O homem do século, o papa João Paulo II.

E, porque Pedro O negara
Três vezes consecutivas,
Jesus lhe possibilita
Reparar seu desamor.

E, por três vezes, lhe faz
A pergunta repetida:

- Simão, tu me amas?
- Eu te amo, meu Senhor!
- Apascenta meus cordeiros!
- Simão, tu me amas?
- Sim, Senhor, eu te amo!
- Apascenta meus cordeiros!
- Simão, tu me amas?
- Senhor, tu sabes que eu te amo!
- Apascenta meus cordeiros!
- João Paulo, tu me amas?
- Sim, Senhor, eu te amo!
- Apascenta meus cordeiros!
- João Paulo, tu me amas!
- Sim, Senhor, eu te amo!
- Apascenta meus cordeiros!

E, assim, a barca de Pedro,
E, assim, a barca de João,
De João Paulo II,
Como uma vela acesa,
Levando calor e luz,
Levando a paz e o amor,
Que ele tem por Jesus.

O Homem não tem preguiça,
Vai lutar pela justiça,
Seu corpo, um tanto alquebrado,
Já não tem o viço antigo.
É árdua sua missão.

E ele enfrenta o perigo,
Porque seu espírito alado
Vai, nas asas da oração,
Buscar força necessária,
Para levar a pregação,
Até os confins da terra.

Sua vida missionária
Leva paz, onde há guerra
E onde há ódio, amor.

E é assim que ele cumpre
O mandato do Senhor.

- João Paulo, tu me amas?
- Eu te amo, meu Senhor!


Trecho da obra:
Encontros e desencontros
de Maria Antonietta de Rezende

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

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