Pular para o conteúdo principal

Companhia de Ordenanças de Três Pontas.



João Francisco do Vale, capitão da primeira Companhia de Ordenanças de Nossa Senhora da Ajuda das Três Pontas.

A carta-patente, datada de 9 de março de 1781, diz: "tendo em consideração o grande número de brancos no distrito de N. S. da Ajuda ..." o Governador da Província houve por bem criar uma nova companhia, que foi desmembrada das Lavras do Funil e seu território abrangia os seguintes limites: "dividindo pela Três Pontas ao Rio Grande, do Ribeirão das Três Pontas tudo o que verte para os Rios Sapucaí e Verde e, correndo das mesmas Três Pontas ao Rio Grande, pelo alto das vertentes do rio das Três Pontas e ribeirão da Trombuca ...". 1

Quando a carta patente diz "pelas Três Pontas" está se referindo a serra existente, nas proximidades do ribeirão de mesmo nome. Pelo citado documento, podemos concluir que o território de Três Pontas era extenso e sua população numerosa.

Artigo de Paulo Costa Campos

Próximo artigo: Fazenda Paraizo do Capitão Diogo Garcia da Cruz.

1 História de Três Pontas, Belo Horizonte, Ed. JC, 1980, p.124

Comentários

Anônimo disse…
COMPANHIA DE ORDENANÇA DE PÉ, na Mata do Senhor Bom Jesus dos Perdões, freguesia das Carrancas, Termo da Vila de São José (Tiradentes), Capitania das Minas Gerais.

Em 1771, o Conde de Valladares cria, no distrito acima citado a areferida Cia. Era composta de sessenta soldados e oficiais. Romão Fagundes é nomeado para o posto de Capitão da Companhia pelo merecimento e boa informação de sua acapacidade, honra, préstimo e zelo. Pelo cargo não recebia soldo, mas gozava de todas as honras, graças, privilégios, liberdades, isenções e franquezas. A posse foi dada pelo Capitão-Mor, Pedro Teixeira de Carvalho. Os registros encontram-se em documentos históricos, datado de oito de março de 1771, do Arquivo Público Mineiro.
Aguns trechos citados no documento: "Faço saber aos que esta minha Carta Patente viresm, que tendo consideração a longitude e extensão de sertão esquisito em que fica o Distrito da Mata do SENHOR BOM JESUS DOS PERDÕES (...) e número de pessoas brancas capazes de pegar em armas (...)";
" (...) compreenderá seu território, pela divisa que fará o Capitão-Mor das Ordenanças do Termo da dita Vila, PEDRO TEIXEIRA DE CARVALHO, com os distritos detrás da Serra da Ibituruna e Lavras do Funil";
"Companhia da Oedenança de Pé, NOVAMENTE regulada e estabelecida no DISTRITO DA MATA DO SENHOR BOM JESUS DOS PERDÕES".
Anônimo disse…
Cleuza Carvalho Marques, autora de PERDÕES E SUA HISTÓRIA. 2004. Primeira edição. Impressão e acabamento, Studio Gráfica, perdoense, filha de José Augusto Pimenta e Ana Augusta de Jesus, é professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. Em sua carreira profissional, prestou relevantes serviços às escolas de Perdões, atuando como professora no ensino fundamental e no ensino médio, exercendo também as funçoes de Inspetora Escolar, Vice-Diretora da Escola João Melo Gomide, Diretora da Escola Estadual de Machados e funcionária da Superintendência Regional de Ensino de Montes Claros. No ano de 2001, ocupou o cargo de Secretária Municipal de Educação. Nesse período, assumiu a presidência do Conselho Municipal de Educação, Conselho de Acompanhamento e Controle do Programa de Garantia de Renda Mínima - Bolsa Escola, Conselho do FUNDEF, Conselho de Alimentação Escolar e Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, atuando, ainda, como Secretária Geral da Fundação Monsenhor Luiz Gonzaga - CEPROSUL, em Nepomuceno. Em 2002, iniciou intensos trabalhos de pesquisa que culminaram na publicação de PERDÕES E SUA HISTÓRIA.
Anônimo disse…
Alguém tem o e-mail de Cleusa Carvalho Marques? pesquiso alguns ramos em Perdões.
Grato
Antônio Carlos de Castro
e-mail: castrokk@uol.com.br
site: http://www.genealogiacastro.cjb.net

Postagens mais visitadas deste blog

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

P edro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas , especialmente de Três Pontas . Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui , descendentes de Joaquina do Pompéu . P edro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas ¹ . Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro ² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça . Filhos do casal: - Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza; - Cônego Francisco da Silva Campos , ordenado em São Paulo , a 18.12. 1778 , foi um catequizador dos índios da Zona da Mata ; - Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09. 1759 ; - João Romeiro Furtado de Mendonça; - Joaquim da Silva Campos , Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos Anjos Filhos, segundo informações de familiares: - Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos , primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira , este nascido

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Foto: Paulo Naves dos Reis Próxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas. Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Biografia de Maria Antonietta de Rezende

Tendo como berço Carmo da Cachoeira, Maria Antonietta Rezende , nasceu a 9 de outubro de 1934 no seio de uma das mais tradicionais famílias do município – a Família Rezende . A professora Maria Antonietta deixou seu legado, o “modelo de compromisso e envolvimento com a terra em que nasceu” . Trabalhou consciências, procurando desenvolvê-las, elevá-las. Fazia isto com seus alunos, com os componentes dos grupos musicais que coordenava, com as crianças ligadas à Igreja, enfim, com toda população. Foi um exemplo vivo de “compromisso com a tradição” e um elo da longa corrente que chegou até nós neste ano comemorativo. Fez sua parte. Nós fazemos a nossa – manter a tradição. No dia-a-dia deixou o exemplo de vida e através de publicações, sua visão de mundo. Editou “Evocações daqui e de além” , “Encontro e desencontros” e “Coletânea de hinos litúrgicos” . Dedicou sua vida ao estudo, à educação e à sua Igreja, como catequista, cantora e liturgista. Patrick A. Carvalho, ao prefaciar sua obra “

Hino do Centenário de Carmo da Cachoeira

letra: Haroldo Ambrósio Caldeira música: Álvaro Arcanjo Athaíde interpretação: Glória Caldeira teclado: Teresa Maciel do Nascimento estúdio de som: João Paulo Alves Costa - DjeCia edição de vídeo: Rícard Wagner Rizzi Letra do Hino do Centenário Cem anos de existência bem vivido Cantemos este hino de alegria Saudando essa data memorável do nosso centenário nesse dia. Cachoeira, Carmo da Cachoeira, Berço de um povo acolhedor Ergue hoje um pavilhão Rendendo Graças ao Senhor.

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. E sta foto foi nos enviada p or Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio). Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

A pedra de moinho da fazenda Caxambu.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Ary Silva da família Dias de Oliveira - Bueno. Imagem anterior: Nuvens sobre a tradicional fazenda Caxambu.

Rostos na multidão na antiga Carmo da Cachoeira

Se você deseja compreender completamente a história (...), analise cuidadosamente os retratos. Há sempre no rosto das pessoas alguma coisa de história da sua época a ser lida, se soubermos como ler. — Giovanni Morelli Cônego Manoel Francisco Maciel presente a cerimônia ao lado da Igreja da Matriz