Ary Silva da família Dias de Oliveira - Bueno.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.

Próxima imagem: Augusta Dias de Oliveira, mãe de Ary Silva.
Imagem anterior: A pedra de moinho da fazenda Caxambu.

Comentários

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O genealogista e pesquisador ARY SILVA inicia sua obra prestando homenagem a ARY FLORENZANO, e o faz da seguinte forma:

A elaboração deste trabalho é dedicado em memória do Sr. ARY FLORENZANO, insigne genealogista, falecido em Lavras, Minas Gerais, a quem muito devo, pelo incentivo de continuá-la até o possível, a sua obra "OS BUENOS DA FONSECA", Vol. VI-1944, editado pelo Anuário Genealógico Brasileiro - São Paulo, e também aditamentos à Genealogia Paulistana - Silva Leme, Vol. V-433, n.2-4. Que Deus o guarde.
ARY SILVA.
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Refletindo sobre algumas ligações familiares:
JOANA ROSA DE JESUS, casada em primeiras núpcias com Antonio Rabelo e em segundas núpcias com Luiz José de Paiva é irmã de MARIA TERESA DE JESUS, casada com Domingos Dias de Carvalho. Domingos é irmão de Andreza Dias de Carvalho, casada com Domingos dos Reis Silva. A sobrinha de Joana e Teresa (entre outros tios), dona Maria Teresa de Jesus, casou-se duas vezes. A primeira com Francisco de Ávila Fagundes. Em segundas núpcias casou-se com Lourenço Gonçalves da Costa, filho de Manoel Gonçalves da Costa e Francisca do Espírito Santo, neto de João de Abreu Villas Boas e Josefa Maria de Jesus.
Francisco de Ávila Fagundes, inventario 1759/1771. Inventariante a viúva e paulista Maria Alves (Barbosa) da Porciúncula. Maria A. B. da Porciúncula foi casada em primeiras núpcias com Ignácio Franco Torres (Inácio). Inv. de Maria Alves da Porciuncula, ano 1798). Lembrando que na descendencia desta matriarca está um filho que se casou na FAMÍLIA dos "DE RATES".
projeto partilha disse…
Errata. A ligação de dona Maria Alves Barbosa da Porciúncula com a Família "De Rates", não está em sua primeira geração, ou seja, não foi um seu filho que se casou na Família Rates, conforme citado no comentário anterior. Confira dados genealógicos no PROJETO COMPARTILHAR. A ligação está em sua descendência, não especificamente em um filho. Escusas pela incorreção no repasse das informações.
projeto partilha disse…
Um fim de semana de ajuda ao Reino Animal em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais.

Carmo da Cachoeira é realmente um espaço territorial privilegiado. Algo indescritível, e muito especial atua aqui, de forma que acontecem manifestações pouco comuns em outros lugares. Neste final de semana, uma equipe, coordenada pela médica Veterinária, Dra. Márcia Felicio Bacco - CRMV - MG 4104 visitou a cidade, tendo em vista ajudá-la na melhoria de qualidade de vida animal. Dra. Márcia Felicio Bacco acompanha a vida animal em Cachoeira há anos. Ela é morador e com Consultório Veterinário na cidade de Caxambu - Minas Gerais. Avenida Gabriel Alves Fernandes, 506. tel. (0**35)3341-2915/3341-5377 - cel.9983-3915
e-mail: mbaccovet@estancias.com.br A equipe realizou as atividades de atendimento, das 8 às 19 horas, e o trabalho ganhou um timbre que está se tornando comum neste século XXI - O DO VOLUNTARIADO. Foram muitos os animais beneficiados. Hoje, o grupo que levou o material utilizado para seu devido tratamento na USINA DE COMPOSTAGEM, ouviu de seu encarregado: "desde que eu era Vereador via a luta de vocês para melhorar a qualidade de vida dos animais de Cachoeira. Hoje, anos depois, recebo este material que mostra a continuidade e persistência do trabalho. Este material fará parte e de nosso relatório a FEAM - Fundação Estadual DO MEIO AMBIENTE e que, por estar corretamente documentado, virá nos ajudar aumentando nossa pontuação." Continuo explicando que ações corretas refletem em aumento nos repasses governamentais e que, mais uma vez estávamos cooperando com a cidade.
O Projeto Partilha gostaria de deixar registrado seu agradecimento a todos que, de forma direta, ou indireta colaboraram para que este movimento em prol aos animais e organizado pela sociedade civil pudesse acontecer.
projeto partilha disse…
Dentre as informações constantes do relatório de n. 3 - 01/01/2006, enviado ao Projeto Partilha e a seu pedido pelo pesquisador, professor e historiador, JOSÉ GERALDO BEGNAME, o seguinte registro:

Assunto - Vigário
Localidade Novo Descoberto da Serra da Mantiqueira
Referência - Livro de Provisão 1761 - 1764, Tomo I, fl.141verso.

