segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Antiga foto da fazenda da Serra de Carmo da Cachoeira.

F


Luiz José Álvares Rubião, em publicação da obra, Álbum da Varginha pela Casa Maltese, às fls. (a publicação não contempla, nem ano, nem nº de páginas), descreve a Fazenda da Serra da seguinte forma: “A uma légua da freguesia do Carmo da Cachoeira, está situada a Fazenda da Serra, propriedade do Cel. Antônio Justiniano dos Reis”. Se diz: Freguesia, leia-se, após, 1857. Em publicação, no ano de 1918, Sylvestre Fonseca e João Liberal, às fls. 149, dizem: “O Cel. Antônio Justiniano dos Reis falecido o anno passado, foi um dos mais importantes fazendeiros do Distrido do Carmo da Cachoeira”.

Ary Florenzano, genealogista, cita a Fazenda da Serra, apresentando-a como sendo o lugar onde pela primeira vez, aparece o nome Carmo da Cachoeira, em documento. O 21º Anuário Eclesiástico da Diocese da Campanha, 1959, fls. 28: “Aos onze dias do mês de novembro do ano de mil oitocentos e dezenove, na Ermida de Nossa Senhora do Carmo da Cachoeira, desta freguesia de São João Del Rei, receberam em matrimônio os contraentes Jerônimo José Rodrigues, vivo o que ficou pelo falecimento de sua primeira mulher Ana Joaquina de Jesus, com Antonia Maria da Assunção, filha legítima de Tomás Mendes e Juliana de Almeida e Silva, natural e batizada na freguesia de Santa Rita, filial desta Matriz de São João Del Rei”.

Hoje, o orago da referida ermida é Santo Antônio, conforme mostra a foto. Segundo Jorge Fernando Vilela, existe a possibilidade de ser uma referencia devocional ao patriarca Antônio Justiniano dos Reis, nascido em 19 de janeiro de 1846 e casado com Dona Idalina de Oliveira Costa, filha de João Batista de Oliveira Costa, nascido aos 10 de maio de 1835 e Eliza Felisbina de Oliveira, nascida aos 02 de setembro de 1939.

O único dado referencial a esta fazenda é o referido documento, acima citado, 1839. O anuário complementa o texto dizendo: “E foram surgindo novas fazendas, enormes e progressistas: Chamusca, Cobiça, Taquaral, Coqueiros, Saquarema e outras.

A referida ermida, como mostra a foto, fica na sala que corresponde a 1ª janela, à esquerda na foto da Casa de morado da Fazenda. Hoje, ainda pode-se visitá-la e se mostra com todo seu esplendor.
Ano de Sesquicentenário da elevação da Capela em Freguesia de Carmo da Cachoeira, ano 2007.

O 21º Anuário Eclesiástico da Diosese da Campanha de 1959, na folha 32, cita a provisão no ano de 1896 do Oratório na Fazenda da Serra, de Antonio Justiniano dos Reis.

sábado, 5 de outubro de 2013

São Francisco de Assis



Ao celebrar vinte e sete anos de ordenação diaconal no dia quatro de outubro , nada mais justo que escrever a biografia do patrono,pois, foi nesse magnífico dia, que as mãos foram impostas em nossas cabeças ou seja , na minha, bem como nas de Otto Luiz Nunes, Petrus Eugênio Lencione e João José Monteiro , de saudosa memória.

Francisco nasceu a 26/11/1182 no seio de uma família rica. Seus pais, Pietro e Sra. Boulemont, eram comerciantes bem sucedidos na cidade de Assis. Pela mãe dispensava um grande amor.

Sua juventude configurou-se na alegria, na musica e nas festanças. Com muito dinheiro para gastar, era um rapaz extravagante e indisciplinado.

Gostava de banquetes, noitadas de diversão e participava de serenatas. Conquistar fortuna, fama e título de nobreza era seu intento, mas para isso precisava participar de batalhas e, em uma delas caiu prisioneiro permanecendo na cela, longos e gelados meses, só se livrando dela graças ao dinheiro do pai. Usou de sua alegria, do seu temperamento extrovertido e do gosto pela música para amenizar aquele infortúnio e dizia aos amigos da prisão: ”Como querem que eu fique triste, sabendo que grandes coisas me esperam? O mundo inteiro ainda falará de mim”.

Retornou para Assis ao se ver livre da prisão, tornando-se a se encontrar com os amigos das noitadas e das festas.

Da prisão enregelada herdou uma grave enfermidade. Assim que se recuperou, não era mais o mesmo, mas ainda não era a vontade de Deus a seu respeito. Profundas mudanças foram acontecendo a partir do sofrimento, da humilhação e do enfraquecimento. Estava sendo lapidado. Já não sentia mais o mesmo prazer de antes. Os bens mundanos não mais os atraiam, embora sonhasse com a glória das armas e dos campos de batalha, por isso alistou-se em um exército que defenderia os interesses da Igreja, nos tempos do papa Inocêncio III.

