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Tabela Cronológica 9 - Carmo da Cachoeira

Tabela 9
- de 1800 até o Reino Unido -

A família de Valentim José Fonseca se estabeleceu por volta de 1800 a sudoeste de Lavras do Funil, na fazenda Maranhão, e naquela época já existia um pequeno povoado conhecido como Carmo do Maranhão ou ermida Maranhão.

No começo do século XIX, desbravadores vindos de Minas fundaram no Espírito Santo o distrito de São Pedro de Rates.

1800

ü Mineiros empurravam a divisa ao leste, com o Espírito Santo, para a serra dos Aimorés, em permanentes conflitos com os índios da Zona da Mata;

ü capitão Bento Ferreira, morador de Lavras do Funil, casado com Ignácia Gonçalves, solicitou o breve de oratório para sua fazenda;

ü Câmara da vila de São Bento do Tamanduá representou ao rei de Portugal pedindo providências quanto à atuação do capitão de ordenanças Januário Garcia; e o

ü capitão Valentim José da Fonseca conseguiu provisão para uma ermida.

1801

1801-1806 – governo-geral de Dom Fernando José de Portugal e Castro.

ü 14/Nov – Câmara de Campanha indicou Januário Garcia Leal para capitão no distrito de São José e Nossa Senhora das Dores, atual Alfenas;

ü inventariada Margarida Francisca do Evangelho, esposa de João Gonçalves Valim, moradores na fazenda Parapetinga. Um dos moradores nomeados foi Francisco de Borja da Costa Libório, em 25 de maio do ano seguinte; e

ü Inaugurada uma ermida na região da futura Três Corações, a pedido de Tomé Martins da Costa.

1802

21/Jan – Januário Garcia Leal recebeu a carta-patente de capitão assinada pelo governador Bernardo José de Lorena.

1803

ü 5/Nov – O capitão-general Pedro Maia Xavier Ataíde e Mello, em Vila Rica, endereçou correspondência a todos os capitães-mores de Minas Gerais, dizendo-se sabedor dos abusos deles e que muitos conservavam em suas casas troncos e cárceres privados. Ordenou providências e cobrou responsabilidades; e

ü nasceu em vila da Estrela, Rio de Janeiro, Luiz Alves de Lima e Silva, futuro duque de Caxias.

1804

24/OutMaria Francisca do Vale, casada com Gabriel de Sousa Diniz, recebeu sesmaria no sítio Ingaí.

1805

ü 19/Nov – o primeiro livro de Jacuí citou como madrinha em um batizado Maria Garcia Leal, mulher de Joaquim Ferreira dos Santos;

ü segundo Monsenhor Lefort, o primeiro capelão de Nossa Senhora do Carmo de Carmo da Cachoeira foi o Padre Joaquim Leonel de Paiva, na fazenda Maranhão;

ü Registros de Mogi-Mirim e de Caconde. O quartel central ficava com em Mogi-Mirim; e

ü casamento do alferes Antônio José de Abreu, filho de Antônio Teixeira Alves e de Antônia Maria de Abreu, com Mariana Benedita da Fonseca, filha do capitão-mor Valentim José da Fonseca, proprietário da fazenda Maranhão.

1806

ü 17/Jun – capitão José Alves de Figueiredo casou-se com Maria das Dores, filha de José Joaquim Gomes Branquinho;

ü a certidão passada pelo secretário do Bispado de Mariana servirá de base para a formação do patrimônio de Nossa Senhora do Carmo, em Cachoeira do Carmo, cuja escritura foi assinada em 4 de novembro de 1922;

ü o alferes José Justiniano dos Reis e o capitão José Alves de Figueiredo receberam a fazenda Ventania, hoje Altinópolis, como pagamento de dívida de Januário Garcia Leal, pelas mãos de sua mulher dona Mariana Lourença de Oliveira;

ü doação feita pelo capitão Francisco Alves da Silva e sua mulher Thereza Clara da Silva, de terras para a formação do patrimônio da capela Varginha; e o

ü secretário do Bispado de Mariana e escrivão da respectiva Câmara Eclesiástica passou certidão de terreno doado.

1807

ü 22/Out – acordo secreto com Londres previu a mudança da Corte Lusitana para o Brasil;

ü 29/Nov – a Família Real portuguesa embarcou para o Brasil em dezesseis naves britânicas;

ü 30/Nov – o exército francês ocupou Lisboa; e

ü primeiro livro impresso em Minas, em Vila Rica.

1808

ü 19/Abr – ciganos foram perseguidos em Minas Gerais;

ü 10/Set – criado no Rio de Janeiro o primeiro jornal do País, a Gazeta do Rio de Janeiro;

ü 12/Out – fundado o Banco do Brasil;

ü transferência da Corte portuguesa para o Rio de Janeiro;

ü abertura dos portos;

ü a transferência da Corte permitiu a ascensão socioeconômica dos ciganos, principalmente dos comerciantes de escravos no Rio de Janeiro;

ü Dom João VI trouxe exemplares do cavalo ibérico; e

ü o cavalo marchador era um desbravador dos sertões.

