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O Ribeirão das Araras em Três Pontas, Minas.

Ribeirão descoberto pelos Capitães Bartolomeu Bueno do Prado, Antônio Francisco França e outros, em setembro de 1760, quando de uma incursão entre os Rio Grande e Sapucaí, a fim de exterminar quilombos e à procura de ouro. Deram ao ribeirão o nome de "Araras", talvez por haver muitas dessas aves na região.

O Ribeirão nasce a leste de Três Pontas, à distância de mais ou menos meia légua, corre para o norte, margeando a rodovia que liga esta cidade a Santana da Vargem e, após receber o Córrego do Carvalho, toma a direção oeste, cortando a cidade, nos Bairros Santa Edwiges, Santa Inês, Padre Victor, Peret, Ouro Verde e outros menores, em toda a sua extensão. Continuando o seu curso, passa nas proximidades do antigo quilombo, hoje chamado Martinho Campos, desaguando na margem esquerda do Lago de Furnas (no antigo Rio Sapucaí), município de Campos Gerais, nas proximidades da cidade de Fama, cidade esta situada à margem esquerda do Lago de Furnas. Atualmente, referem-se ao Ribeirão, erroneamente, como Ribeirão do Custodinho, no trecho entre as nascentes e a parte que corre paralelamente à Rodovia Padre Victor, até a ponte do Bairro Peret, na Rua Boa Esperança. A denominação se deve ao fato do referido trecho passar nas divisas da antiga Fazenda do Carvalho (hoje Santa Margarida), que pertenceu a Custódio Ferreira de Brito Júnior, conhecido como Custodinho.

Comentários

paulo costa campos disse…
AZARIAS DE AZEVEDO

Pessoa de baixa estatura, rosto fino, levemente calvo. Irradiava simpatia e tratava a todos com cortesia. Vestia-se com esmero e elegância. Natural de Três Pontas, Minas Gerais, Brasil, filho de Luiz Antônio de Azevedo e Purcina Ferreira Brito, casado com Antonieta Amaral de Azevedo. Muito jovem, ficou órfão de mãe e foi residir com sua avó e tutora, Zulmira Ferreira Brandão, filha do Barão da Boa Esperança. Estudou no Colégio Anchieta de Friburgo, Rio de Janeiro e no Colégio São Joaquim de Lorena, São Paulo. Ingressou na antiga escola de Odontologia e Farmácia de Minas Gerais (hoje UFMG), onde se graduou em Farmácia. Por ocasião da Revolução de 1930, fez parte do "BATALHÃO CRISTIANO MACHADO." Participou da direção do Clube Atlético Mineiro, quando universitário em Belo Horizonte, Minas Gerais. Regressando a sua cidade natal, exerceu a profissão de farmacêutico. Dedicou-se também às atividades de cafeicultor, pecuarista e comissário de café, tendo sido representante da firma Exportadora Leon & Israel. Foi o primeiro gerente da agência da Caixa Econômica Federal local. Destacou-se como político, sendo amigo íntimo de Juscelino Kubscheck de Oliveira, Tancredo Neves, Renato Azeredo, José Maria Alckmin e outros. Ocupou os cargos de Presidente da Câmara (25-JUL-1936-25-JUL-1937), vereador (26-JUL-1937-10-NOV-1937) e Prefeito (9-DEZ-1947 -31-JAN-1951). Em sua gestão, pacificou as diversas correntes políticas locais, uma das razões de seu sucesso político. Dentre suas realizações, destacam-se: captação de água potável do manancial do Vale do Sol; construção de reservatórios para distribuição de água na parte alta da cidade; calçamento de 6,11 quilômetros quadrados de ruas centrais; criação de 3 escolas rurais, além do aporte de verbas para implantação de um aeroporto, no alto da Avenida Ipiranga e da construção da Agência dos Correios e Telégrafos. Junto ao Governo Estadual, conseguiu verbas para edificação de duas pontes em PONTALETE, distrito de Três Pontas, sobre os RIOS VERDE É SAPUCAÍ; instalação do Escritório da ACAR, hoje EMATER, a cuja cerimônia de inauguração, compareceu Nelson Rockfeller (Rockefeller), criador do programa no Brasil. Outros melhoramentos foram realizados em sua administração. Em 21 de abril de 2002, foi agraciado, "post mortem", com a Grande Medalha da Inconfidência. (30-DEZ-1906 - 05-NOV-1972).
paulo costa campos disse…
MATHIAS FRANCISCO DE AZEVEDO

Requereu terras, a título de sesmaria, em 28 de setembro de 1768, alegando que "nas vertentes do RIO VERDE da parte da Villa de São João d´Rey seguindo a picada dos negros calhambolas para as Três Pontas se achava hum Ribeyrão, que hé o primeiro braço do GRANDE RIBEYRÃO, que deságua no RIO VERDE" (sic). Pela descrição, é de se supor que, o primeiro braço, deveria ser algum pequeno curso d´água, tributário do Ribeirão das Sete Cachoeiras ou Espera. O quilombo Cascalho ficava nas imediações da Serra de Três Pontas. Este sesmeiro foi grande criador de gado vacum nestas terras (Seção Colonial - Arquivo Público Mineiro p.130v e 131 - 28-SET-1768, APM).

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Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
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1 Barleus, Gaspar. História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974.
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