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Biografia de Maria Antonietta de Rezende


Tendo como berço Carmo da Cachoeira, Maria Antonietta Rezende, nasceu a 9 de outubro de 1934 no seio de uma das mais tradicionais famílias do município – a Família Rezende. A professora Maria Antonietta deixou seu legado, o “modelo de compromisso e envolvimento com a terra em que nasceu”. Trabalhou consciências, procurando desenvolvê-las, elevá-las. Fazia isto com seus alunos, com os componentes dos grupos musicais que coordenava, com as crianças ligadas à Igreja, enfim, com toda população. Foi um exemplo vivo de “compromisso com a tradição” e um elo da longa corrente que chegou até nós neste ano comemorativo. Fez sua parte. Nós fazemos a nossa – manter a tradição. No dia-a-dia deixou o exemplo de vida e através de publicações, sua visão de mundo. Editou “Evocações daqui e de além”, “Encontro e desencontros” e “Coletânea de hinos litúrgicos”. Dedicou sua vida ao estudo, à educação e à sua Igreja, como catequista, cantora e liturgista.

Patrick A. Carvalho, ao prefaciar sua obra “Encontros e desencontros”, coloca holofote sobre a poesia “Beija-flor e a rosa”. Diante da claridade e luz, lê a essência nela contida e a sintetiza como “a metáfora do encontro perfeito”. Este é o espírito contido na poesia e escondido por detrás das palavras. Palavras, embora representações simbólicas, traduzem materiais. A sequência destes símbolos reflete os desencontros próprios do mundo físico. Nele, o jogo fricção e tensão como instrumentos de crescimento. Patrick capta este jogo ao dizer: “A vida, no entanto, traz desencontros, o amor é ‘amarga delícia’”. É assim que o prefaciador termina a apresentação da obra: “De todos os talentos da poeta, destacou – sem prejuízo, dos outros – a coragem. Escancarou seu coração e o mostrou para todos. Na esterilidade da terra lançou sua semente. Correndo riscos, partilhou”.

O Atlas Escolar Histórico Escolar de Carmo da Cachoeira

O “Atlas histórico de Carmo da Cachoeira”, registrou muitos dos usos e costumes do povo desta cidade. É este o primeiro documento oficial onde aparece impresso o Hino à Cidade de Carmo da Cachoeira. Esta publicação que possui a chancela do poder público, passou pelo crivo de especialistas que puderam avaliar seus dados, sua veracidade e consistência.

Além do aval da própria Prefeitura Municipal que fez questão de chancelar a obra, além do aval da Câmara Municipal de Carmo da Cachoeira, através do seu site oficial.

O prefeito municipal e a secretária de Educação, Cultura e Lazer, ao assinarem a apresentação da obra: “Atlas Escolar. Histórico e Geográfico do Município de Carmo da Cachoeira – MG. Edição 2007” declararam:

“Este Atlas permite às crianças descobrirem protagonistas de sua história. Conhecendo, passam contribuir para potencializar o que ela tem de bom, preservar seu patrimônio e símbolos do passado.”

Dentre os símbolos, o Hino da cidade. Escrito pela Professora Maria Antonietta, encontra-se em fase de oficialização. A tradição garante a manutenção desta criação.

Todo cidadão cachoeirense bem informado sabe, conhece e já deve ter ouvido o hino a Carmo da Cachoeira. Ele está aí e não é de hoje. Pode ser encontrado, cantado e conhecido pelo povo e reconhecido pelo Estado, sendo apresentado nas salas escolares, eventos cívicos e esportivos.

O povo canta, reconhece o hino de sua cidade, e atento acompanha o processo de sua oficialização. A administração pública e Câmara municipal apoiam a manutenção daquilo que foi consagrado pela tradição. Dois pontos fortes na letra do hino bastam para garantir sua oficialização. O primeiro é o que diz da religiosidade presente na população e que a cada dia se torna mais revelador da identidade e vocação de Carmo da Cachoeira – a religiosa, incluindo aí diferentes religiões e tendências espiritualistas. A letra afirma esta convicção nas palavras:

Sob o manto da mãe protetora,
Que lá do céu por ti vela,
À sombra do escapulário
Refulgirás sempre bela.

