A Grande Família dos que Fazem a Vontade do Pai.


Deus anda soprando e dizendo muita coisa boa para nosso grupo e, também, para os do lado de lá... No entanto, fiquem atentos e aprendam a ouvir com critério, imbuídos do espírito fraterno (Mt 12,23-35).

Fiéis católicos devem observar com mais rigor o que se passa ao seu redor. O Papa Bento XVI, no encontro do último 26 de setembro, durante audiência geral na Praça de São Pedro, como pastor do grande rebanho que conduz, veio lembrar que o centro da teologia litúrgica do Concílio Vaticano II foi o Mistério Pascal da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo; alertou para o fato de que as celebrações litúrgicas que distanciam os fiéis da participação ativa do POVO DE DEUS na obra do próprio Deus, devem ser olhadas com reserva.

Então: de que obra de Deus somos chamados a participar? Você já percebeu que o CAMINHAR DO POVO DE DEUS se dá de forma coletiva? Como assegurar a unidade no pluralismo, senão através de encontros celebrativos, do respeito, do saber ouvir, do saber falar, do saber ceder? Você se lembra de que Cristo deixou uma obra completa que se perpetua até hoje, que é a celebração da EUCARISTIA e da PALAVRA?

A catequese proferida pelo Santo Padre, o Papa Bento XVI, dá-nos a entender: primeiro, a importância de se conhecer as ações históricas que nos salvam e que acompanham toda a trajetória do POVO DE DEUS − trajetória que culminou com a morte e Ressurreição de Jesus Cristo; em segundo lugar, que é necessária a participação na obra completa deixada por Cristo. Ela acontece durante as celebrações;é só acompanhar o calendário pastoral e ver o que ele propõe; preste atenção e você irá perceber a riqueza das atividades organizadas e pensadas pelo Pároco, como forma de não deixar nenhum espaço físico da Paróquia sem assistência espiritual:são novenas, encontros, celebrações da Palavra, entre outros eventos mais específicos para cada comunidade; atividades que asseguram a continuidade da vida e da missão do POVO DE DEUS, que tornam a Igreja o organismo vivo que ela é. Se você é um daqueles que ainda não percebeu que o padre de sua Paróquia está propondo ações para que a Igreja de Jesus Cristo se mantenha viva, acorde! Tenha confiança, levante-se e siga o que ele propõe. Saia da inércia, do comodismo. Atualize-se. Saiba que cabe ao sacerdote a responsabilidade de propor ações para que a obra deixada por Jesus Cristo perpetue pelos séculos dos séculos.

A presença de um sacerdote assegura a unidade dos princípios gerais traçados pela Igreja Universal – a Católica, Apostólica, Romana; no entanto, a messe é grande e leigos devem auxiliar e serem acolhidos com gratidão, amor e fraternidade por todos.

“Participar” é ir além do “assistir”, do ouvir a Palavra que nos ensina o caminho da santificação. Guardá-la em nossos corações, como fez Maria, é primordial. Aproximarmo-nos dos Sacramentos da Eucaristia, da Reconciliação e de outros atos similares possibilita-nos que Jesus Cristo aja em nós, santificando-nos.

O catecismo da Igreja Católica, Apostólica,Romana diz: “toda celebração sacramental é um encontro dos filhos com Deus e com o seu Pai, em Cristo e no Espírito Santo, e tal encontro se realiza no diálogo, por meio de ações e palavras”; portanto, assistir vai além do ouvir. Há que se passar para a ação, ou seja, PARTICIPAR.

Como participar? A primeira condição para uma boa celebração litúrgica é que haja diálogo com Deus. Na oração devem-se considerar dois momentos: o da nossa fala com Deus e a escuta da resposta Dele. Vamos refletir: minhas ações correspondem àquilo que digo com os lábios? Aquilo que faço corresponde aos impulsos vindos do meu coração ou serão eles fruto de elaboração mental e calculista?

A Igreja vem incansavelmente mostrando que devemos aprender a rezar de modo cada vez mais autêntico, deixando que nossas ações reflitam realmente o que está gravado em nossos corações. Diante deste entendimento, você se reconhece entre aqueles que formam a grande família de Jesus Cristo? Esta grande família é a que está voltada para ações junto dos pequeninos: conhecedores de seus limites e de sua fragilidade solidarizam-se com os irmãos no serviço recíproco e empenham-se em resgatar a vida que padece neste mundo peregrino. Pastorais e movimentos necessitam da presença ativa de cristãos envolvidos e integrados no todo da vida da comunidade. Ninguém ama o que não conhece e ninguém se esquece do que ama. Vamos lembrar com Lucas (10, 38-42), que “uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”. Esta narrativa sugere que toda atividade só tem sentido quando orientada para o cumprimento da vontade de Deus, revelada por sua Palavra, que deve ser escutada e posta em prática. Procure as pastorais e coloque-se à disposição para trabalhos que são necessários na seara do Senhor.

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