Vivendo em comunidade em meio a adversidades.


O que é viver em comunidade?

É se interessar pela pessoa que vive do seu lado, que convive todos os dias com você. Muitas vezes ela passa por você e nem bom dia você diz. É ser solidário e atencioso. É promover entre os nossos próximos o voluntariado, onde há prazer em fazer e não apenas em esperar pelo dinheiro que vamos receber. É promover a cultura e a educação como agente de mudança. É entender que precisamos alimentar também nossa alma e não só nosso corpo.

Nem só o dinheiro traz felicidade, mas nem só a pobreza traz tristezas. É preciso antes de tudo buscar o equilíbrio, encher o que está vazio e esvaziar o que está cheio.

Vamos aprender com as diferenças. Vamos mudar nosso olhar ao olhar nossa família, nosso vizinho e até os desconhecidos.

É preciso buscar a beleza das pessoas e das coisas ao nosso redor. Vamos tornar nossa comunidade mais bela não só fisicamente, mas principalmente espiritualmente. Vamos incentivar e promover o que temos de mais belo: os nossos dons, mas usá-los para melhorar nosso mundo; descobrir nossa própria beleza, não aquela imposta pela mídia, mas a que nos faz feliz. Descobrindo essa beleza interior cada um verá a beleza exterior aflorar. Isto é olhar para dentro de si, pensar no que é mais importante e usar essa descoberta para fazer a diferença.

É não se acomodar. Apesar de todas as influências que o mundo moderno impõe, não deixar de lado a convivência em comunidade. Há muita alegria em compartilhar o tempo com o próximo, seja num momento de adversidade ou de contentamento. É preciso reaprender a conviver, a unir esforços e criar uma verdadeira comunidade. A troca de problemas, descobertas, projetos e atitudes fazem uma comunidade se destacar na inovação.

Unidade, vida em comum é o que devemos buscar, termos os mesmos objetivos de ver Nosso Senhor Jesus como nosso exemplo. Vamos valorizar o que temos e não ficar reclamando e invejando o alheio. Devemos agir para que nos tornemos cada vez mais completos e plenos.

Nós somos agentes de mudança. Ela começa em nós: cada um fazendo sua parte e transformando-se, a começar pelos próprios pensamentos e atitudes para com o próximo. Assim nos livraremos das adversidades dos tempos modernos: violência, pobreza, insegurança, desemprego, stress, solidão, depressão, padrão de beleza, padrão de comportamento.

Falta-nos amor. Mas será que damos amor ou só queremos ganhar?

Falta-nos dinheiro. Será que só estamos querendo receber e nunca dar?

Falta-nos alegria. Mas quantas vezes usamos o bom humor para tratar nossos semelhantes?

Falta-nos carinho. Mas será que estamos tratando bem quem está ao nosso lado? Por que será que as coisas boas só acontecem com as outras pessoas? Será que colocamos nossa felicidade em um ponto muito distante e não a procuramos dentro do nosso coração?

Queremos comprar tudo hoje em dia, mas a felicidade não está a venda. Ela é um caminho que devemos trilhar, conhecendo-nos cada vez mais, cercando-nos de coisas boas e belas. É trazer para perto de nós a vida de Jesus, tentar seguir seus passos, viver com amor. É ser cordial, amigo, alegre, desejar o bem aos outros e seguir a vida com retidão, promovendo a paz entre todos.

Não devemos nos contentar com mais ou menos: devemos querer o melhor e promover o melhor entre todos. Aonde você quer chegar? Queira o melhor e o melhor vai se instalar em sua vida. Assista menos TV, converse mais, ria mais, ande mais. Plante flores para enfeitar não só o seu caminho, mas o de todos que passam pela sua casa, pela sua rua. Plante árvores que dão frutos. Crie animais. Brinque com seus filhos. Converse com seus pais e avós. Reze, cante e tenha esperança de um mundo melhor e mais justo. Lute por ele. Aja cada dia de forma diferente para que sua existência seja rica e você possa se orgulhar dela.

Não tenha medo, confie em Jesus e faça a diferença!

Que a paz do Senhor Jesus Cristo esteja sempre com você!

Soraya Reis Galvão de Souza

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A organização do quilombo.

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

Palanques e trincheiras na defesa dos quilombos.