Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

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Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior.
"Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG.

Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entra, aureola…

A alegria de uma Criança.


Tardezinha de um sábado. No céu pululavam as pipas enfeitadas. As ruas eram desertas. O frio levava as pessoas à clausura domiciliar. Poucos carros circulavam pelas vias públicas. A criançada ia de um lugar para outro. Apenas algumas delas eram estáticas e extasiadas. Estas eram aquelas que no ar colocavam seus brinquedos voadores. Outras corriam de um lado para outro. Algumas pipas escapuliam e até se encolhiam, não querendo ir ao chão, ”derrubadas” na linguagem infantil. Havia crianças que eram especialistas em “cortes”, levando ao chão as menos controláveis e cortadoras, fazendo com que as crianças circulassem, correndo pelas ruas e ruelas e até pelas avenidas, sem conhecer perigo.

Embora o perigo não percebido pelos pupilos circulantes, era temido pelos adultos, que dantes foram exímios naquelas proezas, o olhar de cada um brilhava olhando para o alto. Todos brilhavam nas suas especialidades como também brilhavam os olhares. E a tarde sabática “voava”. Rapidamente passava, não como papeis armados em varetas, bucolicamente confeccionados, para ao ar serem levados, mas como tempo, que dissipa-se em segundos.

A tarde ia em direção à noite e os garotos corriam e buscavam aquelas que eram “cortadas” e, levemente iam caindo.

E nós, adultos, sequer percebíamos a alegria da garotada, ao buscar e levar ao ar, novamente, aquela que antes fora de outrem.

Tristeza de um, alegria de outro. E este contentamento fazia com que os pupilos não percebessem os riscos, não de uma alegria extasiante, mas de algo mais dramático. Sinceramente, a alegria de uma criança sobrepuja todas as percepções de um adulto, que um dia também foi uma criança.

01/07/1999

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