Pular para o conteúdo principal

Casa de João Urbano em Carmo da Cachoeira.

João Urbano de Figueiredo residiu no arraial do Carmo da Cachoeira em Minas Gerais. A casa hoje totalmente descaracterizada foi residência de Luis Caldeira, prefeito de Carmo da Cachoeira por duas legislaturas: 23/10/1947 a 03/01/1948 e de 01/02/1955 a 01/02/1959. Atualmente¹ a casa é residência da Profª. Glória Caldeira, intérprete do Hino do Centenário de Cachoeira.

Em parte do terreno, está em construção uma casa. De propriedade do Dr. Lennart Veiga Dias, dentista e Dra. Elenita Reis Veiga Lima, médica, e será o local de residência da familia, na Praça do Carmo. João Urbano, descende da família tradicional do forte ramo dos "Figueiredos", através de dona Felícia Candida, casada com o Capitão João Rodrigues de Figueiredo.

João Urbano casou-se com sua prima Inocência Constância de Figueiredo, e foi pai de outro do mesmo nome e proprietário da fazenda Pedra Negra, nos idos anos de 1918. Engajou-se no movimento de ajuda nacional, obedecendo as novas necessidades da nação, a Primeira Guerra Mundial. Acreditava que as plantações de cereais não revertiam em danos aos cafezais e saiu a frente dedicando-se com abnegação ao cultivo deles, como forma de colaborar na restauração das finanças nacionais. Atendeu ao apelo do então presidente da república, Dr. Venceslau Brás que "bradava avivando, nas energias nacionais, o amor pelo trabalho". O Coronel João Urbano de Figueiredo, segundo o Álbum da Varginha, de autoria de Luiz José Álvares Rubião, editado pela Casa Maltese de Varginha, diz o seguinte:

"É um vestuto edifício onde palpitam as antigas e tradicionais memórias de honradez e de trabalho do extinto proprietário, o pranteado Cel. João Urbano de Figueiredo, uma das figuras mais salientes da nossa história-econômica-social. Alma bôa e generosa, caráter que parecia uma creação litteraria, um typo ideal formado em noss terra para servir de molde, de exemplo `humanidade. Sua fazenda fica junto ao Ribeirão Pedra Negra, que empresta o nome à fazenda e serve de divisa. Espigões a limitam por outros lados. João Urbano de Figueiredo nasceu em Carmo da Cachoeira - MG".

Sua casa é representada através da ilustração de Mauricio José Nascimento. O muro de pedras que divisa com a casa paroquial está lá, intacto. A grande lutadora e preservacionista deste patrimônio, o muro de pedras, foi a professora Glória Caldeira.

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

Próxima matéria: A Família Terra e o Projeto Partilha.
Artigo Anterior: Tomé Venâncio e alguns de seus descendentes.

