Semana Santa em Carmo da Cachoeira.

Procissão de Ramos - O Rei pede passagem

Jerusalém estava em festa, verdadeira multidão a visitar seu Templo, inclusive Jesus que sabia que seu tempo neste mundo estava se completando. Assim, tomou a firme resolução de ir até a terra onde nascera. Enviou mensageiros a sua frente, dizendo: “Ide à aldeia que está defronte e, entrando, encontrareis amarrado um jumentinho”. Quando Jesus descia do monte das Oliveiras, toda a multidão de discípulos, cheios de alegria, começou a louvar a Deus em altas vozes. Diziam: “Bendito o Rei que vem em nome do Senhor. Paz no céu e glória nas alturas!”.

Como no passado em Jerusalém, cachoeirenses celebraram, com ramos nas mãos e corações banhados com as luzes do Espírito Santo de Deus, os passos da Semana Santa. Padre André preparou com imenso carinho e zelo os ritos penitenciais que aconteceram durante as cinco semanas da Quaresma. Neste 1º de abril, a oportunidade foi de vivenciar o domingo em que, triunfalmente, Jesus entra em sua terra natal, sob os cânticos: “Hosana, Filho de Davi”. Hosanas são cantadas hoje.


Sabem, os fiéis cachoeirenses, pelo preparo que tiveram através das homilias proferidas por seu pastor, que gritar “Hosanas” significa comprometer-se com a PALAVRA que nos foi legada. É assumir a tarefa de continuar a missão de Jesus Cristo no mundo. É ter a consciência de que, para morar no verdadeiro Templo de sua cidade, se faz necessário despir-se das vaidades e ilusões. É ter presente que Jesus, o Divino Servo, renunciou a si mesmo e assumiu a condição de escravo. Por isso Deus o exaltou como Senhor do céu e da terra.

Naquele tempo, os próprios apóstolos nada entendiam daquele momento. Só depois é que lembraram que aquelas coisas estavam escritas (Jo 12,16), que tinham sido preditas há muito tempo pelos profetas.

Jesus manifestou-se vivendo de forma concreta tudo o que estava escrito sobre o Filho do Homem. E você, tem perseverado na estrada de Cristo, na busca da verdade? Bons propósitos e feitas com a melhor das intenções são inócuos se não forem fundamentados, renovados e transformados em gestos concretos, a cada dia, a cada hora. As mesmas mãos que estendem um manto para dar passagem do Rei podem servir, igualmente, para levantar-se em acusação, exigindo a sua crucificação.

A esse Jesus que abraçou a cruz e que desejou salvar a humanidade de todos os tempos, oferecendo sua vida pela redenção de todos pedimos para que nos envie seu Santo Espírito, que nos purifique e liberte do medo e do pecado e nos capacite para continuarmos sua missão no mundo.

Bruno César Vilela

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