Pular para o conteúdo principal

ABUSO E EXPLORAÇÃO INFANTIL

ABUSO E EXPLORAÇÃO INFANTIL
Em Carmo da Cachoeira denuncie: Conselho Tutelar (3225-2133 ou 99731-1462) - Polícia Militar (190 ou 98843-1690) - CRAS (3225-1657)

Nossa Senhora da Assunção



Uma festa ímpar. Uma intervenção na natureza. O Filho do Homem não permitiu que sua mãe se misturasse com a terra e a levou para os céus, de corpo e alma.

Toda intervenção na natureza é um milagre. Milagre foi transformar água em vinho naquela festa em Caná da Galiléia. Nessa festa a mãe estava lá. E fez a pedido dela. O texto diz: “faça tudo o que Ele vos disser”. Milagre foi tirar a mãe da face da terra e levá-la para os céus.

Se Jesus ressuscitou e após quarenta dias voltou para o Pai, Maria participou da vida do ressuscitado, com toda a sua humanidade. A Igreja, ao celebrar essa festa magnífica, coloca para a reflexão dos fiéis o texto da visita de Maria a Isabel nas montanhas de Ainkaren.

São duas mulheres que se encontram. Uma cumprimenta a outra. São dois mil anos de história. Dois mil anos do acontecimento. Uma de Nazaré, outra da Judéia.

Isabel foi uma mulher que reconheceu a visita de Deus. Cumpriu-se a História da Salvação. Foram chamadas a colaborar no plano de Deus. “Ela interpretou aquilo que os cristãos admiram em Nossa Senhora”. “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”.

Duas mulheres. Uma estéril, mas com filho no ventre e outra com filho engendrado embora não tenha coabitado com homem algum. Foram dois outros milagres, pois, foram duas outras intervenções na natureza. Duas mães agraciadas com o dom da fecundidade e da vida.

Mas não são somente duas mães que se encontraram. Naquela visita deu-se o encontro de duas crianças: do Messias e do Precursor, de Jesus e de João Batista.

Maria foi elevada à Glória de Deus porque viveu a humildade e o esvaziamento.

Maria elevada aos céus indicou-nos a meta derradeira da nossa peregrinação terrena. Recordou-nos que todo o nosso ser está destinado à plenitude da vida, que vive e morre no amor a Deus e ao próximo. Seremos transfigurados à imagem do corpo glorioso do Cristo ressuscitado, do Senhor que derrubou poderosos dos seus tronos e elevou os humildes. A LG, 68, diz que Maria brilha como sinal de esperança segura e de consolação aos olhos do Povo de Deus peregrino. Elevemos meus caríssimos, com Maria, às alturas do espírito, onde se respira ar puro da vida sobrenatural e se contempla a beleza autêntica, a beleza da santidade. “Nascem assim os novos céus e a nova terra, onde já não haverá mais pranto nem lamentações, porque não haverá mais morte.” (Ap.21,1-4) Diz Santo Afonso que três coisas costumam tornar amarga a morte: o apego a terra, o remorso dos pecados e a incerteza da salvação, o que não aconteceu com Nossa Senhora, que foi isenta dessas amarguras, morreu completamente desapegada dos bens mundanos, com suma paz de consciência e na certeza da glória eterna.

Todos os santos morreram desapegados dos bens mundanos, a morte não lhes foi amarga, mas doce, amável e preciosa. Diz o apocalipse 14,13 “Bem aventurados os mortos que morrem no Senhor... suas obras o seguem”. Como dizia São Francisco de Assis: Meu Deus e meu tudo. Que alma foi tão desapegada deste mundo e tão unida a Deus quanto a bela alma de Maria Santíssima! Foi depreendida dos bens terrenos contentando-se viver pobre e sustentar-se com o trabalho de suas mãos. Amou a vida humilde. São João viu Maria figurada naquela mulher vestida de Sol que tinha a lua debaixo dos seus pés. E sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. Ap.12,1) Dizem os estudiosos que a lua significa o mundo e seus bens caducos. Os bens deste mundo nunca ela os teve em seu coração. Sempre os desprezou e os teve debaixo dos seus pés. O único bem de Nossa Senhora foi o Amor. Alguns doutores disseram que o Amor era sua única doença, sua única enfermidade que Maria morreu de saudades de seu Filho único, pois no céu estavam todos os seus desejos.

