O povo e o Cemitério da Fazenda Chamusca;



Descendente dos primeiros moradores do local, os atuais moradores da Fazenda Caxambu, são frequentadores e participantes do Conselho da Igreja do Povoado do Palmital. São cristãos conscientes de seu papel junto à comunidade local.

A Igreja, atenta a tradição, registra e anota os dados que recebe e que estão arquivados nas mentes de seus fiéis. Trabalhadores rurais, gente simples, honesta, religiosa, ativa cultuam e respeitam a tradição, seu passado e seus ancestrais. Um dos mais velhos da família diz não entender, mas respeitar os ornamentos colocados sobre o antigo muro do cemitério dos escravos, próximo de suas fazendas e ora destruídos pelo fogo. Os mesmos elementos, como, galinha ou galo, martelo e 'truquez', toalha, escada, e até cravos, iguais àqueles que se vê em Jesus quando pregado na cruz, entre outros ornamentos, eles dizem terem vistos, também desenhados na porta de antigos oratórios da região. "Ti Rosa", guardião da Praça Nossa Senhora do Carmo nos dias de hoje, é um descendente daquela região e confirma os dados.

"Ti Rosa" é responsável por um programa sertanejo, que vai ao ar aos domingos ao amanhecer, pela Rádio Esperança - Comunitária. A família do Caxambú nos contou que vários túmulos eram decorados com aves e outros elementos.

Dona Zilah Reis Vilela, casada com o senhor Percy conta-nos que participou na preservação do Cemitério da Chamusca, quando seu marido era vivo, tentaram tomar providencias para impedir o acesso de animais, que o utilizavam como pastagem. Ela e seu marido Percy, atentos que são e enquanto cidadãos fizeram sua parte, colocando na abertura um portão.

Foto: Evando Pazzini - 2009

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Imagem anterior: Voluntários de São PEdro de Rates.

Comentários

projeto partilha disse…
Reminiscências. Falar em Fazenda Caxambu, Fazenda da Barra de São Domingos, aquela que cedeu o sino de sua belíssima Capela demolida para a Fazenda vizinha a sua - A do Palmital do Cervo (Servo), é falar de nossa história mais remota. Um vinculo forte com os rios Grande e Ingaí. Visitar a Fazenda da Barra e atravessar a ponte municipal que fica em sua propriedade é um verdadeiro sonho. Paz, tranquilidade em meio aos muros de pedra que, no silêncio, contam os momentos de glória do local. O antigo casarão, que serviu de controlador de passagens e posto arrecadador está quase que totalmente demolido. A Família Teixeira está presente, no entanto, o esforço solitário por manter esta rica história, exaure qualquer boa intenção preservacionista. A Igreja do Povoado do Palmital mantém o belíssimo sino em seu campanário. Evando Pazzini com sua lente e dom, pacientemente, registrou belíssimas fotos do tradicional sino. O Sino, certamente, repicaram no ano de 1842 quando, Marianna de Souza Monteiro batizou, neste capela/ermida, Marianna Silvéria de Nazareth. Marianna Silvéria de Nazareth casou-se com Antonio José Pinto Vieira, e era filha de Manuel Ângelo Rodrigues (Ângelo), nascido em Lavras (MG) e falecido em 3/junho/1859, em Elói Mendes (MG). Manuel casou-se com (1) Anna Silvéria de Jesus e, viúvo, com a escrava de Manoel Ângelo Rodrigues e foram pais de Felícia Maria de Jesus, nascida em Lavras (MG), em 1847. Felícia foi casada com José Claudino Pereira. Manuel Ângelo utilizou a Ermida da Barra de São Domingos para batizar Marianna.
Em "O poço da cobra preta", o prof. Jaime Corrêa Veiga fala de Aurélio de Souza (Sousa), casado com dona Helena Andrade Junqueira de Souza. Diz o autor que o administrador a fazenda deles era o Sr. Hilário Pereira, casado com dona Sunta Ângelo, emigrantes, pós 1914. É por esta sofrida gente que os sinos ... ... ...
projeto partilha disse…
"Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e o oculto que não venha a ser conhecido". Cf. Lucas 12-2.
Thomé Ignácio Vilella de Andrade foi casado com Maria do Carmo Souza, filha legítima do capitão André Martins Ferreira Costa, nasc. em Lavras em 7/6/1800 e de Anna Euzébia Carolina Diniz.
O prof. Wanderley Ferreira de Rezende, em sua obra: Carmo da Cachoeira - Origem e Desenvolvimento diz:
"Como se pode notar pelas atas lavradas para escolha de elementos para a Guarda Nacional, de 1862 a 1867, AMGAHY e Luminárias estavam subordinados à Freguesia de Cachoeira do Carmo, visto que os elementos para a Guarda Nacional daquelas localidades eram escolhidos na Matriz de Cachoeira do Carmo, pelo Conselho Paroquial local, que era formado pelos seguintes cidadãos:
1862
Capitão Antônio Joaquim Alves
Segundo Sargento Mateus Braulino Ferreira Martins
Guarda Nacional José Celestino Terra
Primeiro Sargento João Alves de Gouvêa

1864
Capitão Antônio Joaquim Alves
Segundo Sargento José Alves de Figueiredo
Segundo Sargento André Martins de Andrade Junqueira
Primeiro Sargento João Alves de Gouvêa
Guarda Nacional José Celestino Terra

O nome de André Martins de Andrade Junqueira segue citado nos anos de 1865 e 1866. Para o ano de 1867, o que se segue é: João Alves de Gouvêa; Joaquim de Rezende Branquinho; José Celestino Terra; Severino Ribeiro de Rezende e Antônio Dias Pereira de Oliveira.
Valdeir Almeida disse…
As tradições mantêm viva uma cultura. Muitos acham que não é possível conviver o moderno com o tradicional. Mas é possível, sim, eles dialogam.

No caso dos moradores dessa fazenda, eles são os únicos. O ideal seria que as futuras gerações, enquanto vivessem a modernidade, mantivessem a tradição do lugar.

Abraços, e espero você em meu blog.
projeto partilha disse…
Valdeir Almeida.
Que o diálogo possa ser contínuo e perene. As novas gerações estão aí para nos mostrar como se constrói o novo mundo. Este, com paz, partilhas, tranquilidade, solidariedade, fraternidade. Os chamados de "Geração X" e, "Geração Y" apontam com um perfil que, sem dúvida, transformará a humanidade. Mostram-se sensíveis e sabem trabalhar bem com a diversidade. O diálogo parece ser a poderosa arma por eles utilizada nesta inevitável reconstrução. Gratidão pelo convite. Visitaremos seu blog e, nele voltaremos constantemente. Apareça por aqui de vez em quando. Luz e Harmonia.

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