Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

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Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior.
"Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG.

Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entra, aureola…

São Francisco de Assis – 4 de Outubro


Todas as coisas da criação são filhos do Pai e irmãos do homem... Deus quer que ajudemos aos animais, se necessitam de ajuda. Toda criatura em desgraça tem o mesmo direito a ser protegida.

A vida de São Francisco foi uma obra de Deus e tudo o que fez, pregou e escreveu foi fruto da divina graça. De cada aspecto da sua existência, de cada palavra que escreveu até hoje emana a força do Espírito Santo. Ele alegrava-se na sua pequenez de criatura e abandonava-se confiantemente nas mãos do Criador. Em tudo foi o servo fiel e tudo fez por obediência ao Pai. Fez-se instrumento dócil e alegre nas mãos de Deus para que, através dele, a misericórdia divina viesse renovar a promessa de salvação trazida por Jesus. Deus fez tão grande obra por meio de Francisco, que muitos o colocam como um dos maiores ministros de Deus e edificadores da Igreja, depois da época de Jesus e dos Apóstolos.

O “Pobrezinho de Assis”, como era chamado, fiel seguidor de Cristo por quem ardia de amor, adotou o Evangelho como regra de vida, seguindo-o à risca e vivendo como Jesus viveu, sem ter onde reclinar a cabeça. Vivia alegre na pobreza, suportava de bom ânimo humilhações, ofensas e sofrimentos por amor ao Crucificado, cantava e louvava a beleza de toda a criação, e na vida foi a expressão máxima da fraternidade: tratava toda criatura como irmão. Dizia: irmão sol, irmã lua, irmãs estrelas, irmão vento, irmã água, irmão lobo, irmã cotovia, etc. Nenhum um ser, animado ou inanimado, ficava excluído da sua fraternidade que a tudo incluía na plenitude do seu amor cristão. Era tão verdadeira essa sua relação com a natureza em geral que até os animais silvestres lhe prestavam obediência e reverência, lembrando-nos que todos − seres humanos, animais, vegetais e minerais − somos criaturas de Deus, filhos do mesmo Pai e, portanto, irmãos.

Já muito enfermo e sofrendo dores contínuas, pouco tempo antes de sua morte, compôs o belo poema-oração “O Cântico das Criaturas”, onde, com o coração cheio de júbilo, convida todas as criaturas do universo a louvar o Senhor. Nesse cântico está descrita a essência do seu ministério: sua adoração à Altíssima Majestade, sua fraternidade toda inclusiva e sua amorosa cosmovisão, que a tudo via com os olhos do coração repleto de amor a Cristo, de humildade e gratidão por tudo, sempre com o espírito da alegria. Ele costumava dizer que ao servo de Deus nada deve desagradar senão o pecado...

São Francisco viveu como verdadeiro filho de Deus, reconhecendo e aceitando a autoridade do Pai, servindo em sua seara e sendo obediente a cada Palavra da boca de Deus. Suas pregações procuravam trazer à lembrança dos seres humanos a condição de filhos de Deus, para que como tais vivessem no amor e na lei de Deus, encontrando as tão almejadas paz e felicidade interiores. A condição de filho de Deus é crer no que Jesus ensinou, isto é, a vivência do Evangelho. São Francisco disse que, assim como os Apóstolos creram em Jesus como seu Senhor e Deus, vendo-o com seus olhos espirituais, assim também nós, vendo o pão e o vinho com os nossos olhos corporais, olhemos e creiamos firmemente que Ele está presente.

“Ele veio para o que era seu, e os seus não o receberam, e a todos que o receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus porque creram nele.” (Jo 1,11-12)

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