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A Visitação, Folia de Reis e a Estrela de Belém.

Encerramento do Ciclo Natalino em Cachoeira - 2007


Visitação é uma das datas comemorativas mais importantes da Igreja Católica e foi fixada para o dia 6 de janeiro. Os grupos de Folia de Reis visitam as casas a partir do final do mês de dezembro. Encerram o evento na missa da comunidade, que acontece na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo, às 19 horas. Neste dia os grupos sob a coordenação de seus Capitães, participam do cerimonial religioso. A Visitação nesse dia é para o Recém-Nascido, representado no presépio montado dentro da Igreja. Os músicos tocando seus instrumentos rústicos, de confecção artesenal: o tambor, o reco-reco, a flauta, a rabeca, a viola e a sanfona; os dançarinos e outras figuras com suas roupas características e chamativas, retratam fielmente o propósito da Folia aqui em Cachoeira: representação popular e integração, compartilhamento. Este grupo, que cumpriu um ritual de tradição cuja riqueza cultural é inquestionável, recebendo dos donos das casas quitutes e gratificações, no dia da Visitação dos Reis, inverte o papel. No dia 6, e junto do altar/presépio, representa os Reis Magos, que levam seus presentes ao Recém-Nascido na manjedoura, o Messias. Com estas presenças e suas manifestações encerra-se o Ciclo de Comemorações Natalinas.




Sete Capitães prestam homenagens póstumas a Joaquim Carrero, o Capitão da Folia, no povoado do Palmital do Cervo. São eles: Capitão Murilo das Graças Abreu; Capitão José Natal Pimentel, o Dão, do núcleo populacional da Estação; Capitão Mauro Benedito Filho, o Maurinho, que além da Folia, é conhecido pela Congada; Capitão João Luiz, o Daé; Capitão José Geraldo Leopoldino, o Caçamba; Capitão Vítor Leopoldino, o Vitinho, e os Capitães Giló e Paulinho, pai e filho.

Capitães são coordenadores de grupos organizados que se mantêm exclusivamente pela força de seu ideal, a manuntenção da cultura de suas origens. Cada grupo, aqui chamado de Folia de Reis, faz parte do folclore, movimento eminentemente popular. É composto por músicos, cantores, dançarinos, palhaços e outras figuras folclóricas. Todos os subgrupos enriquecem a cena chamativa que, pelo som dos instrumentos e das vozes atrai seguidores e caminhantes. E o cortejo segue a bandeira, que impõe os passos. Existe ritmo e beleza no cortejo. As vozes se confundem com as fortes batidas nos instrumentos, tornando as palavras, por vezes, ininteligíveis. Tudo muito mágico, encantador.

Comentários

Anônimo disse…
Sou professora e quando vi o artigo fui fazer anotações para trabalhar em aula com os alunos. Daria, por favor, tratar do tema, Estrela de Belém?
Anônimo disse…
Que bom que o próprio povo não deixa sua cultura morrer. Parabéns, Capitães.
TS Bovaris disse…
Informo a professoa que solicitou a matéria que ela já está disponível neste blog: http://carmodacachoeira.blogspot.com/2008/01/estrela-de-belm.html

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Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
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