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Os bandeirantes na base das famílias mineiras

 Trajetórias… trajetórias… Francisco Nardy Filho , historiador, referiu-se a Bartholomeu Bueno da Siqueira e seu irmão Pedro de Moraes Siqueira considerando-os “ytuanos”, portanto, procedentes da cidade berço de Bandeirantes. Bartolomeu Bueno de Siqueira planejava encontrar as minas de Goiás. Filho do Anhanguera ( Bartolomeu Bueno da Silva ), junto ao qual militou durante sua adolescência. Em sua vida adulta mantinha acesa a ideia de novas conquistas, em especial as minas de Goiás . Francisco Nardy Filho é considerado um dos mais produtivos historiadores do interior paulista. Nasceu em 1879 e faleceu em 21.2. 1959 , em São Paulo. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e sócio do Instituto Paulista de Arte Religiosa. Por volta dos inícios do século XVIII encontramos Bartolomeu Bueno de Siqueira pelos lados de Pitangui , quando os bandeirantes foram desmantelados pelo Conde de Assumar. Retalhados, migraram para a margem esquerda do Rio Grande. Ficou, no entanto, n

A cidade de Itu, berço de bandeirantes

 Francisco Nardy Filho e o século XVII Francisco Nardy Filho em publicação comemorativa dos 400 anos de Itu (Edição Facsimilar, às fls. 8) escreve: (...) ituanos foram Bartholomeu Bueno de Siqueira e seu irmão Pedro de Moraes Siqueira , descobridores das minas de Cataguazes e fundadores de muitas aldeias, hoje florescentes cidades do Estado de Minas”.   Foi Francisco Nardy Filho, autor da coletânea A Cidade de Ytu , ao responder aos que a ele perguntavam o porque ele se orgulhava de ser “ytuano” ele respondia: É porque não há outra terra tão rica, tão nobre, tão cheia de tradições, como este meu abençoado torrão natal. Foi daqui sahiram esses denodados bandeirantes, povoadores do sertão; foram daqui os intrépidos fundadores dessas bellas e florescentes cidades, que hoje, com justa razão, enchem de orgulho o nosso País (...). Diz ele: (...) esse sertão, tão triste, tão escuro, tão cheio de mystério e pavor, vae se clareando, vae tornando habitado, e o valor e a tenacidade dos ytuano

A oitava estação de Michell Mansur

Instigante obra de autor cachoeirense Michell Costa Auad Mansur é um jovem cachoeirense. Como todos está vivenciando o difícil momento em que o planeta passa - a crise da Covid-19. Durante o isolamento foi mais fácil para as pessoas perceberem a crueldade e a desigualdade de nosso mundo. Talvez, pela primeira vez neste século tenhamos tido a oportunidade ímpar de fazer uma reflexão global, desde que, o planeta todo teve oportunidade de viver o mesmo problema simultaneamente. Mas, não foi só isso. Fomos colocados a ver e sentir, também, a face positiva do trágico evento, ou seja, a resiliência - citada algumas vezes por Michell Mansur, a generosidade e a criatividade de tantas pessoas. Alguns, inclusive o autor da obra, A Oitava Estação , aproveitaram o momento para registrar fragmentos de acontecimentos ocorridos em seu contexto familiar, aqui em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, nos idos anos do início do século XX. O livro tem como foco uma estação de trem e como personagem seu auto

Capitão-mór Matias Gonçalves Moinhos

  Matias Gonçalves Moinhos veio para o Brasil em tenra idade. Filho de Antônio Gonçalves Moinhos da Freguesia de Santa Maria das Júnias, Raya de Galiza, Concelho de Monte Alegre, Comarca de Avos do Arcebispado de Braga. Antônio Gonçalves Moinhos era casado com Ana Alves de Villena, legítimos e inteiros cristãos velhos do lugar de Pitões, Freguesia de Santa Maria das Júnias, Raya de Galiza, do Conselho de Monte Alegre, Comarca de Xavier, Arcebispado de Braga (AEAM - 1765) . O Capitão-mór Matias Gonçalves Moinhos c.c Josefa de Morais no ano de 1725. Josefa era filha de Maria de Morais Raposo c.c Luiz Marques das Neves.  Angela de Morais Ribeira  c.c  José Gomes Branquinho  era filha de Teresa de Morais c.c André do Valle Ribeiro. Entre outros filhos Teresa e André tiveram Angela de Morais Ribeiro, mãe  José Joaquim Gomes Branquinho . Assim Teresa de Morais Ribeiro e Maria de Morais Raposo eram irmãs, conforme Cid Guimarães   (ASBRAP, 1999: 234-236) citando o inventário de André do Val

Os correios sempre presente no Município

Adendos para a obra Carmo da Cachoeira Origem e Desenvolvimento Às folhas 54 a obra Carmo da Cachoeira Origem e Desenvolvimento , 2ª Edição aumentada, nosso querido e sempre lembrado Prof. Wanderley Ferreira Resende registra este legado:  Quando ainda não tínhamos a estação da Rede Mineira de Viação (antes de 1925) e nem mesmo se falava em automóveis, os meios de comunicação eram difíceis e as viagens eram feitas a cavalo; as mercadorias para os comerciantes eram trazidas em carros de bois e os viajantes, que eram conhecidos pelo nome de, ‘cometas’ (...) . Wandico, como era conhecido o autor do legado já falava em Correio e diz: Outra coisa que servia de distração ao povo, eram os jornais. Tínhamos correio às segundas, quartas e sextas-feiras e as malas vinham de Três Corações , conduzidas a cavalo pelo José Mariano . Às 14 horas em ponto, nos dias marcados, ele dava entrada na praça. Parava o velho cavalinho em frente ao correio, descarregava as malas, deixava o cavalo solto, a pa

Corpus Christi em Carmo da Cachoeira 2022

 A Comunidade São Pedro de Rates na Solenidade de Corpus Chisti Celebrando Corpus Christi a Comunidade São Pedro de Rates participou da confecção dos tapetes coloridos nas ruas de Carmo da Cachoeira para a passagem de Jesus Eucarístico pela procissão de Corpus Christi juntamente com toda a Paróquia Nossa Senhora do Carmo. Figuras da Sagrada Eucaristia, Divino Espírito Santo, do Cálice da Ceia e demais motivos eucarísticos embelezam as vias graças aos voluntários das diversas comunidades urbanas e rurais da Paróquia Nossa Senhora do Carmo na Diocese da Campanha em Minas Gerais. Celebrando a festa de Jesus presente na Eucaristia, sobretudo fazendo memória à Quinta-Feira Santa e o início da Eucaristia, no Pão e no Vinho, este dia nos remete uma verdadeira gratidão que nós cristãos devemos ter pelo grande mistério da morte e ressurreição de Cristo, Nosso Senhor. Ao desenhar símbolos religiosos nas ruas cachoeirenses, o povo se une em torno da arte e fé.  Simbolicamente retira a intermediaç