1. 2009

Comentários

projeto partilha disse…
Livro N.4, fls.27. Compra e venda que o Major Joaquim Antonio de Abreo (Abreu) e sua sogra dona Maria Constança Villas Boas faz ao Capitão Antonio Joaquim Alves. Fazenda Formiga, 17 de fevereiro de 1871, nesta Freguesia do Carmo da Cachoeira, na Fazenda do Major Joaquim Antonio Alves denominada Couro do Cervo.
projeto partilha disse…
Livro N.4, fls.37v e 38 aparecem como vendedores o Major Joaquim Antonio de Abreu (...), a fazenda que possui no logar denominado Coiro do Servo (Couro do Cervo), cito nesta mesma Freguesia do Carmo da Cachoeira com parte comprada a Joaquim Ferreira Rosa que foi da Fazenda da Chamusca anexada a esta dita Fazenda do Coiro do Servo que houve de seo finado Pai aos herdeiros do finado José da Silva de Oliveira, cuja fazenda divide por o lado da nascente pelo Rio do Servo (Cervo) com a Fazenda Formiga, e por outro lado com a da Chamusca, e por outro lado com a Capão dos Óleos e por outra com a da Lagoa, e por outro com as das Contendas, reservando nesta as partes de sua sogra e benfeitorias isto em toda Fazenda das Contendas e seos Vallos por cincoenta e três contos de réis. Comprador Antonio dos Reis Silva, em 29-07-1870.
projeto partilha disse…
A Antiga Fazenda Retiro, e mais tarde denominada Couro do Cervo, entrou para a história como inspiradora para a canção "MORRO VELHO", do compositor e cantor Milton Nascimento em parceria com Fernando Brant. Cf. nas páginas do Museu do Clube da Esquina, em www.museudapessoa.net/Museu ... Através de texto depoimento, Francisco Corrêa Serio diz: A Fazenda "Couro do Cervo", de nossos saudosos tios, Tia Neta & Dr. Veiga, situada em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais (...)". Veja :: Clube da Esquina :: - Windows Internet Explorer
projeto partilha disse…
Livro N.4, fls.47 verso. João Urbano de Figueiredo e sua mulher dona Inocência Carolina dos Reis vendem a Bento Ezaú dos Santos em 1 de abril de 1873, no lugar denominado Ponte da Matta que se acha dividindo com Urbano Reis e Silva por um lado e por outro com Alf. Manoel dos Reis e Silva, e cujas terras houverão por herança e compras nesta mesma Fazenda do Campestre, sita no Districto da Cachoeira.
Fls. 48 verso. Dona Felícia Constância de Figueiredo vende a Jerônymo Ferreira Pinto Vieira em 02 de junho de 1873, nesta Freguesia de Carmo da Cachoeira Fazenda denominada Serra, por um conto quinhentos e cincoenta mil réis.
Cornwall disse…
Belo registro,há tempos venho guardando material histórico de nossa região e é fascinante essa ligação natural entre varginha e carmo da cachoeira,que entendo serem cidades irmãs,parabéns pelos idealizadores...
De fato Cornwall, ambas as cidades pertenciam a Comarca do Rio das Mortes, tanto Varginha quanto Carmo da Cachoeira seguiram juntas sendo carregadas para uma ou outra jurisdição. Com o tempo Varginha deixou de ter uma economia baseada exclusivamente na produção rural, se desenvolvendo nos setores secundários e terciários da economia, passando então a atrair os jovens e ao empreendedores de Carmo da Cachoeira, fundindo então a cultura das duas cidades.

Arquivo

Mostrar mais

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

Carmo da Cachoeira — uma mistura de raças

Mulatos, negros africanos e criolos em finais do século XVII e meados do século XVIII Os idos anos de 1995 e o posterior 2008 nos presenteou com duas obras, resultadas de pesquisas históricas de autoria de Tarcísio José Martins : Quilombo do Campo Grande , a história de Minas, roubada do povo Quilombo do Campo Grande, a história de Minas que se devolve ao povo Na duas obras, vimo-nos inseridos como “Quilombo do Gondu com 80 casas” , e somos informados de que “não consta do mapa do capitão Antônio Francisco França a indicação (roteiro) de que este quilombo de Carmo da Cachoeira tenha sido atacado em 1760 ”.  A localização do referido quilombo, ou seja, à latitude 21° 27’ Sul e longitude 45° 23’ 25” Oeste era um espaço periférico. Diz o prof. Wanderley Ferreira de Rezende : “Sabemos que as terras localizadas mais ou menos a noroeste do DESERTO DOURADO e onde se encontra situado o município de Carmo da Cachoeira eram conhecidas pelo nome de DESERTO DESNUDO ”. No entanto, antecipando

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

Distrito do Palmital em Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. O importante Guia do Município de Carmo da Cachoeira , periódico de informações e instrumento de consulta de todos os cidadãos cachoeirenses, publicou um grupo de fotos onde mostra os principais pontos turísticos, culturais da cidade. Próxima imagem: O Porto dos Mendes de Nepomuceno e sua Capela. Imagem anterior: Prédio da Câmara Municipal de Varginha em 1920.

