Padre Pina e os livros desaparecidos.

Autoria : O Vigário Pe. João Pina do Amaral.
Assinado em Carmo da Cachoeira, 7 de janeiro de 1916.


"Peço se digne indicar os meios a seguir em tão importante assumpto para bem desta Freguezia".

"Tomando posse desta freguezia e examinando o archivo parochial, dei por falta de dois livros, um de assentamentos de baptismos, mas dizem que a falta já é antiga e outro em que se registram as posses do patrimônio desta Egreja e ha também alguns assentamentos de óbitos para assinar. Com relação ao livro de registro de posses, indagando, disseram-me que este descaminho é recente porque o Revdo Vigário Pe. Izidoro, dias antes de sair registrou no dito livro, 7 ou 8 posses, mas durante o tempo do Revdo Mottinho(a) já não existiu, isto dito pelo snr. Villela, casa onde este revdo Vigário se hospedou durante o tempo que que aqui permaneceu e onde teria o archivo parochial. Levo também ao conhecimento que o estado do patrimônio é o seguinte:- pelo menos a melhor parte está quasi todo vendido e não aforado, mas as posses, algumas são duas e até três; não me refiro às primeiras, isto é, às antigas, mas sim a estas que há pouco tempo foram dadas. (...)Os títulos de posses que tenho visto nada declaram".

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Existe uma escritura, lavrada no Livro 23 - Primeiro Traslado.
"Escritua de compra e venda que entre si fazem, a saber: como outorgante compradora à Fábrica desta Matrix, em 1915, neste disctito do Carmo da Cachoeira, Comarca da Varginha, Estado de Minas Geraes. Pelo comprador, o Bispo D. João de Almeida Ferrão, como representante da Mitra Campanhense, representado por seu procurador, Rvmo Vigário Antonio de Souza Lima Motinho. Pelo lado do vendedor, o próprio Eduardo Alves de Gouvêa. A propriedade "sita na rua Parochial, nesta freguesia do Carmo da Cachoeira, sendo suas divizas pela forma seguinte: por um lado com as divizas do Capitão Manoel Antonio dos Reis, pela frente com a mesma rua Parochial, por outro com a rua do Cruzeiro, e pelos fundos com o mesmo terreno do patrimônio. Venda pelo prêço e quantia certa de oito centos mil réis - 8000$000. 12/10/1915.

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Projeto Partilha - Leonor Rizzi

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