Prof. Tarcísio, a poesia e a prosa de Rui Barbosa.

O prof. Tarcísio faz seus comentários a respeito de um texto que lhe enviei, cuja autoria seria de Rui Barbosa:

de: Tarcísio José Martins

Amigo Theândrico

Tenho a hora de ter estudado Direito na mesma escola de Rui Barbosa, a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo.

Não sabia de uma POESIA com esse desfecho, mesmo porque, segundo consta, Rui era muito mais de prosa.

O que sei é que a parte final da Poesia que mostra, conteve-se num DICURSO do Senador Rui em 1914.

A falta de justiça, Srs. Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação.A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais.A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”

Assim, amigo, caso tenha a fonte que atribua esta belíssima poesia ao Rui, peço que me informe.

Um abraço do
Tarcísio.

Comentários

projeto partilha disse…
Professor Tarcísio. Ficamos honrados com sua participação, e lhe ofertamos um regalo. Mais uma pérola, presente em nossas anotações. Esta vem de MACHADO DE ASSIS. Segundo a única nota que registramos em uma antiga caderneta esta: A Semana, 11-11-1900:

"Enquanto o telégrafo nos dava notícias tão graves (...), coisas que entram pelos olhos, eu apertei os meus para ver coisas miudas, coisas que escapam ao maior número, coisas de míopes. A vantagem dos míopes é enxergar onde as grandes vistas não pegam".

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