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A rua - existem ruas e ruas...


Ruas na cidade e ruas no campo. Na agricultura tem relação com café, com milho, com soja, algodão, tantos outros. Na vida citadina, as ruas formam bairros como também nos levam ao centro onde estão tudo aquilo que ajudam na formação do setor terciário.

Muitas das vezes, elas são espaçosas ou são estreitas. Umas são asfaltadas, outras são calçadas com paralelepípedos e outras ainda, nada disso têm. São pedregulhadas, chão batido ou empoeiradas.

Na rua se aprende de tudo e se vê de tudo. Na rua encontramos com os amigos. Amigos de hoje amigos de outrora. Aqueles que costumeiramente estamos encontrando e aqueles que há muito não víamos. É na rua que se iniciam as famílias, pois, os olhares são trocados e começa, aquilo que diz “O Pequeno Príncipe”, o invisível. É na rua que surgem as malandragens e terminam muitas da vezes, numa penitenciaria. Nela estão os postes de iluminação e aqueles que seguram fiação de eletricidade e de telefonia. Eles não se movimentam. São estáticos. Não são como as pessoas que andam, gesticulam, gostam e se amam, procriam. Eles não se amam. Apenas seguram. Não as mãos, mas fiação.

Imaginem se os postes se amassem. Não seria necessário fazê-los. Colocar concretos em formas. Costurar ferros. Eles surgiriam naturalmente. Interessante que os encontramos de todos os tipos. De madeira, de cimento ou de ferro.

Cumprem uma missão, assim como as pessoas . Infelizmente dentre estas, algumas não as cumprem e por isso o mundo está desta forma, descolorido. Sempre foi assim . Agora, por causa da explosão demográfica, os problemas são mais acentuados. Nas ruas existem calçadas. E como são elas? Esburacadas? Descompassadas? Altas? Baixas? Algumas são mais estreitas que outras. Não importa como as são. A sua função é servir as pessoas. Como os postes, também cumprem uma missão. Rua é rua. Com postes ou sem. Com calçadas ou não. São como as avenidas, nos prestam um serviço. Enquanto nos servem dão oportunidades de sobre elas caminhar e servir.

14/09/2006

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