A Razão da Rima.

Se eu dissesse, verbi gratia, assim:

Era uma vez, um mestre de Latim,
Que lecionava, apenas para mim,
Que parecia mais um querubim,
Com seu perfume doce de jasmim,
Você iria acreditar em mim?

Era uma vez, um grande Mandarim,
Que percorria as ruas de Pequim,
E apaixonou-se por uma gueixa chim,
E uma guerra começou enfim.

Agora conto, tintim por tintim,
A razão de tanta rima ruim:
É que sou um poeta chinfrim
E que não passo de um arlequim.


Que vivo sempre presa nesse Spleen.
E vou mandar um ramo de alecrim,
A esse amor que já chegou ao fim.

Trecho da obra:
Encontros e desencontros
de Maria Antonietta de Rezende

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

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