O segundo ponto é que enfoca a força econômica garantida através de sua agricultura e pecuária. O setor primário de produção está representado no hino em:

Teu balde e tua peneira,
Mantêm teu povo de pé.

O balde – como representação da pecuária, o leite.
A peneira como representação de sua agricultura, o café.

Hino a Carmo da Cachoeira

Letra e música de Maria Antonietta de Rezende
Arranjo do maestro Edgar Xavier
Interpretação da mezzo-soprano Maísa Nascimento
Instrumental: Teresa Maciel.

Subindo a colina faceira,
aos suaves clarões do arrebol,
vai Carmo da Cachoeira
vai inundar-te de sol!

Sob o manto da mãe protetora,
que lá do céu por ti vela,
à sombra do escapulário,
refulgirás sempre bela.

És cidade tão hospitaleira,
"sorriso de Minas Gerais"!
Quem te vê, à vez primeira,
não te esquece jamais.

Teus filhos, em terras distantes,
em busca de um meio de vida,
suspiram por ti a todo instante,
ó minha terra querida!

Seu balde e tua peneira
sustentam teu povo de pé.
Olhando a nossa bandeira,
nós caminhamos com fé.

Áudio do Hino da Cidade de Carmo da Cachoeira

Download de arquivo mp3

Partitura do Hino do Município de Carmo da Cachoeira


Vídeo do Hino da Carmo da Cachoeira

Comentários

Anônimo disse…
Parabéns Carmo da Cachoeira por ter servido de berço da professora Maria antonieta.
Anônimo disse…
Lembro sempre de meu pai e minha mãe saíndo naquela manhãs frias para pegar o caminhão da "panha".
Agora leio que a peneira representa essa agricultura que matou nossa fome - minha e de meus irmãoszinhos.
Anônimo disse…
Que lindo o que Patrick falou da Antonieta. Ele é engenheiro em São Paulo. Nasceu aqui, e seus pais ainda moram em Cachoeira. Conheceu muito a professora.
Anônimo disse…
A Câmara vai aprovar. Pramór de que não aprovaria a beleza de hino feito por uma cachoeirense, e dos idos tempos?
Anônimo disse…
O leite, nossa riqueza. Não há de ver que é isso mesmo. Certinho, como vejo e vivo. Só tem é cafezal poraqui. Tem muita vaca nos pastos também.
Anônimo disse…
Não acredito. Minha professora pediu pra gente fazer uma desenho. Falou que era pra gente lembrar o que trazia mais dinheiro para a cidade. Pensei muito, mas como moro no Bom Retiro e sempre via o meus pais, meus vizinho irem trabalhar no campo não tive dúvida, desenhei muitos pés de café e muitos animais no pasto.
Anônimo disse…
Antonieta jamais saira de nossas lembranças.
Anônimo disse…
Parabéns a toda a cidade. Vai dar identidade a seu símbolo - o hino. Eu nem sabia que era a Câmara que tinha que votar. Achava que se povo tivesse cantando como sempre escutei, estava já aceito, e pronto. Pra que complicar?
Anônimo disse…
Quer dizer que o prefeito acha que tem que valorizar os que são do lugar? Que bom que ele pensa assim.
Anônimo disse…
Uaí, mas porque não deixa como sempre foi. O hino é esse. Todo mundo sabe que é ele e gosta dele e ponto final.
Anônimo disse…
Na invernada o dia começa muito cedo. Que frio.
Anônimo disse…
Que isso aí. Estou de olho naquele cara a quem dei meu voto. Se votar contra num voto mais nele. TO te seguindo cara, olhe lá o que você vai fazer, pô.
Anônimo disse…
Se votar contra vai dar virada nessa eleição. To pagando pra ver.
Anônimo disse…
Âqui. É só levar nossa classe no dia que os vereadoes forem votar no hino. Quero ver, na nossa frente ir contra o que o povo pensa, o que o prefeito e a secretária da educação escreverem de nós.
Anônimo disse…
Se os vereadores não derem o voto que diga o que nós pensamos pior pra eles. A cabeça vai rolar. A frigideira vai fritar. Porque? porque eles só representam. Se não tem competência para representar certo, que caia fora já. Abaixo assinado, pra que te quero?
Anônimo disse…
Que bom que o povo participa aí. Sabe que aqui em minha cidade não há espaço como o de voces. É uma pena. O espaço é altamente equilibrador. Traz os representantes a ver uma realidade que o poder as vezes cegar.
