Pular para o conteúdo principal

Detalhe de uma antiga chave.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.

Foto de Evando Pazini, feitas com lentes especiais, desta a parte posterior da chave, onde o emblema da família está grafado, é um detalhe de uma antiga chave que pelo manuseio de décadas, fez comq que o emblema se desgasta-se. A cor vermelha central praticamente sumida. Parece-nos que haverá possibilidade de reconstrução e reconhecimento.

Próxima imagem: A Paragem das Boiadas em Carmo da Cachoeira
Imagem anterior: A antiga chave.

Comentários

Anônimo disse…
Inicialmente convicto, um membro da família cachoeirense e guardião desta chave diz: "é tradição de que ela segue os descendentes da família Terra Brasil". Marcada a reportagem, um membro do Projeto Partilha e Evando Pazini visitaram a casa onde fica guardada a chave mostrada nas páginas de ontem, cujo brasão está em foco hoje e acima. Nesta ato, outra pessoa da família não se mostra tão convicta sobre a origem da chave. Diz ela: "pode ter vindo de ITUIUTABA". Uma de nossas tias, ex-guardiã da chave morou numa mansão naqueles Tijucais. Pode ter sido daquela propriedade não propriamente da nossa família, da qual perdemos todo referencial. Caso alguém consiga aproximar-se das informações gostaríamos de saber, e ficaríamos gratos por isso."
Abaixo, os internautas poderão analisar o inventário da Ponte Falsa. No inventário de Antonio Dias de Gouveia (Gouvêa) aparece o menino Antonio, que foi o Pe. Antonio Dias de Gouveia que, com seus sobrinhos, em 1830 foi para os lados de Goiás. Em 1832 surge a capela de SÃO JOSÉ DO TIJUCO.
Joaquim Antonio de Morais (I) foi casado com Vitória Maria da Conceição (Sertão da Farinha Podre - Uberaba), pais de Joaquim Antonio de Morais (II) casado com Balduina Cândida da Silveira. Lê-se na história de Ituiutaba "Pe. Antonio Dias de Gouveia com seus sobrinhos ...".
José da Silva Ramos, outro personagem citado nos primórdios destas terras de Sertão em que se dirigiu o Pe Antonio Dias de Gouveia (Gouvêa), procedeu do Sul de Minas. Filho de Miguel José da Silva, alferes. Ver Inventário, ano 1829, no PROJETO COMPARTILHAR. Um trecho significativo deste estudo está às fl.18, é o seguinte:
Diz a viúva de Miguel José da Silva, dona Maria Joaquina da Silva que "logo que o mesmo faleceu, vendo-se a suplicante sobrecarregada com uma numerosa família, cercada de dívidas e outros vexames, resolveu a vender uma porção de terras incultas, sitas na Mata do Rio de Janeiro, na Paragem denominada Espírito Santo". Obs. Existe a citação de um certo José da Silva Ramos em citação nos livros da Câmara de Pindamonhangaba.
Anônimo disse…
Cônego Monte-Raso. Da obra "Templos e Crentes - Baependi". José Alberto Pelúcio. 1942.p.171.

