamaram: “Pedro falou por Leão”.

Quanto Átila, era um bárbaro temido, conhecido como “praga de Deus” ou “flagelo de Deus”, um dos maiores inimigos do império romano oriental e ocidental. Foi o último rei dos Hunos, dos mais poderosos, reino que se estendia desde a Europa Central até o Mar Negro, desde o Danúbio até o Báltico. Sua meta era dominar Roma, capital do Império, sede do papado, centro da Igreja Católica. Esteve a ponto de tomar a cidade de Roma dizendo: “arrancarei um olho de cada romano”. É lembrado como paradigma da crueldade. Átila se deteve às margens do rio Pó, onde recebeu a delegação do papa Leão I. Após esse encontro, inicia-se a retirada de Átila. Sem reclamar, desistiu de seus objetivos, atravessou os Alpes e voltou para o seu castelo, sem invadir Roma ou destruí-la, morrendo no ano de 453. Por esse fato, e por tudo o mais que realizou no seio da Igreja com grandes repercussões no campo temporal, foi chamado de “Magno”. Foi grande no trabalho e na santidade.

Leão Magno soube estar próximo do povo e dos fiéis com a ação pastoral e com a pregação. Pregava com frequência, sobretudo nas grandes solenidades. Falava por entender que se tratava de um ofício ligado ao ministério dos papas e dos bispos, quando deixou claro que “Pedro continua no leme da Igreja”. Devido à sua coragem e às suas posições inflexíveis, o povo romano o apelidou de “Leão da Tribo de Judá”, em referência ao livro do Apocalipse (Ap5,5). Nele viram o duplo elemento que garante a vida divina da Igreja: unidade e autoridade.

É venerado tanto pela Igreja Católica, quanto pela Anglicana e pelas Igrejas Orientais. Foi reconhecido como doutor da Igreja em 1754. É lembrado pela liturgia em 10 de novembro, dia do seu falecimento ocorrido no ano 461.

Diácono Adilson José Cunha

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