Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

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Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior.
"Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG.

Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entra, aureola…

Repensando o turismo religioso.

de: SÉRGIO DOS SANTOS

"O Turismo Religioso não é, necessariamente, um turismo feito por religiosos, místicos, santos populares,devotos e sacerdotes/profissionais de qualquer credo ou confissão religiosa. O adjetivo “religioso” deve serreconhecido em sua amplitude espiritual e metafísica, embora esteja perigosamente comprometida com aperspectiva cristã – responsável pela sistematização desse significante, no universo do Império Romano eda Igreja Católica. Portanto, a correta definição para esse tipo de turismo encontra-se num exercícioaproximativo. Trata-se de um fazer turístico capaz de manifestar algum dado de religiosidade. E éexatamente na religiosidade – no ato popular de professar o sistema de crenças chamado de Religião – queo Turismo Religioso pode ser comparado às peregrinações e romarias aos lugares sagrados, em momentostambém sagrados". (Prof. Dr. Christian Dennys Monteiro de Oliveira)

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Prezados amigos, penso que a opinião do projeto Arlha, traz a oportunidade de criação de um espaço para uma reflexão sobre Turismo Religioso, em um enfoque ético. Um melhor entendimento do que se entende por turismo religioso, possibilitará talvez vê-lo, por um outro ângulo, ou seja, como forma de turismo sustentável, como forma de busca de uma cultura de paz etc. Se pensarmos ainda no conceito de comércio justo essa atividade podera contribuir para promoção da dignidade da comunidade local, baseado no aspecto trabalho e renda. Talvez o turismo religioso pensado de forma responsável resultara em melhores creches, escolas e condições de trabalho digna aos cachoeirense. Existe ainda uma outra vertente reveladora do grande potencial desse lugar. O turismo étnico. Na mesma direção no que diz respeito a manifestação de fé, como vemos nas congadas, resultaria em produto de grande valor neste contexto, dada a secular tradição. Por que não pensar na criação de produtos, tanto no enfoque do turismo religioso, étnico e sustentável? Assim como a mata junto dos Ribeirões, patrimônio natural, faz-se necessário pensar na preservação do patrimônio imatérial, como única forma de preservar para gerações futura valioso legado.

Comentários

projeto partilha disse…
Olá, Sérgio dos Santos.
Concordamos inteiramente com sua tese. Não foi só a riqueza que criou a sociedade mineira. O aspecto religioso foi um dos elementos preponderantes em sua formação. Nas raízes da formação dessa sociedade estão unidos o poder espiritual e político com a influência da Igreja na organização, não só de Minas, mas do Brasil. O Regime de Padroado, cooperou, certamente, para que a história religiosa e civil se confundissem nos acontecimentos.

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