Era o cônego Custódio de Oliveira Monte-Raso, filho de Itabira do Campo. Não sabemos, com precisão, o dia do nascimento desse distinto mineiro. Segundo registro de seu óbito, feito por Mons. Marcos Nogueira, em 27 de maio de 1910, tinha de idade, naquela ocasião, 87 anos e 10 meses. Assim, nascera em agosto de 1823.
Era filho legítimo de Antônio Joaquim de Oliveira e de d. Maria
Eugênia de Oliveira. Fez seus estudos em Congonhas e no Caraça. Em Congonhas, aguardando idade para receber ordens, lecionara filosofia, logrando a ventura de ter como discípulo o jovem que, mais tarde, veio a ser bispo do Rio-de-Janeiro - d. Pedro Maria Lacerda.
Recebeu ordens, em 1846.
Cantou sua primeira missa na matriz de Itabira, em 8 de dezembro do mesmo ano que se ordenou.
Por esse tempo, já residindo em Baependi Olímpio Carneiro Viriato Catão, também de Itabira do Campo, empreendeu uma viagem, durante a qual ficou sabendo ter o exmo. d. Viçoso resolvido mandar para Baependi, como vigário, um colega do recem-ordenado padre Custódio, indo este para o outro lugar. Catão resolveu intervir no sentido da vinda do mesmo para Baependi, o que conseguiu do exmo. sr. d. Viçoso. E assim foi que, segundo informaram, veio para esta cidade o padre Monte-Raso, com pároco, em 1847.
Tomando posse, em março do mesmo ano, foi quem batizou o menino Marcos, aquele mesmo que, mais tarde, já sendo mons. Marcos Nogueira, o acompanhara no enterramento e lhe registrara o óbito.
O cônego Monte-Raso, depois de uma visita a parentes seus, em Santa Catarina e Virgínia, para Baependi, onde ficou residindo, na mesma chácara em que também morou sua sobrinha, d. Joaquina, casada com Manuel Constantino Pereira Guimarães.
Perto do edifício da chácara, quase à entrada de dois extensos e frondosos renques de bambús, tinha sua modesta casinha. Alí, naquele retiro, tão propício a meditações, possivelmente muito pensara na sorte dos desemparados, e alimentara o sonho, que trazia na mente, de concorrer para lhes mitigar os sofrimentos.
Dirigiu a construção da Santa Casa e foi seu provedor. Luiz Fernandes da Costa foi secretário; José Francisco Xavier, tesoureiro; Joaquim Pereira Alves Madeira, procurador; Foram os seguintes fiéis que pediram ao bispo, a aprovação da parte religiosa do Compromisso: José Pedro Américo de Matos, pe. José Silvério Nogueira da Luz, vigário Marcos Pereira Gomes Nogueira e dr. Cornélio Pereira de Magalhães.
Anônimo disse…
Wanderley Ferreira de Rezende, na Obra "Carmo da Cachoeira - Origem e Desenvolvimento. Segunda Edição aumentada. Ano - 1982. Imprensa Oficial. Belo Horizonte, p.15, relacionando as mais importantes fazendas que compunham o Distrito da Boa Vista, segundo relação datada de 1842 e assinada pelo Juiz de Paz Rafael dos Reis e Silva, cita:

8- Campo Belo - Gabriel José Junqueira, José Mizael de Andrade, Francisco Daniel da Costa e Manoel da Silva Brandão.

Manoel da Silva Brandão foi casado com Thomazia Joaquina da Silva, que aparece com 12 anos no inventário de sua mãe, dona Ignácia Rosa Angélica da Silva, casada com Carlos José da Silva. às fls. 53 do referido inventário, o seguinte: "Manoel da Silva Brandão, requer a parte que lhe cabe como herdeiro".

Cf.: PROJETO COMPARTILHAR.
Anônimo disse…
Miguel José da Silva, irmão de Thomazia Joaquina da Silva, casada com Manoel da Silva Brandão, filhos de Ignácia Rosa Angélica da Silva e Carlos José da Silva, era senhor de escravos.
Em José Alberto Pelúcio, na obra "Templos e Crentes - Baependi".1942.obra impressa e composta na Gráfica Paulistana de João Bentivegna. São Paulo, p.119/120, ao referir-se a IRMANDADES, descreve o seguinte termo de compromisso:

