Pular para o conteúdo principal

Beato João Paulo II: um modelo de vocação.


"Toda vocação sacerdotal é um grande mistério, um dom que supera infinitamente o homem." (Dom e Mistério, Papa João Paulo II)

Por ser data da primeira missa de seu pontificado, dia 22 de outubro é celebrada a memória do Beato João Paulo II. Para conhecer ainda mais a caminhada do Peregrino do Amor, aquele que quebrou a tradição de papas nascidos na Itália desde 1522, é necessário compreender sua história antes e durante a entrega de sua vida ao chamado sacerdotal.

Karol Józef Wojtyla nasceu em 18 de Maio de 1920, em Wadowice, Polônia. Era filho de militar e tinha um irmão médico. Perdeu seus familiares antes dos 22 anos de idade, quando seu País, juntamente com boa parte da Europa, enfrentava a invasão dos alemães, na Segunda Grande Guerra.

Sua juventude foi marcada pelas artes, sobretudo a música popular e o teatro a favor da resistência contra o nazismo. O esporte e a religião foram destaques neste período de sua vida: foi goleiro de futebolde uma equipe amadora de Wadowic (Polônia) e fundou uma congregação mariana em seu colégio, a qual, futuramente, o inspiraria na escolha de seu lema sacerdotal: TotusTuus(Todo Teu, Maria). Foi ordenado sacerdote em 1º de novembro de 1946, pelo cardeal-arcebispo de CracóviaAdam Stefan Sapieha. Seu caminhar religioso foi extenso, com inúmeras nomeações e conquistas antes do Pontificado. Docente da Universidade Católica de Lublin e, logo, arcebispo de Cracóvia, participou do Concílio Vaticano II, contribuindo para a redação de dois documentos considerados os mais influentes e conclusivos do Concílio: Declaração sobre a Liberdade Religiosa (DignitatisHumanæ) e Constituição Pastoral da Igreja no Mundo Moderno (GaudiumetSpes).

Em 1967, foi nomeado cardeal pelo Papa Paulo VI e, em 1978, eleito papa, levando o nome de JoãoPaulo II, em homenagem ao seu antecessor João Paulo I. Após três anos como Pontífice, sofreu atentado na Praça de São Pedro pelas mãos deum turco, ao qual perdou com o seguinte argumento: “Na época do Natal e do Ano Sagrado da Redenção, pude encontrar a pessoa que vocês todos conhecem por nome Ali Agca que, em 13 de maio de 1981, praticou um atentado contra minha vida... Mas a Providência se encarregou das coisas, de uma forma que eu descreveria como extraordinária, para que hoje eu pudesse encontrar meu agressor e repetir o perdão que concedi a ele imediatamente.

Grande defensor do ecumenismo, visitou inúmeras nações levando a paz entre as religiões e, como rito de bênçãos, beijava o solo de cada lugar aonde chegava. No Brasil, foram quatro visitas: 1980, 1982 (apenas de passagem pelo aeroporto do Rio de Janeiro, ao ir para a Argentina), 1991 e 1997.

Na década de 1990, começou a manifestar sintomas de Parkinson, uma doença degenerativa. Em 2003,quando visitava a Eslováquia, essa enfermidade estava bem visível: João Paulo II tinha dificuldades para respirar e se mover.

Em seu último domingo de Páscoa, abençoou os fiéis, mas, pela primeira vez no seu pontificado, não conseguiu pronunciar a tradicional Urbi et Orbi. Às 21h37min, horário de Roma, do dia 2 de abril de 2005, faleceu o mais piedoso e famoso polonês que o mundo já vira. Passados 6 anos, em 1º de maio de 2011, o atual Papa Bento XVI proclamou, diante de mais de um milhão de pessoas: “Concedemos que o venerado servo de Deus João Paulo II, Papa, seja de agora em diante chamado beato.” Depois de venerado, todo aquele que recebe este título fica mais próximo de ser santificado.

Sendo o “Papa das Nações”, conhecido em todo o mundo por seu carisma e feição piedosa, rogamos sua intercessão para que não só os consagrados à vida religiosa, mas todo aquele que recebeu o Sacramento do Batismo, adentrando ainda mais na vida cristã, possa seguir o sentido da nossa vocação primordial: o chamado a ser presença viva na vida de nossos irmãos em Cristo!

André Lucas de Carvalho
II Período de História - Universidade do Vale do Sapucaí - Pouso Alegre

Comentários

ANDRÉ disse…
Este comentário foi removido pelo autor.

