Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

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Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior.
"Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG.

Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entra, aureola…

O reto caminho do justo e as coisas terrenas.

O justo, ouvindo a injúria sobre os muitos que demoram no círculo vicioso (muitos são aqueles que dirigem seus passos pelo amplo caminho que leva à morte), escolhe para si mesmo o caminho régio, não desviando para a direita ou para a esquerda. A vereda do justo é reta, tu aplanas o trilho reto do justo (Is 26, 7). Estes são aqueles que, evitando com cuidado esse círculo perverso e estéril através de um atalho vantajoso, escolhem a palavra abreviada que resume toda regra de comportamento: não cobiçar todas as coisas que se veem, mas vender as que se possuem e dar o dinheiro aos pobres. Bem-aventurados os pobres porque deles é o Reino dos Céus (Mt 5, 6).

Todos correm (1Cor 9, 24), mas há uma distinção entre aqueles que correm. O Senhor conhece o caminho dos justos, e o caminho dos ímpios perece (Sl 1, 6). Por isso é melhor o pouco do justo do que as grandes riquezas dos pecadores (Sl 36, 16), pois, como fala o sábio e experimenta o tolo, quem ama o dinheiro nunca estará farto de dinheiro (Ecl 5, 9), mas aqueles que têm fome e sede de justiça serão saciados (Mt 5, 6). Isso porque a justiça é alimento vital e natural do espírito que usa a razão; o dinheiro, ao invés, não diminui a fome do espírito, assim como o vento não diminui a fome do corpo. Se houvesse um homem faminto com a boca escancarada ao vento e as bochechas infladas, aspirando o ar e achando que assim mata sua fome, tu não pensarias ser ele um louco? Assim, não é menor loucura se considerares que o espírito dotado de razão possa ser saciado por objetos corpóreos quaisquer.

Bendize, ó minh’alma, o Senhor, é Ele quem sacia de bens o teu desejo (Sl 102, 1.5). Sacia de bens, estimula ao bem, conserva no bem; previne, sustenta, satisfaz. Ele inspira o desejo e é Ele mesmo o objeto do teu desejar.

São Bernardo de Claraval

(Trecho extraído do livro De DiligendoDeo“Deus há de ser amado”, Editora Vozes, cap. VII, § 21)

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