"Aos desoito dias do mes de Dezembro do anno de mil oitocentos e vinte nesta Villa de Santa Maria de Baependy Minas e Comarca do Rio das Mortes em casas de aposentadoria do Desembargador João Evangelista de Faria Lobato Ouvidor geral e Provedor desta comarca com alçada no Cível e Crime onde se acha de Correição sendo presentes o Rey, Rainha Juizes Escrivão Tresoureiro e Procurador da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário desta Villa perante o referido Desembargador para effeito de aSignarem o presente compromiço na conformidade da Provisão do Tribunal da Mesa da Consciencia de dezoito de Mayo do corrente anno visto serem os actuaes Mezarios da dita Irmandade o que mostrarão pella Eleição aSignada pelo Reverendo coadjutor Pudenciano Antonio Nogueira que tambem presente se achava para verificar serem elles os mesmos e os proprios que devem aSignar, e outrosim presentes os Irmaons de Mesa Jacinto escravo do Reverendo Vigario da Vara, João escravo do Reverendo Ponciano Antonio, Geraldo escravo do Reverendo Antonio Gomes Nogueira, Mariano escravo do Reverendo Manoel Pereira de Souza, Antonio escravo do Capitão MIGUEL JOSÉ DA SILVA, Ignacio escravo do alferes Joaquim Nogueira, Luis escravo do Capitão Amaro Gomes Nogueira, Manoel escravo do Capitam Theodoro Gomes Nogueira, Manoel escravo do Tenente Coronel Joaquim Silverio de Castro, Francisco escravo do Capitão Amaro Gomes Nogueira, Lourenço escravo do Capitam André Rodrigues de Faria, e as Irmans de Mesa Emerenciana escrava do Reverendo Vigario, Sabina escrava do Tenente Andrade Bernardes de Gusmão por os mais se achavão auzentes foi pellas pessoas referidas da dita Irmandade aSignado o presente compromiço aSaber pelo Juis Antonio escravo do Reverendo Vigario, e pellos Escrivão, Procurador, Thesoureiro com o seu proprio punho por saberem ler e pellas mais com huma cruz, e pellas mulheres aSignou o proprio Ministro em lugar da Rainha e Irmaons sobreditos que aparescerão, de que tudo para constar mandou odito Ministro fazer este termo em que tambem aSigna o dito Reverendo coadjutor que dice serem os proprios e eu Antonio Balbino Negreiros de Carvalho Escrivão da Ouvedoria que tambem sirvo de Escrivão da Provedoria no empedimento do actual que o escrevi.
João Evangelista de Faria Lobato.
O Coaddejutor Pudenciano Antonio Nogueira
O Escrivam Henrique de Souza Reis - Joaquim Mendes dos Santos.
O Tesorero Thome Venancio Ramos
O Procurador Joaquim Severino de Paiva e Silva.
Os irmãos prestaram compromisso em 30 de setembro de 1821. Recebeu o termo, alem das assinaturas do escrivão Joaquim Mendes dos Santos, do Tesoureiro Tomé Venâncio Ramos, do Procurador Francisco Inácio de Melo, da rubrica do presente, os sinais deste membros da mesa:
Signal de Francisco = Tavares
Signal de Catharina = Maria
Signal de Antonio = Felisberto
Signal de Maria = Antonia
Signal de João = Braga
Signal de Mathias = Vir.a
Signal de Antonio = Roiz
Signal de Francisco = Antonio
Signal de Francisco = Ramos
Signal de Mel. = Gomes
Signal de Pedro = Domiciano.
Anônimo disse…
Padre Domingos Rodrigues Affonso (Afonso) é citado na obra de José Alberto Pelúcio, p.13, Título - Trabalhos.

Na Igreja matriz de Baependi, os trabalhos mais antigos de que temos notícias, foram os executados no paroquiato (1795) do vigário Domingos Rodrigues Affonso (Afonso). Refere-se o Tombo: "Neste paraochiato muitos melhoramentos se fizeram em nossa matriz: o altar-mór, um dos mais belos ornamentos deste templo parochial, é da mesma época."