A um amigo deu os seus trajes ricos e a armadura caríssima que havia preparado para si, e, a caminho de Espoleto, escutou a voz divina: ----Francisco, quer servir ao Senhor ou ao servo? O que ele respondeu:- -----Ao Senhor é claro! E a voz lhe falou novamente:- ---- E por que insiste servir ao Servo? Retorna para Assis e lá lhe será dito o que terá que fazer! E assim o fez enquanto perguntava a si mesmo:- ------O que Ele quer que eu faça? O que ele quer de mim? Questionamentos que se tornaram uma constante em sua vida.

O menino inquieto passou a dedicar-se a oração e à meditação, percorrendo campos e florestas, em busca de respostas para suas dúvidas e inquietações, enxergando as coisas com outros olhos e com outro coração.

Nesse ínterim fez uma viagem a Roma onde visitou o túmulo de São Pedro, onde viu muitos pobres e deu muitas moedas de ouro. Trocou os ricos trajes por outros a igualar-se com os mendigos, uma primeira experiência em viver na pobreza, o que deixou a todos preocupados pensando estar ele fora de juízo, com as faculdades mentais abaladas.

O jovem de Assis havia adquirido um coração humano para não dizer divino, conseguindo beijar um leproso após lhe cobrir com o seu manto e disse:- -----“o que antes para mim era amargo agora é uma doçura” e daquele momento em diante entregou-se a Deus e afastou-se do mundo.

Nessa ocasião, no momento em que rezava em uma igreja , escutou a voz de Deus:---- Francisco, reconstrói a minha igreja”. Não entendeu muito o que aquilo queria dizer, por isso recorreu à fortuna da família e se dispôs a reformar capelas e igrejas, o que levou o pai a encolerizar-se e o colocar no porão da casa acorrentado, só se livrando dela pelas mãos maternas, buscando proteção junto ao bispo.

Ele não nasceu santo, mas se fez santo através das lutas que empreendeu consigo mesmo.

Como o Espírito Santo está sempre delineando a vida das pessoas, chamou o Jovem Francisco, que aos vinte anos abandonou a vida luxuosa e foi determinante em se doar aos pobres e doentes.

Definitivamente, aos vinte e cinco anos, deu um basta aos bens iniciando a vida religiosa.

O jovem de Assis juntamente com alguns amigos resolveram fundar uma ordem religiosa, a principio só de irmãos leigos, mas com o passar do tempo , a ordem contou com sacerdotes, pois, Santo Antonio , presbítero , adentrou à ordem e lecionava teologia aos irmãos. Muitos deles ficaram padres. Com isso a ordem passou a ser de sacerdotes e de irmãos.

No decorrer da história, juntamente com Clara, sua predileta amiga, fundaram a Ordem das Clarissas, a Ordem das Damas Pobres. Sob sua inspiração nasceu a Ordem Terceira para os leigos consagrados.

Foi uma criatura de paz, do bem, terno e amoroso. Amava a natureza, tratava com amor as plantas e os animais. Cantava o sol, a lua e as estrelas além de ser um poeta. É um dos santos mais populares dos tempos de hoje.

Ao perceber que sua morte era iminente voltou para Porciúncula, sua amante preferida, e no dia três de outubro de 1226, no período vespertino, cantando o salmo 141 deu adeus ao Vale de Lágrimas, para se encontrar definitivamente com aquele que o chamou na mais tenra idade, para exercer uma missão nada fácil de entendimento nos tempos de hoje. Diz o seu biógrafo que, assim que faleceu, houve uma revoada de pássaros que com suas cantorias louvavam a Deus.

Foi enterrado no dia seguinte na Igreja de São Jorge e em 1230 deu-se a inauguração da Nova Basílica de Assis,onde estão suas relíquias e abriga o túmulo definitivo.

Missionário de seu tempo, dono de muitas citações, entre elas: “Pregue o Evangelho em todo o tempo. Se for preciso use palavras” e, em outro momento disse: “O homem deveria vibrar, o mundo deveria tremer, o céu inteiro deveria comover-se profundamente quando o Filho de Deus aparecer sobre o altar nas mãos do sacerdote”.

Homem de oração e de penitência, recebeu os estigmas e por isso pode ser chamado de São Francisco das Chagas, o que embasa ser patrono da Diocese de Taubaté-SP.

Foi canonizado por Gregório IX, no dia 06/07/1228, fato que aconteceu em Assis pelo próprio papa, dois anos após sua morte. Pio X o consagrou como patrono maior da Itália, embora seja conhecido como protetor dos animais.

São Francisco de Assis, rogai por nós.

Diácono Adilson
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...