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Cristo Rei do Universo no Dia da Consciência Negra

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo

Comunidade São Pedro de Rates - Carmo da Cachoeira MG

Dia da Consciência Negra — 20 de Novembro de 2022

Este Rei defenderá os que são pobres,
 os filhos dos humildes salvará.
Libertará o indigente que suplica,
 e o pobre ao qual ninguém quer ajudar.
Seja bendito o seu nome para sempre!
 E que dure como o sol sua memória!
Bendito seja o seu nome glorioso!
Bendito seja eternamente! Amém, amém!

Fotos de Evando Pazini
álbum completo no final

O povo de Deus da Comunidade São Pedro de Rates de Carmo da Cachoeira participou da Santa Missa durante a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo realizada nesse domingo dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra.

A solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo apresenta a realeza de Jesus no auge da sua obra salvadora de uma maneira surpreendente.

O Messias de Deus, o Eleito, (…) o Rei  aparece sem poder nem glória: está na cruz, onde parece mais um vencido do que um vencedor. A sua realeza é paradoxal: o seu trono é a cruz; a sua coroa é de espinhos; não tem um cetro, mas põem-Lhe uma cana na mão; não usa vestidos sumptuosos, mas é privado da própria túnica; não tem anéis brilhantes nos dedos, mas as mãos trespassadas pelos pregos; não possui um tesouro, mas é vendido por trinta moedas — o Evangelho nos apresenta Jesus como nossos irmãos mais humildes, despojados e explorados.

Verdadeiramente não é deste mundo o reino de Jesus; mas precisamente nele, diz-nos o apóstolo Paulo, é que encontramos a redenção e o perdão. Porque a grandeza do seu reino não está na força segundo o mundo, mas no amor de Deus, um amor capaz de alcançar e restaurar todas as coisas.

Por este amor, Cristo abaixou-Se até nós, viveu a nossa miséria humana, provou a nossa condição mais ignóbil: a injustiça, a traição, o abandono; experimentou a morte, o sepulcro, a morada dos mortos. Assim Se aventurou o nosso Rei até aos confins do universo, para abraçar e salvar todo o vivente.

Jesus, o Cristo Rei do Universo não nos condenou, nem sequer nos conquistou, nunca violou a nossa liberdade, mas abriu caminho com o amor humilde, que tudo desculpa, tudo espera, tudo suporta. Unicamente este amor venceu e continua a vencer os nossos grandes adversários: o pecado, a morte, o medo.

O povo de Deus da Comunidade São Pedro de Rates proclamou esta vitória singular, pela qual Jesus Se tornou o Rei dos séculos, o Senhor da história. O povo cachoeirense mais que nunca proclamou sua fé em Jesus como seu Rei.

Não basta, no entanto, crermos que Jesus é Rei do universo e centro da história, sem torná-Lo Senhor da nossa vida: tudo aquilo será vão, se não O acolhermos pessoalmente e se não acolhermos o seu modo de reinar.

Na Crucificação o evangelista cita três grupos: o povo que olha, o grupo que está aos pés da cruz e um malfeitor crucificado ao lado de Jesus.
  • O povo: permanecia ali, a observar: ninguém se pronunciava, ninguém se aproximava. O povo permanecia longe, a ver o que sucedia. Assim como muitos de nós o fazemos hoje levados pelas nossas próprias necessidades. Eles, assim como nós, se aglomeravam à volta de Jesus, mas mesmo assim se mantinham à distância. Somos assim como eles foram tentados a manter a distância da realeza de Jesus, não aceitando completamente o escândalo do seu amor humilde. A humildade e simplicidade de Jesus na Cruz assim como a simplicidade dos mais humildes e desprezados incomodou aquele povo e assim nos incomoda hoje. Prefere-se ficar à janela, alhear-se, em vez de se avizinhar e fazer-se próximo;
  • os que estão próximos a cruz, os chefes do povo, os soldados e um dos malfeitores, escarnecem e provocam Jesus: Salve-Se a Si mesmo. É uma tentação pior do que a do povo: tentam Jesus como fez o diabo o fez: desça da cruz e derrote os inimigos! É a tentação mais terrível; a primeira e a última do Evangelho. Entretanto Jesus, face a este ataque ao seu próprio modo de ser, não fala, não reage. Não Se defende, não tenta convencer, não há uma apologética da sua realeza. Mas antes continua a amar, perdoa, vive o momento da prova segundo a vontade do Pai, seguro de que o amor dará fruto;
  • um dos criminosos que está ao lado de Jesus, no entanto, O invoca dizendo: Jesus, lembra-Te de mim, quando estiveres no teu Reino. Com a simples contemplação de Jesus, ele acreditou no seu Reino. E não se fechou em si mesmo, mas, com os seus erros, os seus pecados e os seus problemas, dirigiu-se a Jesus. Pediu para ser lembrado, e saboreou a misericórdia de Deus: Hoje estarás comigo no Paraíso. Deus, logo que Lhe damos tal possibilidade, lembra-Se de nós.
Para acolher a realeza de Jesus, somos chamados a lutar contra esta tentação, a fixar o olhar no Crucificado, para Lhe sermos fiéis cada vez mais. Mas, em vez disso, quantas vezes procuramos a segurança gratificante oferecida pelo mundo? Quantas vezes nos sentimos tentados a descer da cruz?

