Antigo telefone da fazenda da Serra.

Quando vivia Manuel Antônio Rates, as zonas mineradoras estavam famintas e miseráveis. Ele construiu sua casa, às margens de um caminho e junto a um ribeirão aos pés de um morro. O Sítio Cachoeira distanciava mais ou menos um quilometro do local onde hoje é a matiz Nossa Senhora do Carmo, e seus vizinhos eram os: Ribeiros do Valle; Terras; Garcia Leal; Alves Pedrosa; Gonçalves Correia; Toledo Pisa; Figueiredo; Nogueiras; e outros que de uma forma ou de outra colaboraram no processo de limpeza da área, e por aqui permaneceram, entrelaçaram-se subdividiram suas propriedades com a criação de muitas outras fazendas. Três blocos principais e interligados definiram-se e foram sendo desenhados e cada um deles manifestando seu perfil: o bloco das Abelhas; os surgidos com a presença dos Gouveia, Garcia, Figueiredo, Andrade Junqueira; e o Bloco da Serra.

Foto: Evando Pazini - 2007 - Arte: TS Bovaris

Próxima imagem: Deus Pai, o Divino Espírito e a Sagrada Família.
Imagem anterior: O Sagrado Coração de Jesus em Minas.

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Recapitulando os nomes pelos quais passou o Estado de Minas Gerais. Nele situado o Município de Carmo da Cachoeira, antigo distrito do Carmo da Boa Vista da Freguesia de Lavras do Funil. Neste local, e a época em que O DISTRITO DA BOA VISTA pertencia a Freguesia das LAVRAS DO FUNIL, residia em um sítio, chamado de SITIO CACHOEIRA, Manoel Antônio Rates. Este sítio deu origem ao núcleo populacional e administrativo do atual Município. Manoel Antônio construiu, junto ao Ribeirão do Carmo, próximo a uma Cachoeira, conhecida pelos cachoeirenses como CACHOEIRA DOS RATES, uma casa onde residia com sua família. A esta família nosso preito de amor, respeito, reverência e gratidão. Sua presença é lembrada e relembrada nestas paragens durante os últimos 239 anos. Uma história marcada por lutas e resistências. Tudo em nome e defesa de um ideal. Qual era esse ideal? Qual? Qual????
Uma pergunta que deverá ser repassada a cientistas, de preferência cientistas políticos. Ideais são sonhos ... Sonhos de uma vida mais digna, justa e igualitária. Que a Casa Superior do Paraíso vele com carinho pelos irmãos idealistas cobrindo-os com manto amoroso e iluminado, hoje, ontem e por toda a eternidade.

Como se chamava este país sertanejo, estas paragens acima do Sapucahy, Rio Verde, até atingir o Rio Grande e continuando acima deles?

- Campos de Cataguá ou Território de Cataguases (1552);

- Território de Cataguases (1552);

- Território das Minas (1570);

- País das Minas (1603);

- Capitania de São Paulo e Minas de Ouro (1709);

- Capitania de Minas Gerais (1720);

- Província de Minas Gerais (1824);

- Estado de Minas Gerais (1891).
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Em 8 de outubro de 1957 com oitenta e seis anos, morre em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, Américo Dias de Oliveira, viúvo de Joana Batista da Conceição. Américo era filho de Antonio Dias de Oliveira e dona Teodolinda Eulália de Carvalho (Theodolinda).
(Reg. n.3890. Livro de óbito V.
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"Aos dezoito de agosto de mil novecentos e cincoenta e sete, foi encomendado e sepultado no cemitério Paroquial o cadáver de Maria Batista de Souza, falecida ontem com sessenta e oito anos de idade, filha legítima de Eugênio Adelino de Souza e de Maria Batista do Espírito Santo. Ela era viúva de Manoel Ferreira Avelino. Causa mortis: insuficiência cardíaca, congestiva aguda do pulmão. Para constar, fiz este assento que assino. O Pároco, Pe. Manoel Francisco Maciel."
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Breves anotações:


- Maria Tereza de Lima era filha legítima de Miguel Simeão de Lima e de Luiza Mantovani Simeão, e tem registro de óbito em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, sob n.3667 (11), Livro de óbito n.V, em 30-01-1956. Óbito assinado pelo Pároco, Pe. Manoel Francisco Maciel;

- João Flauzino Leite era pai de Antonio Augusto Leite com mãe desconhecida. Antonio Augusto era viúvo de MARIA AUGUSTA SARAIVA e faleceu em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais e tem o registro de óbito sob n.3737 (74), Livro V, em 03-08-1956, assinado pelo pároco, Pe. Manoel Francisco Maciel;

- foi sepultada no Cemitério Paroquial da Freguesia do Carmo da Cachoeira, sob n.12.262 (82) em data de 27-09-1956, Gabriela Goulart Santana, com 37 anos, filha de Augusto Mesquita e de Clarice da Silva Goulart (Livro de óbitos n.V, fl.48).
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Entre as amareladas folhas marcadas pelos seus 233 anos uma referência: anotação feita em 10 de novembro de 1776, entre outras onde pouco se pode ler, devido a ação das traças que deixaram as folhas rendadas. Nesta data, o inocente Joaquim, filho de pai incognito, recebe o Sacramento do Batismo, e tem seu registro num dos livros de Lavras do Funil. Seus padrinhos foram José Lourenço de Abreu e sua mulher, dona Anna Maria Moraes.

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