Pular para o conteúdo principal

O Capitão-mor Francisco Luiz da Fonseca Bueno

Em 1720, Francisco Luiz da Fonseca Bueno com filhos e parentes aportou às margens do Rio Grande, município de São João del-Rey a que deram o nome de Nossa Senhora da Conceição de Rosário da Cachoeira do Rio Grande.

Em 1739 obteve sesmarias que abrangia larga área nesses territórios. Em 1741 se fixou no sítio denominado Cachoeira do Rio Grande, onde ergueu uma capela, filial da matriz de São João D'El Rey, e aí faleceu com o posto de Capitão-mor, com 83 anos, em 12-4-1752. Livro de óbitos do arquivo de Lavras, Minas Gerais, n.1. Sua esposa Maria Jorge Velho também faleceu no mesmo lugar a 21.2.1743, e foi sepultada dentro da própria capela. Seu filho Diogo Bueno da Fonseca casado com Joana Batista Bueno, penetrou pelo sertão do Rio Grande abaixo, nas Minas Gerais, e pelas terras do Capivari, no Rio das Mortes Pequeno, estabelecendo-se no arraial que denominou Carrancas, em 1741. em 1772, requereu a confirmação de uma sesmaria concedida a 30 de janeiro de 1753, abrangendo terras entre o Rio das Mortes Pequeno e o ribeirão dos Tabuões. Foi capitão de cavalaria e primeiro guarda-mor das minas de Sant ´Ana nas Lavras do Funil. Faleceu aos 12.12.1779, sendo sepultado dentro da capela de Nossa Senhora do Rosário, filial da matriz de Sant´Ana das Lavras do Funil de Carrancas, certidão de óbitos, arquivo de Lavras, livro n.2, pág.55. Sua esposa Joana Batista Bueno, faleceu à 2.10.1788. Deste casal descende o guarda-mor Diogo da Fonseca Bueno que em 1772 em Sorocaba, casou com Reginalda Maria de Godoy, filha do Tenente Felipe de Oliveira Fogaça, casado com Maria Francisca de Godoy (já descrito ascendência) pais de João Crisóstomo da Silva Bueno, Quartel-Mestre fal. em lavras em 1839, casado com Luiza Ludovina de Jesus, filha de Frutuoso Dias de Oliveira, casado com Teresa Maria de Jesus.¹

O Capitão-mor Francisco Luiz da Fonseca Bueno, nasceu em São Paulo em 1669, faleceu 1752 - Cachoeira do Rio Grande, Minas Gerais, casado com Maria Jorge Velho, faleceu 1743, foi filho de Diogo Bueno, falecido em 1700, casado com Maria de Oliveira, falecida em 1699, filha de outra Maria de Oliveira, casada com Paulo da Fonseca, já falecido em outubro de 1664².³

Maria de Oliveira4 na dúvida era filha de Rafael de Oliveira, falecido em 1648, casado primeira vez antes de 1596 com Paula Fernandes, falecida em 1614, filha de Manuel Fernandes casado com Susana Dias, falecida em 16435. filha de Lopo Dias, casado com Beatriz Dias, filha do cacique Tibiriça. Rafael de Oliveira, na dúvida, era filho de Antônio de Oliveira, falecido em 1613 e casado com Ângela Fernandes, irmã do Cap. André Fernandes. Antônio de Oliveira era filho de Antônio de Oliveira Gago, casado com Isabel Gonçalves falecida em 1593, filha de Diogo Gonçalves Castelão casou em São Vicente, em 1555 com Branca Mendes, filha de Tristão Mendes casado com Violante Dias (Cristãos Novos). Antônio de Oliveira Gago, casado com Isabel Gonçalves era filho de Antônio de Oliveira casado a primeira vez com uma Gago.

Árvore Genealógica Família Dias de Oliveira - Bueno.

Trecho da pesquisa de Ary Silva

Próximo Texto: O casamento do alferes Antônio Dias Ferraz.
Texto Anterior: Borges Pinto descreve a estrutura dos quilombos.