Foi no paroquiato do vigário Domingos Rodrigues Affonso (Afonso) que o capitão-mor Manuel Pereira Pinto presentou a Igreja uma imagem grande de Nosso Senhor do Bonfim, cuja madeira CEDRO foi trazida do "Velho Carmo", hoje (1942) Silvestre Ferraz, fazenda dos Criminosos. Manuel Pereira Pinto e outros devotos requereram, para o altar do Bonfim, graças e privilégios: foi o requerimento informado pelo pároco Domingos Rodrigues Affonso (Afonso), que disse, em 1842: "He verdade que o Altar do Sr. do Bomfim he prezentemente o mais decente, que se acha nesta Matriz, onde já tinha sido privilegiado o Altar Mor por 15 anos pello Reverendo Sr. D. Fr. Cipriano de São José cuja graça se findou à pouco. Está pois nos tr.os de V. Excia defferir, como for de seu agrado".
fl.23 - Em certa ocasião, na sua fazenda do Salto, o padre Antonio Rodrigues Affonso, que foi empregado na Vara Ordinária de Baependi, onde esteve como vigário colado seu irmão Domingos Rodrigues Affonso (Afonso), fizera a um baependiano, que, então, o visitara, a narrativa seguinte:
Uma vez, partira ele, em companhia do padre Julião Carlos Rangel da Silva (...).
Antonio Rodrigues Affonso é natural de Campanha, filho de Domingos Rodrigues Afonso e de Isabel Caetana de Faria, foi cônego prebendado e fez parte de deputação provincial, segundo refere o cônego Trindade (p.24. José Alberto Pelúcio).

Arquivo

Mostrar mais

Postagens mais visitadas deste blog

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

Diácono Romário - Ordenação Presbiterial

 A Diocese de Januária, minha família e eu, Diácono Romário de Souza Lima temos a grata satisfação de convidar você e sua família para participarem da Solene Celebração Eucarística, na qual serei ordenado sacerdote pela imposição das mãos e Oração Consecratória do Exmo. Revmo. Dom José Moreira da Silva, bispo diocesano, para o serviço de Deus e do seu povo. Dia 18 de maio de 2022. às 19h, na Catedral Nossa Senhora das Dores em Januária - MG Primeiras Missas 19 de maio às 19hs na Catedral Nª Srª das Dores 20 de maio às 19hs na  Comunidade Santa Terezinha de Januária 21 de maio às 19hs na Comunidade Divino Espírito Santo em Januária Contatos: (38) 99986-6552 e martimdm1@gmail.com Reflexão: João 21, 15 - Disse Jesus a Pedro: "Apascenta meus Cordeiros" Texto de Gledes  D' Aparecida Reis Geovanini O cordeiro é o filhote da ovelha. É conhecido como dócil, manso, obediente. É o símbolo da obediência e submissão. Apascentar refere-se a alimentar, cuidar, proteger e orientar, fu

A origem do sobrenome da família Rattes

Fico inclinado a considerar duas possibilidades para a origem do sobrenome Rates ou Rattes : se toponímica, deriva da freguesia portuguesa de Rates, no concelho de Póvoa de Varzim; se antropomórfica, advém da palavra ratto (ou ratti , no plural), que em italiano e significa “rato”, designando agilidade e rapidez em heráldica. Parecendo certo que as referências mais remotas que se tem no Brasil apontam a Pedro de Rates Henequim e Manoel Antonio Rates . Na Europa antiga, de um modo geral, não existia o sobrenome (patronímico ou nome de família). Muitas pessoas eram conhecidas pelo seu nome associado à sua origem geográfica, seja o nome de sua cidade ou do seu feudo: Pedro de Rates, Juan de Toledo; Louis de Borgonha; John York, entre outros. No Brasil, imigrantes adotaram como patronímico o nome da região de origem. Por conta disso, concentrarei as pesquisas em Portugal, direção que me parece mais coerente com a história. Carmo da Cachoeira não é a única localidade cujo nome está vincul

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. E sta foto foi nos enviada p or Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio). Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

