Pular para o conteúdo principal

Jesus Crucificado em oratório sul-mineiro.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.

Próxima imagem: Possível imagem de São Francisco em detalhe
Imagem anterior: Santa Ana, o menino e São Joaquim.

Comentários

leonor rizzi disse…
Continuação: Uma singela homenagem. Parte final.

O grande empenho de nosso Pároco, no entanto, fica por conta da ação evangelizadora de sua Igreja. Seguindo este norte conduz o seu rebanho incentivando-o a viver uma vida cristã longe do egoísmo que dilacera, corrói e isola. (...)
A Matriz Nossa Senhora do Carmo sente-se preenchida com o Pároco que a ela foi designado. Os fiéis encontram nele o que a Igreja tem a obrigação de lhes oferecer: a palavra de Deus; os Sacramentos e as demais celebrações litúrgicas; a caridade fraterna; a assistência espiritual; a referência comum para que sua Fé esteja realmente voltada para Cristo e para Deus e seja partilhada com os irmãos.
Por outro lado, estes mesmos fiéis sabem que o rebanho é grande e, para que o Pároco possa desempenhar a contento seu trabalho necessita de leigos que o auxiliem e de comunidades que entendam isso. Os que já perceberam, organizam-se em sua comunidade, no intuito desta ajuda. A Comunidade São Pedro de Rates alinha-se entre os que percebem a importância do trabalho complementar dos leigos nas diferentes pastorais e prepara-se para a ajuda e assim, publicamente oferta sua colaboração.Hoje foram 12 pessoas que receberam das mãos de seu Pároco o diploma de guardiões do Santuário. Estes estão conscientes de sua forma de atuar. Outros 12 representantes, merecidamente, o de Aspirante de Zeladores. Dionísia Aparecida de Jesus recebe o DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO. João Paulo Alves Costa foi diplomado por ser o responsável pelas gravações do CD Comemorativo dos 150 anos da Freguesia do Carmo da Cachoeira, Minas Gerais.
A partir desta benção, o Santuário poderá vir a se tornar um espaço de vivência religiosa e de crescimento de consciências. Esta comunidade entende-se como "fermento" de uma nova sociedade, mais justa e solidária e esforça-se para manifestar isso em seu modo de vida.
Padre André. Neste momento temos a ímpar oportunidade de testemunhar-lhe publicamente a nossa admiração e estima por sua pessoa, pela pessoa no exercício de sua missão e trabalho realizado nesta Paróquia.
Pelos intensos momentos vividos à frente de duas Paróquias simultâneamente; pela elevada animação dos cultos sob sua presidência e na liturgia; pela abertura com que conduz seu rebanhos, NOSSA GRATIDÃO. O senhor poderá contar com o apoio desta comunidade sempre que haja ações direccionadas à preservação da vida - humana e infra-humana. Pela ética em seu comportamento e ação. Por ser construtor da solidariedade. Pela busca empreendida no resgate histórico desta cidade. Por nos inserir em seu programa de trabalho neste mundo de enormes transformações, pedimos aos presentes que, em pé, aplaudam seu Pároco, Padre André Luiz da Cruz.
Obrigado a todos.
leonor rizzi disse…
A Comunidade São Pedro de Rates, formada por seus GUARDIÕES e ASPIRANTES, entre os demais fiéis, mobilizou-se e definiu junto a seu Pároco - André Luiz da Cruz, a data de celebração da PRIMEIRA MISSA a ser celebrada no SANTUÁRIO DE MÃE RAINHA, em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais. Esta aconteceu no último dia 20 de março (2009), tornando-se pois, o DIA 20, um referencial local a ser lembrado como marco histórico. Deverá ser relembrado mensalmente pela Comunidade Religiosa da Paróquia Nossa Senhora do Carmo local e, para isso os membros da Comunidade já estão agendando reunião com o Pároco para alinhavar as atividades a serem desenvolvidas no local.