1. An. Gen. Bras. I GB - Vol. VI - 1944 - obra do insígne genealogista ARY FLORENZANO - Lavras, Minas Gerais, falecido nessa cidade aos 89 anos em 1983.
2. Rev. Inst. Heráldico Gen. Anos IV e V, n.8 - segundo semestre de 1940 e primeiro e segundo semestre de 1941, trabalho de Frei Alberto Ortmann O. F. M
3. Alfredo Ellis Jr. - O Bandeirantismo Paulista e o Recuo do meridiano, pág.256.
4. Américo de Moura - Povos Campo Piratininga, informa em Tit. Oliveira, pág.128.
5. SL. Vol. oitavo, página 484 e Vol. sétimo, pág.257.

Comentários

Meu nome e Newton Herculano Carneiro Pinto, sou neto do Gen. Antonio Carneiro Pinto natural de Anicuns Goyas 1884, filho de Saturnino Benigno Pinto que foi Vereador em Goyas na legislatura de 1882,sua mae Josephina Augusta Carneiro da Fonseca.Um dos documentos que possuo um e muito interessante e data do dia 26 de Maio de 1892,e tenho um carinho especial ,o mesmo carinho tenho pelo missal que pertenceu a avo do meu avo, Dona Thereza Josephina da Fonseca e ainda uma carta dela ao seu neto Antonio com data de 22 de Marco de 1901.Meu relato e por razoes Genealogicas e procuro, dados e fatos novos alem dos que sei sobre meu lado paterno.Espero e crio espectativas de encontrar algum vestigio com este meu comentario.
Newton Herculano Carneiro Pinto
Porto Alegre . RS
Prezado Senho Newton,

Agradecemos imensamente as informações que nos passou. Mais importante que para nós no entanto esses dados serão úteis para pesquisadores de dono o mundo que acessam esse blog.

No momento no entanto estamos focados em uma outra missão distinta da pesquisa genealógica, por isso não poderemos acompanhar suas pesquisas, mas podemos sugerir que garimpe algo sobre a família nas matérias que citam a Fazenda Maranhão (muitas informações não estão na matéria principal e sim nos comentários).

Cole no seu navegador o link caso ele não abra automaticamente:

https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=%22Fazenda+Maranh%C3%A3o%22+site%3Acarmodacachoeira.net
Caro senhor
Ricard Wagner Rizzi.
Obrigado pelo norte, vou garimpar no link indicado.Tenho conseguido poucas informacoes sobre a familia de meu avo Antonio Carneiro Pinto, mais as que estao surgindo sao de grande valia e importancia , nao so para mim pois estas fazem parte da historia do estado de Goias e do Brasil, A mais nova imformacao e a de que Saturnino Benigno Pinto foi colectos do estado de Goias, e alem de ter sido Vereador na legislatura ja mencionada e meu comentario anterios ele ocupou outros cargos seus filhos foram Herculano Carneiro Pinto Galilleu Carneiro Pinto que foi dentista e fum dos fundadores da universidade de odonto, e Hercules Carneiro PintoPara nao me alongar muito como diriamos nos gauchos fico por aqui informando ao senhor que aqui no Sul temos a familia Rizzi.
Forte abraco.
Newton
POA-RS

Postagens mais visitadas deste blog

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiros ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” Todos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cumprir …

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.


Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977.
Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Aparições de Nossa Senhora em Carmo da Cachoeira.

A PADROEIRA
Senhora do Carmo
Informativo da Paróquia Nossa Senhora do CarmoEdição ExtraordináriaFEVEREIRO de2012
Carmo da Cachoeira/MG - Diocese da Campanha

NOTA DE ESCLARECIMENTO AOS PAROQUIANOS Pe. André da Cruz


Ultimamente, o fenômeno de supostas “aparições” de Nossa Senhora têm se multiplicado no, Brasil e em outros países, deixando muita gente confusa, tanto na vivência da Fé cristã, como no discernimento da veracidade dos fatos.
Como pastor dos católicos cachoeirenses ou demais participantes da Paróquia Nossa Senhora do Carmo não posso me furtar a trazer algumas reflexões e esclarecimentos de forma refletida, prudente e baseada nos subsídios doutrinais da Igreja Católica e à luz do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Dessa forma, transmito aos prezados paroquianos algumas orientações feitas pela Conferência Nacional dos Bispos no Brasil, que em seu documento “Aparições e Revelações Particulares”, afirma:
Nos últimos anos, o número de “aparições” e “revelações” particulares, princi…

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.Foto: Paulo Naves dos ReisPróxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas.
Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Palanques e trincheiras na defesa dos quilombos.