Parabéns aos organizadores do blog
Anônimo disse…
Quanto pemerequetê. Isso é muito saudavel. Cada pessoa que fala deixa sua contribuição e os vereadores conseguem perceber a vontade de seu eleitorado. Parabéns aqueles que tem a oportunidade de abrir esses espaços. Assim todo o Brasil fizesse assim. Aqui nós temos os jornais, mas é muito limitador.
Anônimo disse…
Aqui Patrick. Parabéns pelo que você disse de minha parente, a querida Maria Antonietta de todos nós. Nosso patrimônio. Ela deixou a semente no TERRENO ÁRIDO, sim. O tempo passou, a natureza regou, o povo estragou. Mas não vai estragar mais. Os tempos são outros. Hoje ficamos de olho em tudo. A semente tem que virar árvare e dar frutos.Não moro mais aí, mais estou acompanhando pelo blog. Parabéns a seus organizadores.
Anônimo disse…
Profunda gratidão a todos pela participação. Chego a me comover ao perceber o quanto o cachoeirense está amadurecido. Coloca suas idéias sem agredir, e na simplicidade de sua linguagem, reflete a sabedoria UNICA, que só existe nas camadas populares o "Senso comum". Parabéns a cada um que, deixando seus afazares parou por segundos e colaborou.
Anônimo disse…
Em agradecimento ao Criador que pacientemente aguarda o amadurecimento do fruto, oro:
Pai-Nosso,
Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a Luz, assim como todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as Comunidades...
Que assim seja.
Anônimo disse…
Peço licença e desculpas ao mesmo tempo. Foi o espaço que encontrei para me manifestar. Moro na cidade ha pouco tempo. Estou tomando providências para transferir meu título para cá. Hoje, logo pela manhã necessitei ir a farmácia. Ao passar pela zona central, senti-me incomdado pelo cheiro ácido que daí emanava. Após uma noite de festas imagine... ... Será que a população merece isso? Este blog é de alto nível, e só por isso registrei meu desabafo. Desculpe-me.
Anônimo disse…
Maria Antonietta.
Brigadão. Aí do céu saiba que a amamos muito.
Anônimo disse…
Orgulho-me de pertencer a esta tradiconal família. Orgulho-me mais por ter a Maria Antonita com membro desta família. Moro fora, mas fico atento a tudo que corresponde a nossa família. É o meu tesouro.Imensurável
Anônimo disse…
Olá Patrick.
E não conta nada para o pessoal daqui de São Paulo. Como bom mineiro, fica caladinho. Parabéns pelo seu trabalho em nível cultural. Eu pessoalmente desconhecia.
Anônimo disse…
O doce jogo de palavras usado por Patrick encanta.
Anônimo disse…
Que dupla, Maria Antonietta e Patrick. Parabéns Carmo da Cachoeira.
Anônimo disse…
O efeito dado pelo TSBovaris na parte "dos filhos distantes" foi simplemente exuberante. Quase estourei de emoção. Estou fora daí faz 23 anos. Ao me aposentar volatarei. Parabéns Pe.André, foi o chamado de volta a casa do Pai.
Anônimo disse…
Morei aí durante 4 anos. Estou num estado muito diferente deste, ache que com mais cultura. O blog fechou minha boca, as palavras morreram na garganta.
Eu Gledes dAparecida Reis Geovanini fui aluna de Maria Antonieta e depois amiga e colega de profissão. Conheci bem esta figura maravilhosa. Filha amorosa e zelosa,amiga fiel, professora excelente e Diretora Escolar competente, além de ótima catequista cantora e liturgista. Era firme em suas convicções e grande estudiosa de Filosofia e Teologia além de profunda conhecedora do Português matéria que ela ensinava com competência.
Gostava de compor poemas e músicas como o Hino à Cidade de uma beleza incrível e de homenagem à religiosidade do cachoeirense e a sua vocação agro pecuária.
Escreveu livros que revelam um pouco da sua rica personalidade.
Patrick foi seu aluno e profundo admirador de sua vasta cultura e ao prefaciado seu livro "Encontros e Desencontros " revela seu carinho à Mestra que sabia ensinar com exigência amor e sabedoria.

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