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ABUSO E EXPLORAÇÃO INFANTIL

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O Seu Nome é Jesus - 4ª Parte



Chegando a hora do Seu nascimento e não havendo lugar para eles na hospedaria, o único local que o aflito e preocupado José conseguiu foi um estábulo, onde os animais se abrigavam. Ali, Jesus, o Filho de Deus, nasceria e teria por berço uma manjedoura, um cocho onde os animais se alimentavam. Maria nada reclamou, pois já se entregara incondicionalmente como instrumento de realização dos planos de Deus e, por isso mesmo, no fundo de seu coração talvez já tivesse conhecimento de tudo.

Não poderia haver lugar mais simples para um nascimento. Do lado de fora havia um grupo de pastores. Estavam sentados no chão em silêncio, talvez perplexos, talvez com medo, mas certamente maravilhados. Sua vigília noturna fora interrompida por uma explosão de luzes vinda do céu e pela sinfonia de anjos. Deus comunica-se sobretudo com os simples e humildes e com aqueles que têm tempo para ouvi-Lo. Naquela noite sem nuvens, Ele foi até os simples pastores de ovelhas.

Ao lado da jovem mãe está o pai cansado. Se há alguém cansado e sonolento ali, é ele. Não se lembra da última vez em que se sentou. Agora que a agitação havia diminuído, agora que Maria e o bebê estavam confortáveis, ele encosta-se à parede do estábulo e sente os olhos pesarem. Ainda não havia compreendido tudo; o evento era um mistério. Entretanto, naquele momento, não possuía forças para pensar a respeito. O importante é que o bebê e Maria estavam bem e seguros. Quando estava quase adormecendo, lembrou-se do nome que o anjo havia dito para colocar no menino: Jesus. “O nome dele será Jesus.

Maria, porém, está bastante desperta. Como ela é jovem! Sua cabeça repousa sobre o couro da sela da montaria de José. Ela olha com admiração para a face do bebê: seu filho, seu Senhor, sua Majestade! Nesse momento sublime de contemplação do filho recém-nascido, essa mãe adolescente, deitada entre palhas com cheiro de animais, é o ser humano que melhor compreende quem é Deus e o que Ele está fazendo. Ela não consegue tirar os olhos d’Ele. De alguma forma ela sabe que está segurando o próprio Deus.

Ele veio não como um clarão de luz nem como um conquistador inacessível, mas como Aquele cujos primeiros choros foram ouvidos por uma moça simples e um carpinteiro sonolento.

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