Após a morte de Jesus na cruz quem a levou para a casa? Foi o discípulo amado, o único dos apóstolos que estava aos pés da cruz. No momento da morte da Mãe, lá estava ele novamente e ouviu dela estas palavras: Filho meu, fique certo que não lhe serei ingrata. Agradeço-o pela assistência que me deu. Fique certo que se o deixo agora, vou rogar por você. Fique em paz nesta vida, até que nos tornemos a ver no céu, onde o espero. Não esqueça de mim em todas as suas necessidades . Chame-me que virei em seu auxilio, pois, jamais o esquecerei meu amado filho. Eu o abençoo e lhe deixo a minha benção. Fique em paz, adeus!

Maria deixou esta Terra e está no céu. De lá olha por todos nós que ainda estamos vivendo neste Vale de Lágrimas. De nós ela se compadece e nos promete o seu auxilio. Roguemos sempre para que tenhamos uma morte feliz. Maria, auxilio dos cristãos... Rogai por nós.

Diácono Adilson
15/08/2013

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

P edro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas , especialmente de Três Pontas . Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui , descendentes de Joaquina do Pompéu . P edro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas ¹ . Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro ² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça . Filhos do casal: - Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza; - Cônego Francisco da Silva Campos , ordenado em São Paulo , a 18.12. 1778 , foi um catequizador dos índios da Zona da Mata ; - Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09. 1759 ; - João Romeiro Furtado de Mendonça; - Joaquim da Silva Campos , Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos Anjos Filhos, segundo informações de familiares: - Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos , primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira , este nascido

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Foto: Paulo Naves dos Reis Próxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas. Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Hino do Centenário de Carmo da Cachoeira

letra: Haroldo Ambrósio Caldeira música: Álvaro Arcanjo Athaíde interpretação: Glória Caldeira teclado: Teresa Maciel do Nascimento estúdio de som: João Paulo Alves Costa - DjeCia edição de vídeo: Rícard Wagner Rizzi Letra do Hino do Centenário Cem anos de existência bem vivido Cantemos este hino de alegria Saudando essa data memorável do nosso centenário nesse dia. Cachoeira, Carmo da Cachoeira, Berço de um povo acolhedor Ergue hoje um pavilhão Rendendo Graças ao Senhor.

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Biografia de Maria Antonietta de Rezende

Tendo como berço Carmo da Cachoeira, Maria Antonietta Rezende , nasceu a 9 de outubro de 1934 no seio de uma das mais tradicionais famílias do município – a Família Rezende . A professora Maria Antonietta deixou seu legado, o “modelo de compromisso e envolvimento com a terra em que nasceu” . Trabalhou consciências, procurando desenvolvê-las, elevá-las. Fazia isto com seus alunos, com os componentes dos grupos musicais que coordenava, com as crianças ligadas à Igreja, enfim, com toda população. Foi um exemplo vivo de “compromisso com a tradição” e um elo da longa corrente que chegou até nós neste ano comemorativo. Fez sua parte. Nós fazemos a nossa – manter a tradição. No dia-a-dia deixou o exemplo de vida e através de publicações, sua visão de mundo. Editou “Evocações daqui e de além” , “Encontro e desencontros” e “Coletânea de hinos litúrgicos” . Dedicou sua vida ao estudo, à educação e à sua Igreja, como catequista, cantora e liturgista. Patrick A. Carvalho, ao prefaciar sua obra “

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. E sta foto foi nos enviada p or Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio). Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

A pedra de moinho da fazenda Caxambu.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Ary Silva da família Dias de Oliveira - Bueno. Imagem anterior: Nuvens sobre a tradicional fazenda Caxambu.

Rostos na multidão na antiga Carmo da Cachoeira

Se você deseja compreender completamente a história (...), analise cuidadosamente os retratos. Há sempre no rosto das pessoas alguma coisa de história da sua época a ser lida, se soubermos como ler. — Giovanni Morelli Cônego Manoel Francisco Maciel presente a cerimônia ao lado da Igreja da Matriz