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O ribeirão da Capetinga em Carmo da Cachoeira.

O Ribeirão da Capitinga (Capetinga) é o Ribeirão do Carmo que corre pelo núcleo populacional do Município de Carmo da Cachoeira, no sul de Minas Gerais. Dados vindos de registros e documentos datados do século XX dão conta da presença de moinhos, onde foi a cachoeira, escolhida por Manoel Antonio Rates morar com sua família, nos idos anos do final do século XVIII.

A cachoeira ficou conhecida como Cachoeira dos Rates. Toda a área próxima a esta cachoeira, área de várzea, foi utilizada para pastagens. Jorge Fernando Vilela, historiador cachoeirense afirma, com base em documentos, que antes das expedições incumbidas de "limpeza da área com fins colonizadores", o espaço abrigava moradores do quilombo Gondu.

A Casa de Manoel Antonio Rates está representada em pintura de óleo sobre tela pelo artista plástico Maurício Nascimento. A obra está exposta na Sala Pe. Zequinha - interior da Matriz Nossa Senhora do Carmo e é usada como base para o vídeo "Saudades de minha terra"

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

Próxima matéria: A Cachoeira dos Rates no Sul de Minas Gerais.
Artigo Anterior:
Carmo da Cachoeira, áreas urbanas e surburanas

Comentários

projeto partilha disse…
A cachoeira do Ribeirão Capitinga (Capetinga) ou seja, o reconhecido pelos cachoeirenses como RIBEIRÃO DO CARMO, sempre esteve articulado em todas as direções. As ligações norte/sul/leste/oeste devem ter existido desde os tempos em que Índios Cataguases (INDIOS CATAGUÁS) percorriam o seu imenso PAÍS. Pelas trilhas já demarcadas caminharam, também, os moradores do Quilombo Gondu. Pelo mesmo caminho chegou MANOEL ANTONIO RATES e sua família ao RIBEIRÃO DO CARMO - Ribeirão da Capitinga, nos idos anos de 1770 e, aí fixou sua residência. Segundo solicitação de sesmaria datada de 1797, quando MANOEL ANTONIO RATES já havia falecido, JOAQUIM JOSÉ DOS REIS pretendia conseguir as terras que avizinhavam, a noroeste, das de MANOEL ANTONIO RATES. Diz, fls.03, do Auto de Medição de uma sesmaria de meia légua. Caixa 07. MRSJDR:
"(...) Comarca do Rio das Mortes na Paragem do Bom Sucesso da mesma Freguesia e Termo acham terras devolutas compostas de campos e matos as quais confrontam com terras dos HERDEIROS DE MANOEL ANTONIO RATES por outro lado com a Sesmaria da Boa Vista e outro do Cervo (Servo) e pelos mais com terras de José Justiniano dos Reis (...)"
projeto partilha disse…
A cachoeira do Ribeirão Capitinga (Capetinga) ou seja, o reconhecido pelos cachoeirenses como RIBEIRÃO DO CARMO, sempre esteve articulado em todas as direções. As ligações norte/sul/leste/oeste devem ter existido desde os tempos em que Índios Cataguases (INDIOS CATAGUÁS) percorriam o seu imenso PAÍS. Pelas trilhas já demarcadas caminharam, também, os moradores do Quilombo Gondu. Pelo mesmo caminho chegou MANOEL ANTONIO RATES e sua família ao RIBEIRÃO DO CARMO - Ribeirão da Capitinga, nos idos anos de 1770 e, aí fixou sua residência. Segundo solicitação de sesmaria datada de 1797, quando MANOEL ANTONIO RATES já havia falecido, JOAQUIM JOSÉ DOS REIS pretendia conseguir as terras que avizinhavam, a noroeste, das de MANOEL ANTONIO RATES. Diz, fls.03, do Auto de Medição de uma sesmaria de meia légua. Caixa 07. MRSJDR:
"(...) Comarca do Rio das Mortes na Paragem do Bom Sucesso da mesma Freguesia e Termo acham terras devolutas compostas de campos e matos as quais confrontam com terras dos HERDEIROS DE MANOEL ANTONIO RATES por outro lado com a Sesmaria da Boa Vista e outro do Cervo (Servo) e pelos mais com terras de José Justiniano dos Reis (...)"
projeto partilha disse…
Auto de medição e demarcação.
Data - 12 de outubro de 1797.
Local - Fazenda do Bom Sucesso. Freguesia das Lavras do Funil. Termo da Vila de São João. Minas e Comarca do Rio das Mortes.
(...) foi eleito para o lugar do Pião um espigão de campo que morre onde faz barra um corgo que vem da SERRA DO BOM SUCESSO em outro que que vem da CAPOERIA DO PAULISTA (obs.situado junto a Estrada de terra que dá acesso a Varginha/Nepomuceno/Três Pontas). Seguindo o rumo do sudoeste mediram sessenta e nove cordas que findaram no ALTO DA DITA SERRA DO BOM SUCESSO vertente (parte danificada) e parte este rumo com terras DA FAZENDA DA CACHOEIRA (esta de MANOEL ANTONIO RATES). Seguinto pelo rumo nordeste mediram setenta e cinco cordas que findaram em um mato virgem adiante de uma barra da capoeira do (ilegível) AÓ PÉ DA ESTRADA QUE VAI DA CASA DO SESMEIRO CHAMADA BOM SUCESSO PARA A FAZENDA DA CACHOEIRA (caminho que desce o Morro do Cruzeiro) ...
projeto partilha disse…
CACHOEIRA DOS RATES (Carmo da Cachoeira) fazia parte, em 1885 de COMARCA ECLESIÁSTICA. Quais outras localidades inseridas na mesma Comarca Eclesiástica? Em um fragmento, tendo ao alto o número de folhas demarcado como 50, lê-se:
(...)nil, o R. Pe. Bernardo Higino Dias Coelho, pároco de Boa Esperança. A dita Comarca Eclesiástica abrangia, em 1885, doze paróquias: Dores de Boa Esperança, Guapé, Carmo do Campo Grande (Campos Gerais), Córrego do Ouro, Três Pontas, Sant Ana da Vargem, CACHOEIRA DOS RATES (Carmo da Cachoeira), Lavras do Funil, |Perdões, Cana Verde, S. João Nepomuceno e Espírito Santo dos Coqueiros (Coqueiral).

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Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
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