Cachoeirenses Bendizem o Domingo de Páscoa.


Jesus (do hebraico “Jeshia”) significa o Senhor é a salvação e Cristo (do grego “Mashiah”) quer dizer Messias, ou seja, ungido; Ele é o personagem histórico e ao mesmo tempo divino sobre o qual alicerçamos nossa fé.

Jesus Cristo ressuscitou. Deus o ressuscitou no terceiro dia. Neste “novo amanhecer” contemplamos Jesus Cristo, o “servo” obediente do Pai, constituído Senhor de toda a criação. No Domingo da Páscoa do Senhor, do Senhor da Vida, cristãos são convocados a deixar as trevas do “túmulo” e a contemplar o Sol da Ressurreição.

Jesus, que usou cada segundo do seu tempo, cada pensamento da sua mente para mudar o destino de toda humanidade, atuava de forma simples, contava suas histórias (parábolas), circulava entre os mais desprotegidos e enjeitados pela sociedade de seu tempo. Objetivava Ele romper o cárcere intelectual das pessoas, estimulando-as a serem livres na manifestação daquilo que impulsionava seus corações. Jesus expunha suas idéias e nunca as impunha. Extrair lições das passagens por Ele vividas é um ato de sabedoria de nossa parte. Ele não se perturbava quando seus seguidores não correspondiam às suas expectativas, não se abalava quando contrariado; usava cada erro e dificuldade das pessoas que lhe eram mais próximas para que revisassem suas próprias histórias. Preocupava-se em estimular as pessoas a pensar e a expandir a compreensão para horizontes mais amplos da vida. Era amigo íntimo da paciência: “Aprendei de mim, pois sou manso e humilde”.

A vida de Jesus Cristo relatada pelos evangelistas nos induz a passar pela escola da vida e nela nos diplomarmos. O agir, o fazer fará de nós pessoas criativas, na medida em que formos tomando consciência do quanto não sabemos, do quanto somos limitados, do quanto necessitamos do outro para podermos realizar nossos projetos, do quanto... do quanto...

Jesus Cristo nos deixou o sublime legado de uma trajetória que possibilita ao homem viajar, viajar para dentro de si mesmo.

Neste “novo amanhecer”, somos convidados a ver Jesus Cristo e a encontrá-lo no exercício da vida sacramental. Lembremo-nos da solenidade que tivemos a oportunidade de vivenciar durante a Vigília Pascoal do Sábado Santo. Foram momentos muito significativos, com a benção do fogo novo, que simboliza Cristo Ressuscitado, a LUZ que ilumina o povo que vivia nas trevas do pecado; com a Cerimônia Batismal, sinal da vida nova em Cristo; com a Celebração da Eucaristia, onde o próprio Cristo se dá em alimento, recordando sua grande Páscoa; com as leituras, que mostram a ação de Deus em favor da humanidade, que Ele ama com paixão.

Às 5 horas da manhã foi celebrada a Missa do Ressuscitado e o celebrante rogou a Deus-Pai para que a Luz do Cristo, que ressuscita resplandecente, dissipe as trevas do nosso coração e da nossa mente.

O Círio Pascal significa que o Senhor está ressuscitado. Ele é a própria luz e nós, cristãos, devemos ter o entendimento de que devemos viver diante dessa luz. Devemos nos lembrar que a morte não tem primazia sobre a vida, que Jesus foi o primeiro a mostrar isso e que nós iremos fazer o mesmo, ao seguir o ressuscitado. Os grãos de incenso cravados no Círio Pascal simbolizam as chagas de Jesus e lembram-nos que fomos redimidos e somos dignos de acolher a graça.

Padre André em sua homilia, na missa das 10 horas do domingo, perguntou aos fiéis: “Como missionários, vocês podem proclamar o Evangelho sem antes visitar o túmulo, como as mulheres que, perplexas, perguntam − onde está?” Continuou dizendo: “Hajamos como verdadeiros filhos da luz”. E alertou que “preces de pessoas amargurosas não chegam a Deus; nosso coração deve estar digirido para a LUZ e, se nós nos perdermos no caminho, deixemos que o Senhor nos encontre e mude nossa vida, nossa história. Entreguemo-nos ao AMOR DO CRISTO RESSUSCITADO e abençoado.”

Feliz Páscoa!!!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A organização do quilombo.

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

Palanques e trincheiras na defesa dos quilombos.