Observando os mapas do Quilombo de São Gonçalo, o da Samambaia e o do Ambrózio, todos com uma duração temporal grande permitindo, em última instância, uma certa estabilidade populacional e social capaz de gerar uma sociedade mais complexa, propiciadora de elementos materiais mais duráveis, percebe-se que eles possuíam muitas semelhanças e dentre elas, a delimitação de seus territórios por fossos, estrepes e trincheiras. Neste território se dava a vida social do grupo, ou seja, as relações econômicas, sociais e provavelmente políticas. As casas dos quilombos estavam divididas entre moradias e casas para atividades específicas, como por exemplo, ferraria, casa do curtume e a casa dos pilões. No Quilombo do Campo Grande, em 1746, foi localizado mais de 600 negros vivendo com “... fortaleza, cautelas e petrechos tais que se entende pretendem se defender-se...”1Uma outra referência sobre o mesmo quilombo, afirma que os quilombolas se defenderam por mais de 24 horas, protegidos por um palan…

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

Pedro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas, especialmente de Três Pontas. Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui, descendentes de Joaquina do Pompéu.Pedro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas¹. Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça.Filhos do casal:- Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza;
- Cônego Francisco da Silva Campos, ordenado em São Paulo , a 18.12.1778, foi um catequizador dos índios da Zona da Mata;
- Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09.1759;
- João Romeiro Furtado de Mendonça;
- Joaquim da Silva Campos, Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos AnjosFilhos, segundo informações de familiares:-Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos, primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira, este nascido em Lagoa Dourada³;
- Joaquim da …

Deus Pai, o Divino Espírito e a Sagrada Família.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.Foto: Evando Pazini - Arte: TS BovarisPróxima imagem: Manoel Antônio Teixeira da Fazenda Campestre.
Imagem anterior: Antigo telefone da fazenda da Serra.

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.
Esta foto foi nos enviada por Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio).
Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

Barleus e a imagem do Quilombo dos Palmares.

..., só se conhece uma imagem feita sobre Palmares durante sua existência. Trata-se da feita por Barleus1 em 1647 e reproduzida em Reis2. Infelizmente, esta imagem não possui riquezas de detalhes ou de informações. Aparentemente, trata-se de um posto de observação à beira de um rio que serve de local de pescaria coletiva.
Trecho de um trabalho de Marcia Amantino.

Próximo Texto: O negro aquilombado e a população colonial.
Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
Figura: Imagem de Palmares - Barleus
1 Barleus, Gaspar. História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974.
2 REIS, João José e GOMES, Flavio dos S. Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1996. p. 33

A importância e o trabalho dos ferreiros.

Pode-se perceber nos mapasfeitos sobre os quilombos que o espaço interno da estrutura era usado de maneira a indicar uma provável especialização das diferentes construções. Esta espacialidade poderia indicar uma certa hierarquia social dentro da comunidade. O fato de que a casa de ferreiro (São Gonçalo), a Casa do Conselho e do Tear (Perdição), a Casa de audiência (Samambaia) e a Casa do Rei (Braço da Perdição), estarem sempre em local destacado é sugestivo. O que isto pode indicar? É possível a partir destes dados, pressupor que houvesse no interior das comunidades quilombolas uma hierarquização política e social, já que elementos que desempenhavam um papel de destaque para a manutenção dos grupos claramente tinham seu espaço físico igualmente destacado.
O caso das Casas de ferreiro que aparecem no quilombo da Samambaia e no de São Gonçalo é curioso porque pode nos remete à uma prática antiga na África, ou seja, o uso do metal. É provável que os quilombolas utilizaram-se desse conhec…