1809

ü Benção da capela de São Sebastião no sertão do Jacuí. Início do povoado de São Sebastião da Ventania, hoje Alpinópolis; e

ü primeira fábrica de ferro fundada em Morro do Pilar, municipalidade de Conceição.

1810

ü 4/jun – Padre Antônio Francisco Junqueira, como capelão, realiza casamento na capela de São José do Favacho;

ü elevação de Pouso Alegre a freguesia, ato de Dom João VI;

ü fazendas anteriores á criação do distrito do Carmo da Boa Vista, segundo o professor Wanderley Ferreira de Resende: Couro do Cervo ou Retiro; Rancho e Boa Vista; e

ü a capela dos Santíssimos Jesus, Maria e José foi declarada capela curada sob a invocação dos Corações de Jesus, Maria e José.

1811

ü 27/Abr – instalou-se em Carmo da Cachoeira a Cia. de Ordenanças de Duas Barras, com sede na fazenda Boa Vista, sob o comando do capitão João Damasceno Branquinho, sendo a primeira instituição governamental desta região;

ü 13/Mai – instalada a Real Biblioteca do Rio de Janeiro;

ü 16/Set - casou-se na fazenda Rio do Peixe: Cândida Nicésia Branquinho com Antônio Alves de Figueiredo;

ü inventário de José da Costa Morais feito na fazenda Pedra Negra;

ü segundo Monsenhor Lefort, assumiram como capelães de Nossa Senhora do Carmo os Padres: José Joaquim de Andrade; José Carlos Fernandes Bravo, Manoel Francisco Campos, Antônio José dos Santos e Veríssimo José Pereira. Este último permaneceu até 1818;

ü diversas famílias já estavam estabelecidas na fazenda Maranhão: alferes Antônio José Alves, casado com Ana Esméria da Silva; capitão Antônio José de Abreu, casado com Mariana Benedita da Fonseca; Antônio da Silva Melo; Jerônimo de Abreu, casado com Maria do Nascimento; João Bernardes Ribeiro, casado com Ana Maria de Jesus; João da Silva Pereira; Joaquim Ferreira da Cruz; Joaquim José de Abreu, casado com Paulina do Nascimento; José Antônio da Fonseca; José Antônio Ribeiro, casado com Emerenciana Clara do Nascimento; Manuel Afonso das Neves, casado com Felizarda Clementina da Fonseca; Miguel Jacinto de Carvalho; Rafael Antônio de Carvalho, casado com Ana Esméria de Azevedo; Valentim Evaristo da Fonseca, casado com Emiliana Justiniana; capitão Valentim José da Fonseca, casado com Ana Isabel de Jesus; e

ü neste ano assumiram sucessivamente a Igreja Nossa Senhora do Carmo de Carmo da Cachoeira, como capelães, os Padres: Joaquim Leonel de Paiva; José Carlos Fernandes Bravo; Manuel Francisco Campos; Antônio José dos Santos e Veríssimo José Pereira.

1812

ü Encontram-se registrados cinqüenta batizados na capela Nossa Senhora do Carmo no livro de Lavras em Carrancas, com assinatura do Padre João Tomás de Souza;

ü citação em inventário de José da Costa Morais que seu filho João da Costa Penha recebeu a tutela de seus irmãos menores; e

ü Gabriel Francisco Junqueira recebeu de Dom João VI um cavalo da coudelaria Real de Alter, de origem andaluza.

1813

Lavras foi elevada a freguesia.

1814

ü 12/Jun – foi batizado em São Bento Abade, Jerônimo de Mello Pereira e Souza, o barão de Passos;

ü Antônio Francisco Lisboa terminou as obras das capelas de Passos e Profetas para a Basílica de Bom Jesus do Matozinhos, em Congonhas;

ü morreu Aleijadinho;

ü batizado Jerônimo, filho legítimo de Silvério de Souza Mello e Marianna Innocencia do Lago, o futuro barão de Lavras, Jerônimo de Mello Pereira e Souza, na capela de São Bento, filial de Lavras, pelo Padre José Martins de Almeida, tendo como madrinha Clara Francisca do Nascimento, quinta filha de Manoel Martins Covas e Maria da Silva Luz, natural de Guaratinguetá. O livro foi assinado pelo Vigário de Lavras, Padre João Francisco da Cunha; e

ü elevação do arraial de Jacuí a vila com o nome de São Carlos do Jacuí, desmembrada do termo da vila de Campanha.


Comentários

Roberto disse…
Vou me servir dessa tabela em meu trabalho de monografia. Obrigado por este blog. Tenho pouco tempo. Trabalho e estudo e tenho que dar conta de tudo. Assim, tudo fica mais fácil. Estou confiando no blog. Sigo os comentários, parece que o pessoal daí o respeita e aos seus organizadores. Parabéns.
Zuleika disse…
Trabalho de peso este que está aí posto. A Igreja pegou pesado aí para comemorar os 150 anos. Mas, aconteceu. Parabéns a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo. Ao seu pároco e toda a comunidade.

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Próximo Texto: O negro aquilombado e a população colonial.
Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
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