Muitos peregrinos atravessaram as Portas Santas e, longe do fragor dos noticiários, saborearam a grande bondade do Senhor. Quantos entre nós cachoeirenses são aqueles que fazem parte desse rebanho do Senhor que humildemente se colocam como servos de Deus, investidos e revestidos de sentimentos de misericórdia?

Maria, Nossa Senhora também estava junto ao pé da Cruz e viu o bom ladrão receber o perdão e tomou o discípulo de Jesus como seu filho. É a Mãe de misericórdia, a quem nos consagramos: cada situação nossa, cada oração nossa, dirigida aos seus olhos misericordiosos, não ficará sem resposta.

Consciência Negra na Comunidade São Pedro de Rates

Dentre os diversos povos que formam a comunidade cristã de Carmo da Cachoeira, o que mais sofreu perseguição e injustiças estão os afrodescendentes. Vindos no passado escravizados, continuam até os dias atuais sofrendo com a discriminação e com os abusos de uma sociedade injusta.

Pouco parece ter valido o exemplo de Cristo que se fez o mais humildes dos humildes. Em toda a história cristãos parecem separar a pregação dominical da realidade cotidiana.
Pouco valeu Jesus ter nos contado a parábola do fariseu e do publicano, pois seus seguidores continuam confiando em si mesmos, crendo-se justos, batem em seu próprio peito enquanto desprezavam os mais necessitados.

Enquanto a juventude negra é a mais sofrida, o jovem negro é o mais assassinado nas comunidades e periferias, muitos fariseus ainda hoje, passados dois mil anos continuam dizendo: Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos...


Jesus Cristo Rei do Universo é o único Senhor do mundo, das culturas, das religiões e dos mais diversos povos.  Ele é o soberano e protetor de todas as pessoas, e como seus filhos temos que reconhecer o pecado da colonização e da escravidão.

Ver os filhos dos povos escravizados e injustiçados por séculos como inimigos e não sentirmos nosso sangue ferver pelo desejo de reparação e superação do racismo e das desigualdades é agir como o fariseu do templo.
A Igreja dá passos ao assumir seus “antigos” pecados. Para além do discurso e do desejo, temos, no decorrer das décadas, caminhos percorridos de perdão e reconciliação. Porém, falta muito diante de tamanha desigualdade e violência que marcam nossa história e que ainda vivemos.

Consciência Negra – A Raça Negra é o Negro!

Pastoral Negra de Carmo da Cachoeira — 2012

Há 10 anos a Comunidade São Pedro de Rates comemorava o dia da Consciência Negra com fé, muita esperança e com uma mensagem a todos os irmãos.

Nossa raça é como qualquer outra raça. Apenas somos diferentes pela cor da pele, mas somos todos filhos de Deus. Esta raça veio ao mundo para fazer a diferença, pois graças ao negro deu-se início à construção do Brasil.

Os senhores de engenho mandavam buscar negros na África para trabalhar como escravos em suas fazendas. Tratados como animais, eram colocados em senzalas sem condições de higiene, sem lugar para dormir ou tomar banho, com alimentação precária e não tinham direito de reclamar. Por qualquer rebeldia que fizessem ou se fugissem eram castigados.Muitos morriam pelo mau trato.

Suas diversões eram a capoeira, a dança, o samba e o bumba meu boi. A base da sua alimentação era a mandioca e a feijoada, feita com os restos do porco, que os senhores lhes davam.

Tinham um líder: Zumbi dos Palmares. Quando conseguiam fugir das senzalas, escondiam-se em quilombos, que para eles eram lugares de libertação. Mas a verdadeira libertação veio pelas mãos de uma mulher, que teve compaixão pelos escravos: a Princesa Isabel.

Mas a libertação para os negros foi como se não tivesse existido, pois na época era difícil conseguir emprego ou até mesmo assinar uma carteira. Seu trabalho continuou na roça, carpindo a terra para os fazendeiros por uma miséria de dinheiro, e as mulheres trabalhavam como empregadas domésticas, servindo aos patrões.

Daquela época para os dias de hoje, muitas coisas vêm mudando, mas a discriminação ainda perdura em mentes mesquinhas e preconceituosas. Ao lado disso, assistimos a ascensão social do negro, ganhando destaque nas estruturas de poder político, como Barak Obama na presidência dos EUA e Joaquim Barbosa como presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil; no esporte, com Pelé; na imprensa nacional, com Glória Maria; nas artes cênicas e na música, com Milton Nascimento e muitos outros; e até nos altares da Santa Igreja, com Padre Vitor, Nhá Chica e São Benedito. Há também cotas garantidas para os negros entrarem na faculdade, como a Faculdade de São Paulo.

Tudo isso vem mostrar que o negro tem capacidade e grande valor, como qualquer outro ser humano. Não deve, portanto, intimidar-se diante dos resquícios de preconceito racial. Deve, sim, levantar a cabeça, arregaçar as mangas e continuar trabalhando com afinco pela sua elevação humana, pois a luta continua até a conquista de uma autêntica justiça social, que promova a verdadeira libertação, com igualdade de direitos e oportunidades para todos.

Até Deus nos presenteou nesta terra abençoada do Brasil, enviando-nos Sua Mãe Nossa Senhora Aparecida na cor negra, para nossa Padroeira!

Fotos de Evando Pazini — Santa Missa 20 de novembro de 2022








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