É a cidade de Carmo da Cachoeira, chamado por seus filhos e pelos filhos das cidades vizinhas por CACHOEIRA fica em território montanhoso, altitude de 1000 metros e propício aos amantes de Invernos rigorosos, uma estada realmente agradável. As noites trazem a marca de frio intenso, num território de campos e solos arenosos e calcários. É um espaço SAGRADO imerso em clima tropical. Está seu território situado junto a Rodovia Fernão Dias, chamada "uma passagem para o futuro", no meio do caminho entre duas gigantes capitais, Belo Horizonte e São Paulo. O Município é banhado pelos cursos de água tributários do Rio do Cervo e Bacia do Rio Grande. Foi o ponto escolhido por MANOEL ANTONIO RATES (Rattes/Ratty/Rati/Raty) para ter sua propriedade, posteriormente doada para formar o PATRIMÔNIO DE NOSSA SENHORA DO CARMO. Aqui, ele construiu sua casa que abrigaria sua mulher, filhos e seus descendentes. A época é remota, mas persiste em nossas lembranças. Século XVIII, por volta da metade deste. É em suas terras que fica a COMUNIDADE SÃO PEDRO DE RATES, guardiões do Santuário MÃE RAINHA. A data referencial do Santuário em CACHOEIRA é todo o dia 20 de cada mês. Esta data tem força especial para todos nós. Foi quando aconteceu a primeira celebração com a presença do Pároco local - o SANTO SACRIFÍCO DA MISSA.
Luz e Harmonia a todos neste fim de semana iluminado e repleto de bençãos.
projeto partilha disse…
A Comunidade São Pedro de Rates cerca o SANTUÁRIO MÃE RAINHA, num ângulo de 180 graus. Seus membros moram nas direções norte, sul, leste e oeste. O SANTUÁRIO ao centro, conforme pode-se ver no clipe mostrado ao final da primeira missa ali realizada, no último dia 20. Clipe feito contando com Apoio Cultural dos Studios "Evando Pazini" e "DjeCia", mostra através das tomadas fotográficas da localização física do SANTUÁRIO, sua área de irradiação próxima. Por todos os lados aqueles que o protegem e por ele velam diuturnamente. Ao lado deste marco religioso um terreno coberto por relva verdejante. Aí, o local do QUILOMBO GUNDU, segundo os dados de pesquisa do historiador cachoeirense, JORGE FERNANDO VILELA. Sobre escravos, aproveite o final de semana para ler um trabalho disponibilizado em:
http://books.google.com.br/
Site: Família, mulher, sexualidade e ... - Pesquisa de Livros do Google - Windows Internet Explorer.
Obra de Maria Luiza Marcílio - 1993 - Brazil - 2003. Título: "Lares negros, olhares brancos: história da família escrava no século XDC", in Revista Brasileira de História, São Paulo.
Uma boa viagem pelo reino da leitura. Que seu dia continue iluminadíssimo e que esta luz possa se irradiar a todos.
projeto partilha disse…
"As estrelas são criaturas de Deus e por isso lhe obedecem, possuem um caráter celeste que faz com que sejam símbolo do espírito e, particularmente, do conflito entre as forças espirituais (ou da Luz) e as forças materiais (ou das trevas)". Entre tantas comunicações, o trecho que transcrevemos acima está inserido num estudo de caráter interdisciplinar. Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva e Leila Rodrigues, organizadoras do trabalho o apresenta da seguinte forma: É com muita satisfação que apresentamos as ATAS DA IV Semana de Estudos Medievais, do Programa de Estudos Medievais da UFRJ, realizado no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da universidade. Rio de Janeiro. 14 a 18 de maio de 2001. E-Mail: pem@ifcs.ufrj.br
Edições. Márcia Cristina da Rocha Martins. E-Mail mmartins@unikey.com.br
O encontro privilegiou o intercâmbio acadêmico. Acreditamos que estas Atas são uma importante amostragem do que vem sendo estudado sobre a Idade Média em nosso país, em especial no Rio de Janeiro (...) Leila/Andréia.