Cemitério dos Escravos em Carmo da Cachoeira no Sul de Minas Gerais

Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove

A origem do sobrenome da família Rattes

Fico inclinado a considerar duas possibilidades para a origem do sobrenome Rates ou Rattes : se toponímica, deriva da freguesia portuguesa de Rates, no concelho de Póvoa de Varzim; se antropomórfica, advém da palavra ratto (ou ratti , no plural), que em italiano e significa “rato”, designando agilidade e rapidez em heráldica. Parecendo certo que as referências mais remotas que se tem no Brasil apontam a Pedro de Rates Henequim e Manoel Antonio Rates . Na Europa antiga, de um modo geral, não existia o sobrenome (patronímico ou nome de família). Muitas pessoas eram conhecidas pelo seu nome associado à sua origem geográfica, seja o nome de sua cidade ou do seu feudo: Pedro de Rates, Juan de Toledo; Louis de Borgonha; John York, entre outros. No Brasil, imigrantes adotaram como patronímico o nome da região de origem. Por conta disso, concentrarei as pesquisas em Portugal, direção que me parece mais coerente com a história. Carmo da Cachoeira não é a única localidade cujo nome está vincul

O livro da família Reis, coragem e trabalho.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: 24º Anuário Eclesiástico - Diocese da Campanha Imagem anterior: A fuga dos colonizadores da Capitania de S. Paulo

A Paróquia Nª. Srª. do Carmo completa 155 anos.

O decreto de criação da Paróquia foi assinado pela Assembléia Legislativa Provincial no dia 3 de julho de 1857. Pela Lei nº 805 , a Capela foi elevada para Freguesia, pertencendo ao Município de Lavras do Funil e ficando suas atividades sob a responsabilidade dos Conselhos Paroquiais. O Primeiro prédio da Igreja foi construído em estilo barroco , em cujo altar celebraram 18 párocos . No ano de 1929, esse templo foi demolido, durante a administração do Cônego José Dias Machado . Padre Godinho , cachoeirense, nascido em 23 de janeiro de 1920, em sua obra " Todas as Montanhas são Azuis ", conta-nos: "Nasci em meio a montanhas e serras em uma aldeia que, ao tempo, levava o nome de arraial. (...) Nâo me sentia cidadão por não ser oriundo de cidade. A montanha é velha guardiã de mistérios. Os dias eram vazios de qualquer acontecimento." Ao se referir ao Templo físico dizia: "Minha mãe cuidava do jardim pensando em colher o melhor para os altares da Matriz

O distrito de São Pedro de Rates em Guaçuí-ES..

Localizado no Estado do Espírito Santo . A sede do distrito é Guaçuí e sua história diz: “ ... procedentes de Minas Gerais, os desbravadores da região comandados pelo capitão-mor Manoel José Esteves Lima, ultrapassaram os contrafortes da serra do Caparão , de norte para sul e promoveram a instalação de uma povoação, às margens do rio do Veado, início do século XIX ”.

Simpósio Filosófico-Teológico em Mariana

Aproxima-se a conclusão das obras de restauração na Catedral Basílica de Nossa Senhora da Assunção, Igreja Mãe de nossa Arquidiocese. Trata-se de expressivo monumento religioso, histórico e artístico, tombado no âmbito federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A Arquidiocese de Mariana, a Faculdade Dom Luciano Mendes (FDLM) e o Instituto Teológico São José (ITSJ) organizam este Simpósio com o objetivo de refletir sobre os trabalhos de restauro que em breve serão entregues à comunidade, bem como debater o significado deste templo, em relação aos aspectos teológicos e sua importância artística e arquitetônica em mais de três séculos de existência. Programação : de 25 à 27 DE MAIO DE 2022 25/05/2022 – Quarta-feira Local: Seminário Maior São José-Instituto de Teologia 19h - SAUDAÇÃO INICIAL - Côn. Nédson Pereira de Assis Pároco da Catedral - Mons. Celso Murilo Sousa Reis Reitor do Seminário de Mariana - Pe. José Carlos dos Santos Diretor da Faculdade Dom