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Famílias que conheceram nossas famílias.

Pelos séculos dos séculos nossos ancestrais caminharam, muitos encontram-se ainda no quase anonimato. Manoel Antônio Rates (Rattes), por ser morador neste espaço, quase desértico, "vazio" e entregue às adversidades, é um deles. A família paulista "Moraes" estava por perto, com a qual se casou.

Manoel dos Reis e Silva, também o conheceu, além das famílias Pedrosa;Assunção; Gouveia; entre tantas outras. Espaços vazios. Vazios? Deserto? Sertão? Adversidade?

Para conhecer os ancestrais, buscamos informações no Projeto Compartilhar. Inventário de Francisca Pereira da Silva, filha de Manoel Pereira da Silva e Joana de Aguiar, batizada em 1705 em Taubaté - São Paulo. Padrinhos: Lourenço Henrique e Maria Vieyra de Almeida, casada com o português Jacob Dias de Carvalho, natural da Freguesia de Santiago de Anhães, Arcebispado de Braga, filho de João Dias e Madalena Pires. Foram moradores na Freguesia de N. S. da Piedade da Borda do Campo. Os filhos de Francisca e Jacob uniram por laços de casamento com os "Teixeira Nogueira", com a família imigrante açoriana "Homem da Costa", "Reis e Silva", "Vargas", "Rodrigues Barbosa", "Souza Caldas", "Prado", "Antunes de Cerqueira".

Um dia iluminado a todos. Luz.


Senhor, daí-me um coração grande e forte,
para amar a todos,
para servir a todos, para sofrer por todos!

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

Comentários

Junior Caldeira disse…
Olá Leonor !
Familias,familias ..... , muitos talvez não compreendam, a importância dos laços de família, e até ENTRE as famílias.
Quando resgatamos nossa família passada, resgatamos os princípios dos quais aprendemos no "SEIO DA FAMÍLIA" - EDUCAÇÃO, RESPEITO, CORDIALIDADE, AMIZADE, FRATERNIDADE, DISCIPLINA, COMPARTILHAR, DIVIDIR, DOAR, E PRINCIPALMENTE o ato de AMAR !!!!
Cultivar a FAMÍLIA, é cultivar todos estes conceitos.
Parabéns Leonor pelo incansável trabalho.
Paz e Bem !
leonor rizzi disse…
A idéia implícita em nossa busca (sua e do Projeto Partilha), certamente convergem para o mesmo ponto: suprir o "vazio" deixado pela historiografia em relação ao nosso espaço físico. Há um grito preso em nossa garganta que gostaríamos de soltar. Há em nossos corações uma expectativa imensa de poder ver o brilho vindo dos elos de uma imensa corrente iluminada, constituída de filhos do CRIADOR que pisaram este chão abençoado e, da forma como puderam manifestaram-se, amaram, casaram, tiveram filhos e, aqui, ou longe daqui, continuam irradiando sua devoção, seu amor, sua gratidão. Elos sagrados e sacramentados por diferentes nomes e resultado de um projeto Divino cujos segredos desconhecemos. Fazendo parte deste, foram colocados lado a lado nossos ancestrais, denominados por Rates/Moraes/Costa/Reis/Reis e Silva/Vilela/Naves/Oliveira/Dias de Oliveira/Bueno/Prado/Nogueira/Moinhos de Vilhena/Junqueira/Gouvêa/Teixeira/Pena/Mendes/Santana/Abreu/Paiva/Resende/Figueiredo/Andrade/Mendes/Costa Moraes/Pereira/Carvalho/Ribeiro/Junqueira/Saraiva/Mendonça/Ferreira/Souza, entre tantos, tantos outros. Luzes, verdadeiras luzes que no entrelaçamento e dinamização transformaram a corrente em luz. Luz que pela transparência realiza uma verdadeira alquimia. O ódio vira amor; a guerra vira paz; competição transforma-se em solidariedade; o atrito em benevolência ... ... ... ... . Se não fossem estes nomes que nos antecederam, hoje Carmo da Cachoeira não seria o especial, acolhedor e especial berço que é. Por isso, e por muito mais, que muitos dizem: O PARAÍSO E AQUI. Também por que existe um Júnior Caldeira que não deixa "vazio" o espaço a ser preenchido por sua família. Júnior comparece mostrando que os Reis/ Reis e Silva, desde o princípio estiveram presente neste abençoado chão, embora não saibamos ainda contar esta fascinante e inebriadora história. Estamos convictos de que, brevemente nossas crianças a contaram. Aí, nossa gratidão poderá se reportar aos nomes já conhecidos e reconhecidos sem pesar, porque ninguém foi esquecido ou passado para traz, menosprezado. Um não foi mais que o outro, cada um fez o que tinha que fazer e a sua forma. Se fez mais, foi porque recebeu mais, teve melhores oportunidades ou condições. Júnior Caldeira somos gratos por sua comunicação engrandecedora. Você recoloca em seu devido lugar o NÚCLEO FAMÍLIAR, célula básica da sociedade num momento em que as instituições parecem ruir. Esta sociedade terá que continuar em pé e será a família seu sustentáculo. Só a família terá condições de reconstituir uma sociedade mais digna e justa, só ela poderá impulsionar a construção de um mundo bom para todos viverem. Luz e harmonia. Volte sempre. Não nos deixe orfãos.

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Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
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