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“Baba Yetu”: o Pai Nosso em Swahili

Ajude na defesa da Torre do Tombo.

de: Luis Amaral

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Frequentador assíduo da Torre do Tombo há mais de 30 anos, tenho acompanhado de perto a vida do Arquivo nas suas grandezas e misérias. Foram sobretudo estas – as insuficiências de meios, materiais e humanos, para cumprir os seus objectivos, as faltas sistemáticas de dotações orçamentais adequadas, etc. – que me inspiraram a criação da Associação dos Amigos da Torre do Tombo.


Constituída formalmente em 2004, nestes cinco primeiros anos a AATT desenvolveu inúmeras iniciativas de apoio, directo ou indirecto, ao Arquivo: adquirimos e oferecemos um livro de assentos paroquiais do século XVII ao Arquivo Distrital de Setúbal, apoiámos a organização IV Seminário dos Arquivos de Tradição Ibérica que pela primeira vez se realizou em Portugal, oferecemos 1.000 lápis para desincentivar o uso de canetas nas salas de leitura dos arquivos, promovemos a edição de 12 trabalhos de investigação baseados em fundos da Torre do Tombo, disponibilizámos no site da AATT várias bases de dados de pesquisa, etc., etc.



Assumi em Abril passado a Presidência da Direcção da Associação e, como primeira medida – porque dependia exclusivamente de mim - reformulei o site, que está agora mais rico em informação, nomeadamente com a inclusão de um Guia completo dos Fundos da Torre do Tombo, instrumento de trabalho cuja existência me parecia indispensável. A divulgação do guia prossegue agora no sentido de apresentar, para cada fundo, uma descrição pormenorizada acompanhando-a, sempre que possível, de uma base de dados de pesquisa onomástica e/ou toponímica. Nessa perspectiva, aliás, importa realçar o crescimento substancial do número de registos pesquisáveis nas bases de dados que ultrapassa já os 650 mil nomes nesta altura.



Logo em Junho seguinte acordei com a Direcção-Geral de Arquivos – nova designação e novas funções recentemente atribuídas à Torre do Tombo - a participação da AATT no programa de disponibilização dos fundos da Torre do Tombo na internet ao abrigo do programa Digitarq.



Esta colaboração, já em curso, permitirá, a muito breve prazo, divulgar os livros paroquiais dos concelhos de Arruda dos Vinhos, Cadaval, Cascais e Mafra, a que se seguirão os restantes concelhos do distrito de Lisboa, uma vez que o trabalho de conversão para formato digital das freguesias urbanas foi acertado entre a Torre do Tombo e o Gabinete de Estudos Olissiponenses. Este nosso apoio estender-se-á, posteriormente, a outros distritos.



A par desta tarefa, pretendo, como principal prioridade, acelerar o processo que já tinha iniciado de disponibilizar, em bases de dados pesquisáveis na internet, os livros e cadernetas de índices – na sua maioria datados do século XVIII e XIX – que constituem actualmente os únicos instrumentos de pesquisa colocados à disposição dos investigadores na Sala de Referência da Torre do Tombo.



A execução destes dois projectos – disponibilização dos fundos, nomeadamente os paroquiais - on line e informatização da sala dos índices – requer meios – financeiros e humanos – de que a AATT não dispõe. Mas que são possíveis obter através de uma adesão massiva de sócios, sejam pessoas singulares (25 euros/ano) ou empresas (30 euros/ano). É essa a intenção desta mensagem: Convidá-lo a aderir à AATT.



Para maior comodidade, a inscrição pode ser feita no site da AATT, onde estão disponíveis diversas modalidades de pagamento que tornem fácil este processo: cartão de crédito, transferência bancária ou cheque.



Depois da criação em 2000 do Genea Portugal (agora Geneall, desde 2007), e da Biblioteca Genealógica de Lisboa (em 2005), a dinamização da AATT é, nos próximos tempos, a minha grande aposta.



Com a ajuda de todos, é possível em pouco tempo alterar substancialmente o actual estado de coisas e facultar ao número cada vez maior de interessados na investigação histórica os meios eficazes de prosseguir os seus trabalhos, que encontram nas novas tecnologias os instrumentos adequados.



O apoio ao Arquivo da Torre do Tombo não é, não deve ser, uma preocupação exclusiva dos investigadores que o utilizam. Deverá antes constituir um desígnio nacional. Afinal, desde a carta de Pero Vaz de Caminho a relatar a descoberta do Brasil ao Tratado de Tordesilhas, passando pela Constituição de 1822 ou as Cartas dos Forais Manuelinos, a Torre do Tombo guarda e conserva no seu riquíssimo acervo a memória de 900 anos da História de Portugal e da Lusofonia.



Conto, para isto, com a sua ajuda. Muito obrigado.



Melhores cumprimentos do

Luis Amaral

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