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

As três ilhôas de José Guimarães.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. F oi, seguido deste singelo bilhetinho que a obra " As Três Ilhoas " de José Guimarães, está em nossas mãos: Prezada Leonor Vai aqui o livro, uma Obra Póstuma, de meu marido José Guimarães. O livro vem completar a coleção da genealogia das Três Ilhoas, lançada em 1989. Agradeço a grande pesquisadora e genealogista Marta Maria Amato , pelo enriquecimento proporcionado pelas suas pesquisas. Gostei de saber que o Projeto Partilha está colaborando com o resgate da "História de Carmo da Cachoeira". Temos em nosso arquivo alguns dados das paróquias de Campanha, onde tem alguma coisa sobre sua cidade:a terra do Pe. José Bento Ferreira. Será? Atenciosamente Leyde M. Guimarães. Ouro Fino, 15-08-2006 Próxima imagem: O Capitão Diog

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

P edro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas , especialmente de Três Pontas . Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui , descendentes de Joaquina do Pompéu . P edro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas ¹ . Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro ² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça . Filhos do casal: - Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza; - Cônego Francisco da Silva Campos , ordenado em São Paulo , a 18.12. 1778 , foi um catequizador dos índios da Zona da Mata ; - Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09. 1759 ; - João Romeiro Furtado de Mendonça; - Joaquim da Silva Campos , Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos Anjos Filhos, segundo informações de familiares: - Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos , primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira , este nascido

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Foto: Paulo Naves dos Reis Próxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas. Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Eis o amor caridade, eis a Irmã Míriam Kolling.

À Irmã Míria T. Kolling: Não esqueçam o amor Eis o amor caridade , dom da eternidade Que na entrega da vida, na paz repartida se faz comunhão ! Deus é tudo em meu nada: sede e fome de amar! Por Jesus e Maria, Mãe Imaculada todo mundo a salvar! " Não esqueçam o amor ", Dom maior, muito além dos limites humanos do ser, Deus em nós, entrega total! Não se nasce sem dor, por amor assumida: Nada resta ao final do caminho da vida a não ser o amor . Próximo artigo: Até breve, Maria Leopoldina Fiorentini. Artigo anterior: Os Juqueiras, Evando Pazini e a fazenda da Lage

Carapina, a origem do nome.

O termo " carapina ", segundo o professor Caio Boschi , eram os profissionais no exercício da profissão do trato da madeira, "... deviam ser menos qualificados " que os oficiais de carpintaria ou marcenaria. P or não serem portadores de cartas de autorização passadas pelas Câmaras Municipais para o exercício da função, faziam parte dos denominados " carapinas ", muitos que, por algum motivo sofriam perseguições, embora não tivessem sido condenados ou julgados por atos que houvessem ferido a lei. Projeto Partilha - Leonor Rizzi Próxima matéria: A origem do nome da Escola Lourdes Galvão. Artigo Anterior: Francisco vende o escravo João à Domingos.

Antiga foto da fazenda da Serra de Carmo da Cachoeira.

F Luiz José Álvares Rubião, em publicação da obra, Álbum da Varginha pela Casa Maltese, às fls. (a publicação não contempla, nem ano, nem nº de páginas), descreve a Fazenda da Serra da seguinte forma: “A uma légua da freguesia do Carmo da Cachoeira, está situada a Fazenda da Serra, propriedade do Cel. Antônio Justiniano dos Reis”. Se diz: Freguesia, leia-se, após, 1857. Em publicação, no ano de 1918, Sylvestre Fonseca e João Liberal, às fls. 149, dizem: “O Cel. Antônio Justiniano dos Reis falecido o anno passado, foi um dos mais importantes fazendeiros do Distrido do Carmo da Cachoeira”. Ary Florenzano, genealogista, cita a Fazenda da Serra, apresentando-a como sendo o lugar onde pela primeira vez, aparece o nome Carmo da Cachoeira, em documento. O 21º Anuário Eclesiástico da Diocese da Campanha, 1959, fls. 28: “Aos onze dias do mês de novembro do ano de mil oitocentos e dezenove, na Ermida de Nossa Senhora do Carmo da Cachoeira, desta freguesia de São João Del Rei, receberam

Um poema à Imaculada Conceição Aparecida.

Por esse dogma que tanto te enaltece, Por tua Santa e Imaculada Conceição, Nós te louvamos, ó Maria, nesta prece, Mulher bendita, as nações te chamarão! Salve, Rainha, ó Mãe da Misericórdia! Nossa esperança, nosso alento e vigor, A nossa Pátria, vem, liberta da discórdia, Da ignomínia, da injustiça e desamor! Tu família, aqui, hoje reunida, Encontra forças no seu lento caminhar. A ti recorre, Virgem Santa Aparecida, Nosso caminho vem, ó Mãe, iluminar! Somente tu foste escolhida e preparada Por Deus, o Pai, que com carinho te ornou, Para fazer do Filho Seu, digna morada! Pelo teu sim, a humanidade se salvou. Novo Milênio, com Maria festejamos, Agradecendo tantas graças ao Senhor. Com passos firmes, nova etapa iniciamos, Com muita fé, muita esperança e muito amor. Trecho da obra: Encontros e desencontros de Maria Antonietta de Rezende Projeto Partilha - Leonor Rizzi Próximo Texto: A túnica Inconsútil, um poema de fé. Texto Anterior: A prece da poeta e professora Maria Antonie

Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior. "Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG. Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entr