Na p.56 a Linhagem "Dos Pereiras" no ocaso da Idade Média, por Fátima Regina Fernandes.
Valéria Leão Ferenzini desenvolve, p.163, "Romanização Católica e Imigrantes Italianos em Juiz de Fora: A Questão São Roque (1902 A 1920. A autora diz: Nosso tema tem raízes no fenômeno da grande emigração italiana para o Brasil entre 1880 e a Primeira Guerra Mundial, atingindo de forma significativa o Estado de Minas Gerai em decorrência da emigração subvencionada pelo Estado (Ângelo Trento. Do outro lado do Atlântico).

Postagens mais visitadas deste blog

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiros ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” Todos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cumprir …

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.


Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977.
Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Aparições de Nossa Senhora em Carmo da Cachoeira.

A PADROEIRA
Senhora do Carmo
Informativo da Paróquia Nossa Senhora do CarmoEdição ExtraordináriaFEVEREIRO de2012
Carmo da Cachoeira/MG - Diocese da Campanha

NOTA DE ESCLARECIMENTO AOS PAROQUIANOS Pe. André da Cruz


Ultimamente, o fenômeno de supostas “aparições” de Nossa Senhora têm se multiplicado no, Brasil e em outros países, deixando muita gente confusa, tanto na vivência da Fé cristã, como no discernimento da veracidade dos fatos.
Como pastor dos católicos cachoeirenses ou demais participantes da Paróquia Nossa Senhora do Carmo não posso me furtar a trazer algumas reflexões e esclarecimentos de forma refletida, prudente e baseada nos subsídios doutrinais da Igreja Católica e à luz do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Dessa forma, transmito aos prezados paroquianos algumas orientações feitas pela Conferência Nacional dos Bispos no Brasil, que em seu documento “Aparições e Revelações Particulares”, afirma:
Nos últimos anos, o número de “aparições” e “revelações” particulares, princi…

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.Foto: Paulo Naves dos ReisPróxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas.
Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Palanques e trincheiras na defesa dos quilombos.

Observando os mapas do Quilombo de São Gonçalo, o da Samambaia e o do Ambrózio, todos com uma duração temporal grande permitindo, em última instância, uma certa estabilidade populacional e social capaz de gerar uma sociedade mais complexa, propiciadora de elementos materiais mais duráveis, percebe-se que eles possuíam muitas semelhanças e dentre elas, a delimitação de seus territórios por fossos, estrepes e trincheiras. Neste território se dava a vida social do grupo, ou seja, as relações econômicas, sociais e provavelmente políticas. As casas dos quilombos estavam divididas entre moradias e casas para atividades específicas, como por exemplo, ferraria, casa do curtume e a casa dos pilões. No Quilombo do Campo Grande, em 1746, foi localizado mais de 600 negros vivendo com “... fortaleza, cautelas e petrechos tais que se entende pretendem se defender-se...”1Uma outra referência sobre o mesmo quilombo, afirma que os quilombolas se defenderam por mais de 24 horas, protegidos por um palan…

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

Pedro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas, especialmente de Três Pontas. Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui, descendentes de Joaquina do Pompéu.Pedro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas¹. Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça.Filhos do casal:- Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza;
- Cônego Francisco da Silva Campos, ordenado em São Paulo , a 18.12.1778, foi um catequizador dos índios da Zona da Mata;
- Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09.1759;
- João Romeiro Furtado de Mendonça;
- Joaquim da Silva Campos, Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos AnjosFilhos, segundo informações de familiares:-Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos, primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira, este nascido em Lagoa Dourada³;
- Joaquim da …

Deus Pai, o Divino Espírito e a Sagrada Família.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.Foto: Evando Pazini - Arte: TS BovarisPróxima imagem: Manoel Antônio Teixeira da Fazenda Campestre.
Imagem anterior: Antigo telefone da fazenda da Serra.

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.
Esta foto foi nos enviada por Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio).
Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

Barleus e a imagem do Quilombo dos Palmares.

..., só se conhece uma imagem feita sobre Palmares durante sua existência. Trata-se da feita por Barleus1 em 1647 e reproduzida em Reis2. Infelizmente, esta imagem não possui riquezas de detalhes ou de informações. Aparentemente, trata-se de um posto de observação à beira de um rio que serve de local de pescaria coletiva.
Trecho de um trabalho de Marcia Amantino.

Próximo Texto: O negro aquilombado e a população colonial.
Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
Figura: Imagem de Palmares - Barleus
1 Barleus, Gaspar. História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974.
2 REIS, João José e GOMES, Flavio dos S. Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1996. p. 33

A importância e o trabalho dos ferreiros.

Pode-se perceber nos mapasfeitos sobre os quilombos que o espaço interno da estrutura era usado de maneira a indicar uma provável especialização das diferentes construções. Esta espacialidade poderia indicar uma certa hierarquia social dentro da comunidade. O fato de que a casa de ferreiro (São Gonçalo), a Casa do Conselho e do Tear (Perdição), a Casa de audiência (Samambaia) e a Casa do Rei (Braço da Perdição), estarem sempre em local destacado é sugestivo. O que isto pode indicar? É possível a partir destes dados, pressupor que houvesse no interior das comunidades quilombolas uma hierarquização política e social, já que elementos que desempenhavam um papel de destaque para a manutenção dos grupos claramente tinham seu espaço físico igualmente destacado.
O caso das Casas de ferreiro que aparecem no quilombo da Samambaia e no de São Gonçalo é curioso porque pode nos remete à uma prática antiga na África, ou seja, o uso do metal. É provável que os quilombolas utilizaram-se desse conhec…