Pular para o conteúdo principal

A enérgica diretora Ruth Correia Vilela.

Ruth Correia Vilela era de baixa estatura, magra, cabelos negros, enérgica e inteligente. Filha de Francisco Correia de Carvalho e de Ana Eufrosina de Figueiredo, casou-se com o professor Wanderlei Vilela. Realizou seus primeiros estudos com a professora Mariana Beggiato, em Três Pontas. Cursou o Normal na cidade de Itajubá, Minas Gerais e, depois da formatura, voltou à cidade natal, onde, em 1927, passou a dirigir a Escola Normal Coração de Jesus, que antes estava sob a direção do Artur Fonseca. Por volta de 1949, aposentou-se e a paróquia encampou a Escola Normal Coração de Jesus, entregando a direção às Irmãs Beneditinas da Divina Providência. Nessa época, seu marido já havia falecido e dona Ruth, como era conhecida, mudou-se para Belo Horizonte, onde permaneceu até seu falecimento, ocorrido no dia 22 de dezembro de 1966. Seu corpo foi trasladado para sua terra natal e velado, no recinto da Câmara Municipal, como última homenagem pelos relevantes serviços por ela prestados à comunidade. Foi sepultada no cemitério local.

11-JUL-1907 - 22-DEZ-1966

Artigo de Paulo Costa Campos

Próxima matéria: O professor Dosico, prefeito de Três Pontas.
Matéria Anterior: Definição de Almotaçaria no Brasil Colônia.

Comentários

paulo costa campos disse…
FRANCISCO TOMAZ DE AQUINO

Alto, olhos azuis e cabelos alourados. Natural de Três Pontas, filho de Manoel Maximiniano Abreu e Maria Cândida Aquino. Era conhecido pela alcunha de Chico Mangarito. Ficou órfão ainda na primeira infância, tendo sido criado por sua tia Ana Inácia Ferreira de Brito, mais conhecida por Nanácia. Casou-se com Julieta Tiso Aquino. Foi proprietário do Cine Theatro Ideal, tendo anexo um bar. O prédio ficava situado à Praça Cônego Victor, ao lado da residência de sua mãe adotiva. A casa de sua mãe possuía um grande terreno, onde foi construído um rinque de patinação, com pista cimentada, destinada aos patinadores, sobre patins de rodas. Foi uma época de muita diversão e fraturas ósseas, pois os jovens não tinham prática do esporte. No prédio de seu cinema, durante os festejos carnavalescos, eram organizados bailes e matinês inesquecíveis, para a geração dos 30 e 40. Por ocasião dos leilões, organizados pela paróquia, nas novenas de São Sebastião e no mês de Maria, era ele um dos leiloeiros, e, com o seu tom de bom humor, animava bastante esses eventos. Vendeu o cinema para a Cia. Melhoramentos de Três Pontas, reservando algumas ações para si. Transferiu sua residência para São Paulo, no ano de 1945, a fim de cuidar da saúde de seu filho Manuel. Abriu um pequeno empório em São Paulo, mas por pouco tempo. Retornou para sua cidade natal, onde faleceu e foi sepultado. (07-SET-1896 / 29-OUT-1976).
Anônimo disse…
sugiro incluir o Deputado, presidente da sociedade rural brasileira, e fundador de Brasilia (novacap) Iris Meimberg, na lista dos trespontanos ilustres
TS Bovaris disse…
Segundo o professor Paulo Costa Campos o Dr. Iris Meinberg realmente foi um ilustre trespontano, radicado no Estado de São Paulo. Informa ele também que lamentavelmente não conseguiu entrar em contato com seus familiares, a fim de colher seus dados biográficos.
Lembrando que os artigos publicados neste blog foram extraídos do pequeno "Dicionário Histórico e Geográfico de Três Pontas", editado em 2004, o estudioso coloca-se a disposição para poder incluir o nome deste ilustre trespontano em um novo trabalho ou na reedição de dicionário, para tal faz se necessário que lhe sejam enviados os dados biográficos do mesmo para sua avaliação e base para pesquisa. Prof. Paulo acrescenta ainda que sua avó materna era descendente de alemães (Becker) e muito ligada aos Meinberg.

Postagens mais visitadas deste blog

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiros ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” Todos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cumprir …

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.


Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977.
Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Aparições de Nossa Senhora em Carmo da Cachoeira.