Em seus avanços, paulistas ousados transpõe o extenso maciço rochoso, de 500 km de extensão, a procura das minas de ouro de Itajiba. Ao manusear documentação disponível na Sala Mons. Lefort, em Campanha, Minas Gerais, é comum encontrar referencias ao espaço compreendido entre a Serra da Mantiqueira e o Rio Grande. Num primeiro momento da busca, os nomes que se apresentam parecem representar espaços longínquos aos da busca que procurávamos empreender. Nosso foco era verificar a presença de dados acerca da antiga Matriz de Nossa Senhora do Carmo, Carmo da Cachoeira, Sul de Minas Gerais. Como os documentos não foram encontrados no referido museu ampliaou-se o território das buscas, e com elas, os conceitos de tempo e espaço ganham nova dimensão. Hoje, para os buscadores que entendem que a história de CARMO DA CACHOEIRA necessita de aprofundamentos, Itajiba, já não se apresenta tão distante, historicamente falando. O professor Wanderley Ferreira de Rezende deixou, ao publicar sua obra, Carmo da Cachoeira - Origem e Desenvolvimento a mensagem, de que em sua base, estava a presença paulista. Paulista e Mantiqueira tem tudo a ver. Ao longo das divisas (2006) São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, segue a Serra da Mantiqueira. Dividindo Minas e Rio de Janeiro, o Parque Nacional de Itatiaia. "A Serra da Mantiqueira fecha sua cadeia nos últimos contrafortes do Ouro Branco, no centro de Minas (Cf. Serra da Mantiqueira - Wikipédia).
Em 1703/1704 - "partiram do Vale do Paraíba com a meta de procurar as minas de ouro de ITAJIBA (atual Delfim Moreira) onde originou a cidade de ITAJUBA". Trilhas desde Pindamonhangaba até o vale do rio Sapucaí Mirim, com Santana do Paraíso, também denominada Santana do Sapucaí Mirim/ Sapucaí Guaçu. Assim, o início do século XVIII já aponta os movimentos, os quais Monsenhor Lefort busca rastrear.
Em 06-11-1764 , outro marco para a região, após a limpeza da área - a Posse de Jacuí. "Saindo de Vila Rica (...) novos descobertos de São João de Jacuí, São Pedro de Alcântara e Almas, que distam da mencionada Vila setenta e uma léguas com as passagens do Rio Grande onde faz barra o Sapucaí de que passaram aos de Cabo Verde pelas quase extintas picadas dos matos, que novamente se mandaram abrir (...) nas vizinhanças do rio Jaguari, Registro do Mandu (atual Pouco Alegre), Sapucaí, Campanha do Rio Verde, Baependi, Pouso Alto, Registro do Capivari, e deste pela Serra da Mantiqueira ao Arraial do TAJUBÁ de que voltaram ao mesmo Capivari (...)."

Cf.: www.imaculada.org/memorias.
Referência - Capítulo 2 - A linha Luís Diogo.

Como pode se notar, pelos dados presentes no referido relatório encomendado pelo Projeto Partilha, as anotações em antigos livros, muitas vezes, revelam a presença de poucos e indiscriminados dados. Faz-se necessários estudos complementares visando acomdoção dos dados, entre outros, o de sua localização físico-geográfica. Em nossa busca enfrentamos o mesmo problema e, assim buscamos complementações. O recurso é ler os trabalhos que enfocam histórias de outras localidades. Em nosso caso específico, Mons. Lefort tem sido nosso guia, desde que foi precursor de levantamentos de dados de toda esta região. Em seus arquivos ricas e preciosas informações. Outros arquivos, nacionais e internacionais completam os dados e enriquecem as buscas.


CARMO DA CACHOEIRA, Minas Gerais continua a perguntar, sabedora que em de que em CARMO DA BOA VISTA, Distrito de Lavras do Funil existia uma PARAGEM num SÍTIO - o da CACHOEIRA, e que nesta estância tinha moradores, no mínimo, MANOEL ANTÔNIO RATES e sua família. Assim:

- QUAL O PAPEL EXERCIDO PELA PARAGEM DENOMINADA CACHOEIRA DOS "DE RATES", nos idos anos de 1770?

- QUAL A ATIVIDADE BÁSICA DESENVOLVIDA PELA FAMÍLIA RATES/MORAES NESTE LUGAR, NO ANO DE 1770?
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Haveria parentes de Miguel Antonio Rates por estas bandas?


Os Campos do Registro do Mandu faziam divisa com as Matas de Ouro Fino. Havia uma estrada que ligava o REGISTRO ao povoado de OURO FINO e, numa fazenda a beira desta estrada estabeleceu-se o Ilhéu, da Ilha Terceira do Arquipélago dos Açores, Francisco Vieira Fagundes, sua mulher Margarida de Oliveira Leitão e seus filhos. Era chama de BORDA DO CAMPO DO MANDU ou Borda do Mato.
Antonio Gonçalves Ferreira, viúvo de dona Catarina Maria da Conceição, aparece como seu inventariante, no ano de 1779, conforme Inventário arquivado no Museu Regional de São João Del Rei, caixa - 344 (Conferir Projeto Compartilhar).
O primeiro casamento de dona Catarina foi com JOÃO NUNES PIRES, do qual descenderam Maria, casada com FRANCISCO VIEIRA FAGUNDES, e João que, foi para o Arquipélago dos Açores. Em seu testamento,, Catarina Maria da Conceição, em um dos trechos diz: "Obtive mais a Maria Joana ... daquele matrimônio, casada com FRANCISCO VIEIRA FAGUNDES por cujo vínculo foi dotada com sua legítima paterna", no valor de 940$000.
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Relatório n.3 - 01/2006, obtido como resultado de pesquisas realizadas pelo historiador, pesquisador e professor, JOSÉ GERALDO BEGNAME, no Arquivo Eclesiástico de Mariana (AEAM). a pedido do Projeto Partilha.

Assunto: Ermida
Localidade Cel. Luís José Souto, Santo Antonio do Rio Acima. Invocação de Nossa Senhora das Brotas.
Referência - Livro de Provisão 1761 -1764, Tomo l, fl.43verso.

- Quem desta localidade é parente dos nossos?
- Ana Feliciana de Rezende, irmã de Joaquim Fernandes Ribeiro de Rezende, Fundador da FAZENDA DAS ABELHAS, Distrito do CARMO DA BOA VISTA, Lavras do Funil, Comarca do Rio das Mortes. José Joaquim casou-se com uma neta de dona Ângela de Moraes Ribeiro (Morais/Ribeira), mãe de José Joaquim Gomes Branquinho da FAZENDA DA BOA VISTA, do Distrito do Carmo da Boa Vista, Lavras do Funil, Comarca do Rio das Mortes. Ana Feliciana, casou-se com um filho de Bartolomeu Machado Neto e Rosa Clara de Jesus. Bartolomeu foi fundador de Entre Rios, também chamado de Rio Acima; Brumado do Campo; Brumado do Suaçuí, Município subordinado a QUELUZ (Conselheiro Lafaiete). O motivo do progresso do povoado foi devido a dois fatores, segundo conta sua história. A presença da Capela edificada por Bartolomeu Machado Neto e a estrada que ligava QUELUZ a Ouro Preto, Sabará, São João del Rei. Os dois rios: Rio Camapuã e Rio Brumado nascem no Município de Lagoa Dourada, Município de origem de muitos de nossos primeiros moradores. Tanto Francisco Vieira Fagundes (Borda da Mata), como Bartolomeu Machado Neto (Nossa Senhora das Brotas - Rio Acima) são ilhéus da mesma procedência.
Ana Feliciana de Rezende, casou-se com Antonio Pereira Machado.
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Segundo o que o IBGE tem a nos contar, Antonio Ribeiro da Silva era irmão de Francisca Ribeiro dos Reis, ambos filhos de José dos Reis, da Fazenda Velha, ou do "Salto", do Distrito de Brotas, Município de Araraquara inicialmente, sendo posteriormente transferida para Rio Claro. Ambos no Estado de São Paulo. Segundo sua história BROTAS/SP, teve seus primeiros moradores vindos de Minas Gerais.
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Hermínia diz: "alguém poderia me informar sobre o setor de prestação de serviços na área da alimentação em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais nos dias atuais?".
Arrisco uma pequena síntese aguardando que outros venham nos auxiliar com novos dados.
Carmo da Cachoeira conta com grande presença de bares e o consumo de bebida é alto. É uma cidade que busca definir seu perfil/ sua personalidade/ sua cara. Veja, do ponto de vista econômico, o índice per capta (é muito baixo). Existe carência de meio de lazer, assim, os bares surgem como uma alternativa de encontros, e baratos. A maioria deles tem pouco estrutura e o social é que paga o preço. Os fregueses, em alguns casos, extrapolam o espaço físico restrito dos bares que, sem proteção acústica, propagam suas músicas, conversas e risos por toda a vizinhança. O turismo ainda não está encarado na bela e significativa bandeira de "VALE VERDE E QUEDAS DÁGUA", pela qual muitos lutam, inclusiva o pessoal da MATA NATIVA, com os quais temos nos encontrado sempre que o assunto diz respeito a MELHORIA DE QUALIDADE DE VIDA. A bandeira que levamos é: UMA CIDADE PARA SER BOA, DEVE SER PARA TODOS. ASSIM, AO SER PENSADA, OS ADMINISTRADORES DEVERIAM SE LEMBRAR QUE HÁ, ENTRE SEUS RESIDENTES PESSOAS QUE GOSTAM DO AGITO, outras, DO SILENCIO. As atividades de lazer e recreação, portanto, deveriam ser diversificadas, o que não ocorre aqui, está nivelada pelo piso. A MATA NATIVA, um expoente raro na área do turismo busca se fortalecer e oferta seu belíssimo espaço, com ótima prestação de serviços. Os proprietários são dinâmicos e seus trabalhos primam pela qualidade.
Restaurantes - O da estação rodoviária serve 200 refeições diárias (80 no almoço e 120 no jantar). O Altas Horas também oferece os serviços. São os dois maiores da cidade. Há um restaurante alternativo. A proprietária serve refeições na linha mais natural. Fazem parte de seus pratos, germinados, arroz e macarrão naturais, doces e sucos na mesma linha. Em ambiente aconchegante, possui poucas mesas. Ao lado do restaurante uma "pousadinha", para os mais introspectivos e que buscam silêncio e recolhimento. Há outras pousadas no mesmo sentido.

LANCHONETE - o tradicional aqui, é uma lanchonete junto aos balcões das padarias. No centro existem as seguintes opções: a padarias "Rosa Mística", com duas unidades instaladas; a padaria "Delícias do Trigo", também chamada da "Padaria da Luiza", onde há maior oferta de produtos sem uso de carnes; a que fica em frente a Estação Rodoviária, com seus biscoitos, pães e lanches rápidos. Existem outras mais periféricas. Recentemente abriu uma Pizzaria no centro da cidade. Neste último final de semana, a Banda Musical da Cidade animou o ambiente. Apresentou muitas páginas de amplo repertório. Os presentes aplaudiram e pedem "bis".

QUITUTEIRAS - são muitas e espalhadas por toda a cidade. Os moradores de cada rua sabem informar o que as proximidades tem a oferecer, e em caráter informal. São bombons, doces caseiros, quitandas em geral. Existe a FAMÍLIA NAVES - através de seu Célio e dona Fátima, um dos mais fortes no ramo. Abastecem, além do mercado interno (queijos e doces), outras cidades. São, dona Fátima, junto aos enormes tachos mantidos sobre as chapas de fogo a lenha, e seu Célio no fabrico do queijo, os responsáveis por estas deliciosas guloseimas.

MERCEARIAS - no estilo conhecido em cidades maiores, com ofertas de massas, frutas cristalizadas, bons vinhos, produtos de cozinhas italianas, árabes, e outras, não existe aqui. Quem procura este mercado o encontra na vizinha Três Corações, Minas Gerais, entre outras cidades.
As antigas mercearias transformaram-se em Supermercados. Os centrais são: "Russi"; "Jupiter" e "Teixeira Prado". Os dois primeiros com padaria, o último, com uma padaria no prédio ao lado. Realizam entregas a domicílio.

SACOLÕES - Existem muitos espalhados pela cidade. Estão em ambientes amplos, com oferta de frutas, cereais e verduras frescas, diariamente.

TURISMO - a cidade não tem estrutura turística montada. O forte aqui é a religiosidade. Existem muitos templos religiosos cristãos. Existe também um grupo denominado A LUZ DA COLINA e a FAZENDA FIGUEIRA que atrai muitas pessoas para os cursos que oferece na área da saúde, alimentação, cuidados com a terra e seres vivos.
O PERFIL AÇORIANO deveria se manifestar aqui. Sua tradição em trabalhos manuais, artesanais e culinária de origem portuguesa, além dos deliciosos quitutes mineiros. A mulher cachoeirense é muito prendada, porém não está reconhecido o seu valor, em nível local e regional. A BETH aglutina junto delas algumas destas habilidosas artesãs, no entanto, o esforço para mantê-las é sobre humano. Só a grande dedicação de Beth e Jandira garantem a continuidade do trabalho. O imigrante açoriano é um dos formadores da sociedade cachoeirense - Ver a obra, AS TRÊS ILHOAS, de José Guimarães.
A vocação religiosa, a presença de pessoas habilidosas e um espaço geográfico privilegiado fará, brevemente surgir, de forma ordenada a VERDADEIRA VOCAÇÃO DE CARMO DA CACHOEIRA, no sul de Minas Gerais. É só emergir um querer coletivo, com apoio governamental e da sociedade civil e religiosa organizada. No entanto, esta vocação não emergirá enquanto houver uma política de paternalista e de protecionismo, como a que se vê instalada desde os tempos do Brasil Colonia.
projeto partilha disse…
Uma data marco que gerou muitos documentos foi o ano de 1642. Esta data sinaliza uma das maiores mudanças em relação às colônias portuguesas - a CRIAÇÃO DO CONSELHO ULTRAMARINO, Conselhos de Consciência, Fazenda, Guerra e Estado. O Órgão era subordinado à Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos. De caráter centralizador e administrativo é fonte de farta documentação, muitos dos quais, por nós pesquisados.
projeto partilha disse…
Alguém já disse: "A melhor maneira de conservar a felicidade é partilha-la". Assim, uma partilha:

Meditação pela PAZ NA TERRA.

Longe de polêmicas
Longe de ilusões
Longe de crises
Longe de egos ...
Pela PAZ interior
Pela PAZ na terra!
Pela UNIDADE
Pelo AMOR CRÍSTICO!

Em união com o ESPÍRITO SANTO,
pelos séculos dos séculos,
AMÉM.
projeto partilha disse…
Um registro, uma chave.

Consta do relatório de n.3, 01/2006, enviado a nós enviado pelo pesquisador, professor e historiador, José Geraldo Begname, o seguinte dado:

Assunto - Capela
Localidade - Conceição da Barra de Minas
Referência - Livro de Provisão 1764-1765, fls.171. O dados chegaram a Carmo da Cachoeira, Minas Gerais por solicitação do Projeto Partilha. O assunto diz respeito a pesquisas no Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana (AEAM).

Para nós cachoeirenses, o acesso a Conceição da Barra de Minas se faz a partir da Rodovia Fernão Dias em seu sentido Belo Horizonte. Uma das alternativas é a entrada na altura da rodovia no vizinho Município de Nepomuceno. Outra, é através de Lavras, seguindo até Itutinga, Camargos, Nazareno, chegando a CONCEIÇÃO DA BARRA DE MINAS. Nosso referencial de estudo tem sido o século XVIII, época em que aqui viveu MANOEL ANTÔNIO RATES e sua família. RATES/MORAES, nosso foco primordial de busca. Época onde abrangentes e extensas regiões territoriais eram percorridas por homens idealistas, destemidos. Verdadeiros conquistadores de terras, de um ideal. Enfim, guerreiros. O percurso acima descrito a partir da CACHOEIRA DOS RATES, era mínimo pra eles que só falavam em, "léguas de distância" por estas paragens com imensas extensões territoriais em desbravamento. Ao buscar nosso primeiro morador nos perguntamos sobre seu modo de vida, suas relações familiares, seus amigos. Enfim, quem foi seu sogro, seus cunhados, seus tios, seus filhos, netos. Rastreamos na medida que pudemos, auxiliados pelos historiadores, pesquisadores, genealogistas, entre outros leigos de boa vontade. Pessoal que já detinha dados sobre a área e a região. Pelas dificuldades de se chegar aos ancestrais da FAMÍLIA "DE RATES", nos detivemos mais na família de sua mulher, MARIA DA COSTA MORAES (Morais), no entendimento de que ela nos aproximaria da família "DE RATES". Foram muitos os documentos analisados, e, existe até uma genealogia que faz a ligação das duas famílias, no entanto, tivemos dificuldades em trabalhar o detalhamento da informação, tendo em vista inconsistência ou incoerências nas datas em relação aos nomes apresentados. Nesta busca percebemos a presença das famílias: "Pedrosa de Moraes" (lembrando que, aqui, há a FAZENDA DA PONTE FALSA); "PINTO" (aqui a Fazenda das Três Barras de Três Corações e uma família que se ligou aos Musa/Mursa, um tanto discriminada após a Inconfidência Mineira); "ALVES PRETO" e "RESENDE COSTA". Perguntamo-nos: "onde está o berço mais próximo desse pessoal?". Encontramo-los em grandes fazendas, como da Lage, Fazenda do Pinto, Fazenda dos Campos Gerais. Vimos no ano de 1749 um arraial com suas oito primeiras casas, e que se chamava ARRAIAL DA LAGE, antigo nome do município de RESENDE COSTA. Voltamos a nos perguntar: "qual o orago desta capela, cuja descrição nos livros da Arquidiocese de Mariana não dá detalhes?". É Nossa Senhora da Penha da Lage, Minas Gerais. Esta é a paragem onde nasceu Joaquina de Proença e Lara. Freguesia de Santo Antonio da Vila de São José (1792), irmã de Joaquim Pinto de Góis e Lara, tio de Bartolomeu de Souza Soares, casado com Bernarda de Proença e Lara. Joaquim e Joaquina, entre outros, eram filhos de FRANCISCO PINTO RODRIGUES e Ana Maria Bernardes de Góes. Francisco, filho de João Simões Pereira. Pessoal da Aplicação de Santo Antônio de Nossa Senhora da Penha da Lage, antigo nome de RESENDE COSTA, no cruzamento de duas estradas significativas na época. Uma que ligava Goiás, de uma lado e a Corte, no Rio de Janeiro do outro. A trilha passava pela região. Outra, vindo do Sul, dos destemidos paulistas (lembrar que Curitiba pertencia a São Paulo na época). Trilha que cruzava este mesmo caminho, em seu percurso Sul/Norte, a época em que paulistas tinham como, entre outros objetivos, um - busca e apreensão de índios e minerais. Muitos, portanto, cruzavam este imenso território colonial nesta PARAGEM com uma Capela, sob o orago de NOSSA SENHORA DA PENHA. Onde iríamos encontrar outra manifestação de religiosidade neste imenso território Brasil Colonia, com dedicação a esta mesma Virgem?. Em VILA VELHA, no Espírito Santo, terra berço de um buscador incansável e que esteve em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, rastreando documentos, PÉRICLES LIMA RATTES, morador na Barra do Jucu, Espírito Santo, Brasil.
O arraial da Lage, antigo nome de Resende Costa foi berço, também, de Ignácia da Rosa Lara e Silva (ver INV., ANO 1828. Inventariante, seu primo, João Felizberto Rodrigues Lara. Local - Fazenda do Rio do Peixe na Aplicação de Nossa Senhora da Penha de França do Arraial da Lage, termo da Vila de São José). Ignácia era filha do Dr. João Antonio da Silva Leão e de sua mulher Ana de Proença e Lara. Ainda encontramos por aí, ao consultar o histórico da região, a presença de João Francisca Malta, que aparece em um ato religioso com dona Francisca Pedrosa, solteira, filha do Major Antonio Esteves.
Mais gente que, por algum motivo se liga aos nossos, somando dados e ampliando nossas buscas. É o caso de um óbito em 1780, na Fazenda Bom Retiro do Rio do Peixe, Aplicação de Nossa Senhora da Penha de França da Lage. Trata-se de Luiz Cardoso Osório, casado com Francisca Gonçalves Branca, pais de Feliciana Cardosa de Andrade, casada com MANOEL FERREIRA CARNEIRO. Na amplitude do indefinido espaço geográfico deste imenso País, guardado pelos índios, o guia referencial fica com os acidentes geográficos (serras/rios/cachoeiras). São eles os norteadores do percurso. Não importa as distâncias entre eles. Ligando-os, estão as antigas trilhas indígenas, depois transformadas em caminhos e paragens. Hoje, por questão de organização administrativa, seguem limites resultados de acordos e leis. No entanto, deles nos lembramos, pela época histórica de nossas buscas, como sendo o CAMPO ALEGRE DOS CARIJÓS (1787), aldeamento indígena, próximo (?) a Serra do Ouro Branco, ou Nossa Senhora da Conceição de Campo Alegre dos Carijós, ou como definiu D. Maria I, no ato de criação da Real Villa de Quellus/Quelus, tendo Nossa Senhora da Conceiçam como padroeira. Espaços de um mundo sem fim. Um mundo de encontro e desencontros, cujos personagens históricos, denominados GARIMPEIROS DO OURO e ou PREADORES DE ÍNDIOS circulavam e se articulavam a sua forma. Eram entrantes ousados embuidos de ampliar limites e domínios. Pelo que temos observado no decorrer das leituras, existia um enorme idealismo propulsionadores de ações desses avanços contínuos. Em nome de quem? De um ideal? De um grupo? A historiografia nos deve muitas respostas. Uma delas é: ONDE ESTÃO OS DOCUMENTOS que nos revele que são os pais de MANOEL ANTONIO RATES. Onde se casou MANOEL ANTONIO RATES com dona MARIA DA COSTA MORAES? Estavam eles nestas paragens e caminhos que levavam a Itaverava, Guarapiranga, Mariana, Catas Altas? Seria nestes caminhos onde índios e bandeirantes paulistas faziam pacto de amizade e parcerias. A Vila de QUELUZ DE MINAS GERAIS, hoje Conselheiro Lafaite, entrou para a história como sendo o município que viu acontecer a vitória sobre as tropas legalistas na Revolução Liberal de 1842. Foi também o local que teve como seu primeiro sacerdote - o da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, um membro da FAMÍLIA MORAES (Morais), o Pe. SIMÃO CAETANO DE MORAIS BARRETO. Num país, cujos guardiães eram os nativos da terra, ou, como estudaram muitos outros, nos sertões jurisdicionados pelos capitães, os limites territoriais, denominações e distâncias ganham novos conceitos, dos quais necessitamos nos inteirar se quisermos encontrar os dados dos quais necessitamos. Outro desafio que temos a que nos propor - romper FRONTEIRAS em nosso nível mental, em nossas mentes cachoeirenses. Gratidão a todos que a nós se uniram nesta busca.
p/ Irmã Míria T. Kolling disse…
NÃO ESQUEÇAM O AMOR

Eis o amor caridade, dom da eternidade
Que na entrega da vida,
na paz repartida se faz comunhão!
Deus é tudo em meu nada: sede e fome de amar!
Por Jesus e Maria, Mãe Imaculada
todo mundo a salvar!
"Não esqueçam o amor",
Dom maior, muito além dos limites humanos do ser,
Deus em nós, entrega total!
Não se nasce sem dor, por amor assumida:
Nada resta ao final do caminho da vida
a não ser o amor.
projeto partilha disse…
Falando em ARRAIAL DA LAGE, antigo nome de Resende Costa e, mais ainda antigo nome da Fazenda Lage, uma das muitas fazendas latifundiárias, lembramo-nos de Luiz Ribeiro da Silva e dona Esméria Maria de Almeida, avós maternos de José Gabriel de Rezende, casado com dona Maria Margarida Alacook, falecido na Vila de Resende Costa, genro de dona Adolfina Maria de Resende e de Pedro Pinto de Assis Resende. Cunhado de Gabriel, o Francisco, filho de Antonio Gabriel Monteiro de Resende e de Mafalda Cândida de Resende. Francisco casou-se com Maria Cristina de Resende, neta de Luiz Ribeiro da Silva e dona Esméria Maria de Almeida. Maria Cristina de Resende.

Confira: Projeto Compartilhar. Adolfina Maria de Resende e Pedro Pinto de Assis Resende. Local - Cidade de Tiradentes. Ano - 1916.
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DISCURSO PROFERIDO PELO PÁROCO ANDRÉ LUÍS DA CRUZ, em São Bento Abade, ao passar a Paróquia ao novo Pároco, Pe. Rogério Ferreira da Silva, no ano de 2009.

Meus queridos irmãos e irmãs!

O primeiro pensamento em São Bento foi de susto e inquietação. Tenho a firme convicção de que assumiria este encargo não em função de virtudes, qualidades e méritos pessoais que possam ter motivado a minha escolha ou indicação. Não, pois conheço bem minhas fraquezas e limitações!...
Se ousei assumir esta missão, o fiz na consciência clara de estar preenchendo uma lacuna deixada pela "ausência", por falecimento de Pe. Bernardo Scharfenstein.
Procurei ver na circunstância do momento, na necessidade da Paróquia e do povo, o apelo de Deus, me pedindo abnegação pessoal, na disposição de servir. E foi nesta atitude de fé e de serviço que me coloquei à disposição do Povo desta paróquia de São Bento Abade, confiando muito mais na graça de Deus, do que contando com minhas qualidades pessoais.

O segundo pensamento é de gratidão e alegria. Gratidão pelo carinho fraterno com que fui acolhido e que me encorajaram no "SIM" para esta missão e diariamente me sustentaram com sua força e experiência. Gratidão pela acolhida alegre, simples e confortadora das famílias que me receberam e me encorajaram desde nosso primeiro encontro pessoal. Não foi fácil. Gratidão pelo carinho, alegria e esperança expressas no brilho do rosto das pessoas das quatro comunidades rurais. Gratidão toda especial aos funcionários da paróquia e às lideranças das comunidades que, com paciência e carinho, desdobraram-se nestes quase dois anos, auxiliando-me nos caminhos da vida paroquial..
Se as exigências e os desafios da missão de administrador me angustiaram, o carinho e o apoio da acolhida por parte de todos me confortaram, me encorajaram e me encheram de alegria e esperança, na certeza de que muito da força do pastor brota também do apoio e do carinho das ovelhas.

O terceiro pensamento é de disposição para o trabalho, numa serena alegria e esperança.
Minha confiança, alegria e esperança se basearam na consciência de que não assumi esta paróquia sozinho. Paróquia não é só o padre. Junto comigo assumiu esta paróquia, na qualidade de vigário paroquial, meu irmão no presbitério diácono, agora Pe. Bruno Leonardo. Se a responsabilidade primeira é da pessoa do padre administrador, o trabalho efetivo de pastoreio, a animação de todas as comunidades da paróquia foi uma ação conjunta de todos, como convém a uma equipe e como é característica de nossa forma de vida diocesana, de trabalhar e de ser. Minha confiança e alegria repousa e muito na constatação da riqueza humana e evangélica existente na vida das comunidades da paróquia com as quais já tive a grata satisfação de contactar, conviver um pouco e celebrar.
Olhando para a frente empenho aqui minha disposição para trabalhar e servir. E neste sentido faço a todas as pessoas desta paróquia, a todos os grupos pastorais, movimentos, lideranças e conselhos das comunidades da paróquia um apelo e uma convocação: unir forças, corações em torno de um projeto comunitário de fé, testemunho evangélico de serviço e partilha, em comunhão com as diretrizes de nossa Diocese, priorizando a promoção a promoção e defesa da vida na necessidade dos mais sofredores, que é o desafio ideal maior do projeto do Reino.
Finalizo agradecendo a presença e o acolhimento de nosso Bispo e as comunidades aqui presentes. Gratidão por esta presença de fé e de acolhida e ao mesmo tempo de comunhão. Na gratidão deste acolhimento, peço a bênção de nosso pastor Dom Diamantino, as orações de todo povo e a bênção de Deus por intercessão de nossa mãe Maria Santíssima, São Bento Abade, para que Pe. Rogério possa ter muita sabedoria, discernimento e paciência no desempenho de sua missão. Seja bem vindo!
Muito obrigado.
Pe. André Luiz da Cruz.
projeto partilha disse…
Ao tratar do topônimo VARGINHA e o gentílico Varginhense, o historiador José Roberto Sales, abre espaço para UM ESCLARECIMENTO sobre a chamada "estalagem da Varginha". Citação nas pág.44/45/46 de sua obra: "Breve História de Varginha - Minas Gerais (1763 -1922)." Editor: José Roberto Sales. Varginha - Minas Gerais. 2007. Primeira edição. Endereço eletrônico do autor:
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1.6.1 Tiradentes e a estalagem da Varginha

Um fato que costuma causar equívoco entre os varginhenses é a relação do inconfidente Joaquim José da Silva Xavier, por alcunha o Tiradentes, com a estalagem da Varginha. Em sua Sentença de condenação, ele é referido como cabeça e chefe da conjuração republicana de 1792, conhecida como Inconfidência Mineira, cujo objetivo era desmembrar e separar do Estado a Capitania de Minas Gerais para formar uma república independente.
A sentença cita a estalagem da Varginha por duas vezes: primeiro, como local de encontro dos inconfidentes e, segundo, no termo final da condenação que determina que o corpo de Tiradentes seja "dividido em quatro quartos, e pregados em postes pelo caminho de Minas no sítio da Varginha e das Cebolas aonde o Réu teve suas infames práticas ..." (Sentença de Tiradentes, Rio de Janeiro, 18 abr. 1792, apud TRISTÃO, 1999).
O nome da estalagem - Varginha - faz referência a um topônimo muito utilizado nos séculos XVIII e XIX. Além de arraiais, diversas fazendas, sítios e chácaras tinham essa denominação como, por exemplo, a fazenda da Vargem, do inconfidente Cláudio Manuel da Costa (1729-1789), localizada no caminho entre Vila Rica e Mariana.
No entanto, a estalagem não estava localizada na região que constitui atualmente o município e a cidade de Varginha. Sua localização é no município de Conselheiro Lafaiete, na época denominada Vila Real de Queluz. O caminho de Minas ao qual a sentença se refere era a Estrada Real, Caminho Novo, que ligava Diamantina à Vila Rica e à Cidade do Rio de Janeiro, o caminho mais movimentado da Colônia.
Em 1792, Varginha era um pequeno arraial formado por não mais que algumas dezenas de famílias e seus escravos. O arraial era conhecido por Catanduvas ou Catandubas, De acordo com Lefort (1950), como vimos, o topônimo Varginha passa a ser utilizado em documentos oficiais somente a partir de 1816. Portanto, o arraial das Catanduvas não fazia parte dos arraiais e vilas que integravam a Estrada Real, e os caminhos e trilhas que lhe davam acesso eram pouco movimentadas em comparação com o Caminho Novo. O corpo de Tiradentes foi esquartejado e suas partes expostas em locais públicos de grande movimento, a fim de que a notícia corresse, causasse temor na população e tivesse o efeito de inibir outros movimentos populares de revolta e tentativas de libertação da Coroa Portuguesa.

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