Carmo da Cachoeira, terra amada.



A primeira década do século XXI caminha para festejar o seu final.

No período o que temos observado, em Cachoeira, é a tendência do homem na busca de suas realizações pessoais. O que se tem notado, é um forte interesse voltado para as notícias do dia-a-dia e, em problemas circunstanciais. Estes dão ibope, na mídia, nas esquinas, nos bares, na praça.

A tradição, inquestionavelmente, depositária da herança humana ficou para traz e passou a pertencer ao passado, para muitos. O mundo, para estes, está caracterizado como um transmissor de poucas mensagens substanciais, de conhecimento e, pelo que temos observado, o que se tem desenhado é um misto de informação, muita informação e tecnologia. Antenas de comunicação externa estão fazendo parte dos telhados de casas e casebres das zonas rural e urbana.

Poucos são os que falam embevecidos de sua terra natal. Esquecem-se de como "o pedacinho de chão" que lhe serviu de berço foi protagonista de sua história. Da melhor parte da história de sua vida - seu nascimento. Humanos que ocupavam este "pedacinho de chão" o rodearam com carinho, dedicação, doçura, compreensão, carinho, zelo.

Refletiam, todos os seus parentes, amigos, vizinhos, de forma coletiva, valores de vida interior que não poderiam ser apagados ou esquecidos, no entanto, por vezes, a humanidade induz e mostra a desavisados, caminhos revestidos de brilho e beleza irreais e pouco duradouros.
Valores de vida interior e preservados pela tradição foram vivenciados neste espaço geográfico
Projeto Partilha - Leonor Rizzi

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