A PADROEIRA
Senhora do Carmo
Informativo da Paróquia Nossa Senhora do CarmoEdição ExtraordináriaFEVEREIRO de2012
Carmo da Cachoeira/MG - Diocese da Campanha

NOTA DE ESCLARECIMENTO AOS PAROQUIANOS Pe. André da Cruz


Ultimamente, o fenômeno de supostas “aparições” de Nossa Senhora têm se multiplicado no, Brasil e em outros países, deixando muita gente confusa, tanto na vivência da Fé cristã, como no discernimento da veracidade dos fatos.
Como pastor dos católicos cachoeirenses ou demais participantes da Paróquia Nossa Senhora do Carmo não posso me furtar a trazer algumas reflexões e esclarecimentos de forma refletida, prudente e baseada nos subsídios doutrinais da Igreja Católica e à luz do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Dessa forma, transmito aos prezados paroquianos algumas orientações feitas pela Conferência Nacional dos Bispos no Brasil, que em seu documento “Aparições e Revelações Particulares”, afirma:
Nos últimos anos, o número de “aparições” e “revelações” particulares, princi…

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.Foto: Paulo Naves dos ReisPróxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas.
Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Palanques e trincheiras na defesa dos quilombos.

Observando os mapas do Quilombo de São Gonçalo, o da Samambaia e o do Ambrózio, todos com uma duração temporal grande permitindo, em última instância, uma certa estabilidade populacional e social capaz de gerar uma sociedade mais complexa, propiciadora de elementos materiais mais duráveis, percebe-se que eles possuíam muitas semelhanças e dentre elas, a delimitação de seus territórios por fossos, estrepes e trincheiras. Neste território se dava a vida social do grupo, ou seja, as relações econômicas, sociais e provavelmente políticas. As casas dos quilombos estavam divididas entre moradias e casas para atividades específicas, como por exemplo, ferraria, casa do curtume e a casa dos pilões. No Quilombo do Campo Grande, em 1746, foi localizado mais de 600 negros vivendo com “... fortaleza, cautelas e petrechos tais que se entende pretendem se defender-se...”1Uma outra referência sobre o mesmo quilombo, afirma que os quilombolas se defenderam por mais de 24 horas, protegidos por um palan…

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

Pedro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas, especialmente de Três Pontas. Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui, descendentes de Joaquina do Pompéu.Pedro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas¹. Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça.Filhos do casal:- Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza;
- Cônego Francisco da Silva Campos, ordenado em São Paulo , a 18.12.1778, foi um catequizador dos índios da Zona da Mata;
- Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09.1759;
- João Romeiro Furtado de Mendonça;
- Joaquim da Silva Campos, Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos AnjosFilhos, segundo informações de familiares:-Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos, primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira, este nascido em Lagoa Dourada³;
- Joaquim da …

Deus Pai, o Divino Espírito e a Sagrada Família.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.Foto: Evando Pazini - Arte: TS BovarisPróxima imagem: Manoel Antônio Teixeira da Fazenda Campestre.
Imagem anterior: Antigo telefone da fazenda da Serra.

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.
Esta foto foi nos enviada por Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio).
Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

Barleus e a imagem do Quilombo dos Palmares.

..., só se conhece uma imagem feita sobre Palmares durante sua existência. Trata-se da feita por Barleus1 em 1647 e reproduzida em Reis2. Infelizmente, esta imagem não possui riquezas de detalhes ou de informações. Aparentemente, trata-se de um posto de observação à beira de um rio que serve de local de pescaria coletiva.
Trecho de um trabalho de Marcia Amantino.

Próximo Texto: O negro aquilombado e a população colonial.
Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
Figura: Imagem de Palmares - Barleus
1 Barleus, Gaspar. História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974.
2 REIS, João José e GOMES, Flavio dos S. Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1996. p. 33

A importância e o trabalho dos ferreiros.

Pode-se perceber nos mapasfeitos sobre os quilombos que o espaço interno da estrutura era usado de maneira a indicar uma provável especialização das diferentes construções. Esta espacialidade poderia indicar uma certa hierarquia social dentro da comunidade. O fato de que a casa de ferreiro (São Gonçalo), a Casa do Conselho e do Tear (Perdição), a Casa de audiência (Samambaia) e a Casa do Rei (Braço da Perdição), estarem sempre em local destacado é sugestivo. O que isto pode indicar? É possível a partir destes dados, pressupor que houvesse no interior das comunidades quilombolas uma hierarquização política e social, já que elementos que desempenhavam um papel de destaque para a manutenção dos grupos claramente tinham seu espaço físico igualmente destacado.
O caso das Casas de ferreiro que aparecem no quilombo da Samambaia e no de São Gonçalo é curioso porque pode nos remete à uma prática antiga na África, ou seja, o uso do metal. É provável que os quilombolas utilizaram-se desse conhec…