P edro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas , especialmente de Três Pontas . Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui , descendentes de Joaquina do Pompéu . P edro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas ¹ . Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro ² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça . Filhos do casal: - Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza; - Cônego Francisco da Silva Campos , ordenado em São Paulo , a 18.12. 1778 , foi um catequizador dos índios da Zona da Mata ; - Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09. 1759 ; - João Romeiro Furtado de Mendonça; - Joaquim da Silva Campos , Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos Anjos Filhos, segundo informações de familiares: - Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos , primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira , este nascido

Leonor Rizzi - Biografia

I tu , uma estância turística do Estado de São Paulo , viu nascer em 2 de fevereiro de 1944 a professora e genealogista Leonor Rizzi, uma descendente de imigrantes italianos da região de Gênova , cujos pais foram o ferroviário Diniz Rizzi e a costureira Malvina Demarqui Rizzi . E studou no tradicional Collégio Nossa Senhora do Patrocínio , sob os cuidados das Irmãs de São José de Chambéry ¹ . Aquele local , assim como boa parte de sua terra natal, é constituída de antigos monumentos arquitetônicos oitocentistas. Sendo também catecista e " filha de Maria ". C asou-se em 1964 com o professor Wagner Pereira da Mota e mudaram-se para a cidade de São Paulo em busca de melhores oportunidades de emprego. Lá ela ingressou no magistério público municipal, lecionando em diversos bairros da capital paulista, mas foi principalmente na década de setenta no bairro de Pirituba, no Paque Infantil Piritubinha ² , que desenvolveu uma metodologia de ensino própria que deu origem a obra &quo

Corpus Christi em Carmo da Cachoeira 2022

 A Comunidade São Pedro de Rates na Solenidade de Corpus Chisti Celebrando Corpus Christi a Comunidade São Pedro de Rates participou da confecção dos tapetes coloridos nas ruas de Carmo da Cachoeira para a passagem de Jesus Eucarístico pela procissão de Corpus Christi juntamente com toda a Paróquia Nossa Senhora do Carmo. Figuras da Sagrada Eucaristia, Divino Espírito Santo, do Cálice da Ceia e demais motivos eucarísticos embelezam as vias graças aos voluntários das diversas comunidades urbanas e rurais da Paróquia Nossa Senhora do Carmo na Diocese da Campanha em Minas Gerais. Celebrando a festa de Jesus presente na Eucaristia, sobretudo fazendo memória à Quinta-Feira Santa e o início da Eucaristia, no Pão e no Vinho, este dia nos remete uma verdadeira gratidão que nós cristãos devemos ter pelo grande mistério da morte e ressurreição de Cristo, Nosso Senhor. Ao desenhar símbolos religiosos nas ruas cachoeirenses, o povo se une em torno da arte e fé.  Simbolicamente retira a intermediaç

Cemitério dos Escravos de Carmo da Cachoeira

Ativistas culturais preservam nossa memória histórica Fernão Dias Paes Leme  corajosamente embora velho, atendendo ao apelo de seu rei, juntou seus índios agregados e com os seus dois filhos, com seu genro, e alguns amigos que acreditaram nele, partiu de São Paulo chefiando a maior bandeira paulista, entrando no sertão em busca da Lagoa Encantada onde estariam as tão sonhadas esmeraldas. Nesta louca aventura, o Governador das Esmeraldas foi plantando roças e deixando atrás de si “pousos”, para que outros bandeirantes pudessem sobreviver na impiedosa selva pontilhada de perigos. O sertão do Campo Grande estava localizado no trajeto dos bandeirantes quando, em 1739 , Marta Amato encontrou informações de que pertenciam a Carrancas (Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Carrancas ) dois cemitérios que pertenciam a essa freguesia, na Comarca do Rio das Mortes : cemitério do Campo Belo e cemitério do Deserto Dourado (hoje São Bento Abade ) . Segundo Tarcísio José Martins (1995, 1ª

Cemitério dos Escravos em Carmo da Cachoeira no Sul de Minas Gerais

Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove