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Comentários

Anônimo disse…
Quem não conhece? Ele escreveu a história de Carmo da Cachoeira. Ela, a poesia "Retrato de minha Terra", falando de Carmo da Cachoeira. Daqui de longe sei das coisa. Posso ser sabatinado. Estudo o blog, rrrrrssss...... E aí? Nos concursos vou mostrar meus conhecimentos... ... Que fique fora os que ... ... tem preguiiça mental.... ... rrrrrrrsssssss. Ou cresce, ou não alcança os objetivos traçados e que devem ser cumpridos pela geração do século XXI. rrrrsssss....
Anônimo disse…
Gostaria de agradecer ao PROJETO PARTILHA que nos enviou tão rico material. Um exemplar de Gaveta Velha. O autor é o que a foto se refere? Li, à p. 19 e 20 o seguinte: "Como a noite se tornar um tanto fria, assentamo-nos à beira de um foguinho, mesmo na cozinha, como era e ainda(1975) é de hábito no interior mineiro. Conversamos (...) e pedimos que nos contasse algum caso interessante dos seus bons tempos de tropeiro ou capataz de boiadeiro".
- "O fato que vou contar-lhes, começou o Venâncio, nada tem de fantástico: trata-se de um caso verídico, acontecido há mais ou menos uns 200 anos com um tropeiro, patrão de meu bisavô e que, por tradição de família, chegou até meu conhecimento. Ao lado esquerdo da estrada que leva de Carmo da Cachoeira à Cidade de São Bentyo Abade, a uns seis quilômetros para o noroeste da ESTAÇÃO DO SALTO, está situada a FAZENDA DA BOA VISTA. ´E a fazenda mais antiga daquela região, cuja casa primitiva deve ter sido construída lá pelos meiados do século XVIII e até à segunda década deste ainda estava de pé o velho casarão colonial, como um fantasma dos tempos idos, a causar à noite, arrepios de medo às crianças e aos caboclos superticiosos. Foi fundador da fazenda o Capitão José Joaquim Gomes Branquinho. No tempo em que aconteceu o caso que estou contando a cidade mais próxima era São João del-Rei, cuja comarca, denominada Rio das Mortes, abrangia toda aquela vasta região, hoje pontilhada de cidades como: Lavras, Varginha, Nepomuceno, Três Corações, Carmo da Cachoeira e várias outras".
Anônimo disse…
O historiador ALUÍSIO DE ALMEIDA, daqui de Sorocaba realizou estudos sobre Tropismo. Lê-se com ele: " O tropismo não foi somente uma alternativa ou o ciclo econômico e social que substituiu o bandeirismo no início do século XVIII: teve relação direta como o povoamento brasileiro, contribuiu para a consolidação de nossas fronteiras e mudou a história das relações comerciais de nosso País".
Está aí, você Venâncio do Professor Wanderley DO CARMO DA BOA VISTA E DA CACHOEIRA DOS RATES. Tenho acompanhado o blog daqui e fiquei por dentro da história da cidade e da região. Um trabalho muito rico que só vem acrescentar conhecimentos e apontar valores do passado. Parabéns aos organizadores e incentivadores.
Anônimo disse…
"Como quase todas as fazendas antigas, BOA VISTA possuía o seu engenho de cana, as senzalas e também a casa do tronco, onde se castigavam os escravos rebeldes e fujões; as mucamas, escravas geralmente moças, residiam na casa dos seus senhores e eram encarregadas de serviços caseiros como cozinhar, costurar, cardar, fiar com lã e tecer nos teares de madeira, indispensáveis nas fazendas de outrora. Nas horas vagas, dedicavam-se a intriguinhas e espionagens, a serviço das sinhás ou sinhás-moças. O rancho de pouso dos tropeiros e viajantes ficava a um quilômetro, mais ou menos, para leste e até há bem poucos anos, como que por tradição, ainda existia no mesmo lugar um rancho, mantido poe descendentes dos antigos proprietários da fazenda e que ficava mesmo na encruzilhada das velhas estradas boiadeiras que ligavam Lavras a Três Corações e Carmo da Cachoeira a São Bento Abade". Do Livro, Gaveta Velha. p. 21, Prof Wanderley Ferreira de Resende.
Anônimo disse…
Era assim que o professor Wandico (gaveta Velha, p. 23) identificava o fundador da FAZENDA DAS ABELHAS: Joaquim Fernandes Ribeiro de Rezende, neto da ilhoa Helena Maria, casada com João Rezende Costa e filho de dona Josefa Maria de Rezende, casada com o coronel Severino Ribeiro. Joaquim Fernandes tinha onze irmãos, entre eles o Dr. Estevam Ribeiro de Rezende, Marquês de Valença, formado em direito pela Universidade de Coimbra. Ocupou vários cargos de importância em Portugal e, regressando ao Brasil, foi eleito Deputado à Assembléia Constituinte por Minas em 1823, Ministro do Império no Gabinete de 15 de janeiro de 1823, Deputado por Minas em 1825, Ministro da Justiça no Gabinete de 15 de janeiro de 1827, Senador por Minas em 1826 e Presidente do Senado em 1844. Era o homem de confiança de D. Pedro I e em 6 de abril de 1822, portanto antes da Independência do Brasil, havia sido nomeado pelo Príncipe Regente Secretário de todas as pastas".
Anônimo disse…
A Noiva do Tropeiro. Conto. Publicado em jornal na cidade de Varginha Minas Gerais. Presente também no livro GAVETA VELHA. Autor. professor Wanderley Ferreira de Resende.
Anônimo disse…
Tropeiro. Casamento como negócio. Mário Maestre:"racionalizadas e idealizadas, as funçoes patrimoniais do matrimônio eram naturalmente aceitas por noivos que não incorporavam, entre as expectativas da união, o amor romântico e o prazer sexual. Este último, para as noivas, constituiria descoberta e acidente matrimoniais transitórios (...)". No século XIX, os namoros e noivados eram rigidamente controlados e os pais determinavam os contratos nupciais, via circulação patrimonial. O controle dos herdeiros era necessário para que a transferência de bens não se desse fora dos objetivos de classes. Filhas do latifundio estavam sempre acompanhadas. A vigilância era rígida. Vamos então ao professor Wanderley e seu interlocutor Venâncio, p. 25/26: " O velho Branquinho possuía em sua fazenda ótimos animais de sela; entre todos, porém, sobressaía, pela sua altura, cor, garbo e mansidão, uma besta branca, a preferida do caprichoso fazendeiro. Ora, seria muito natural que o noivo da Jacinta, como bom tropeiro que era, lançasse olhares cobiçosos para a tal besta, e assim foi. Horas antes do casamento ele convidou o futuro sogro para uma conversa em particular; entraram para um quarto da sala e lá o moço não se pejou de exigir que a besta entrasse no dote da noiva. O fazendeiro quis desconversar mas foi tal a insistência do tropeiro, que ele acabou por ceder: - Sim, a besta entraria no dote da filha. O tropeiro exultou: além da noiva, o do dote, pegaria também o belo animal que ambicionava".
Anônimo disse…
Parabéns a Carmo da Cachoeira pela presença de tão ilustre professor. Ele falou a linguagem dos oprimidos. Utilizou a fala do Venâncio e de sua mulher Ritinha. Teve ele a coragem de furar o cerco do dominador e ousar. Ousou falar a fala dos calados, diametramente oposta a dos arrojados intelectuais orgânicos e a dos latifundiários, que só pregaram e mantiveram uma história que os documentos mostram ser outra. Este foi o retrato do Brasil Colonial, que ora está sendo reescrito por todos pela historiografia nacional e internacional. Ao Professor Wanderley nossa homenagem e respeito.
Anônimo disse…
Uai. Estou conhecendo gente nova dos antigos, durante a leitura deste trabalho. Não é que o cara do comentário anterior tem razão!! Nem tinha pensado nisso antes das leituras. Minha geração, quando conhece, reconhece. Falei, não sei se fui ou serei compreendido hoje. Acho que o professor também não foi em sua época. Que diferença, faz? Ele falou e registrou. Eu também, pensei e larguei brasa.
Anônimo disse…
Quantos nomes apagados da história! Um Brasil endividado com relação as vidas humanas.
Anônimo disse…
Apertou, pulou fora. Entre morrer e buscar novas alternativas muitos se foram. Era o grande sertão com lugar para todos, prá que se submeter ao domínio de poucos? Inteligencia está aí para ser usada, e não desperdiçada por incompetência. Poder e mando, prá que te quero? Abraços, beijos e tchau mesmo.
Anônimo disse…
Não era tão fácil assim, como coloca nosso internauta do comentário anterior. Personagens que buscavam terras férteis, desafiaram o sertão bravio onde imperavam doenças, feras, condições inóspitas, e que não poderão serem jamais esquecidas. Só em pensar nos desbravadores, nos tropeiros conduzindo incansavelmente as mercadorias para lugares onde o carro-de boi não podia chegar,nos boiadeiros com sua imensa manada, leva-nos a sensação de um ligeiro arrepio. Lá ia o Tropeiro e o Boiadeiro por onde dava. Seguia eles pelas estradas, por onde não tinham estradas, por entre picadas, atalhos, trilhas, que se perdiam neste imenso sertão. Transportavam cargas, sal, açucar, algodão, entre outros produtos. Aqui em Cachoeira, quem quiser conhecer um pouco dos antigos caminhos é só "Cercar o Neca" que assobiando, segue feliz sobre seu lindo animal. Ele sabe e conta nossa história. É autêntico e compromissado com sua história e sua gente. O Projeto Partilha tem um grande respeito por você e pela sua esposa Selma, sabia Neca?

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