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GAPA, sangue, suor e lágrimas.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.

Durante os primeiros anos de vida do GAPA, Grupo de Apoio e Proteção aos Animais de Carmo da Cachoeira, muitas lágrimas foram derramadas pelos voluntários que por lá passaram. O sofrimento de tantos seres parecia não ter fim. O "trabalho emergencial" feito pelos voluntários do GAPA salvaram muitas vidas inocentes, mas às custas de muito sacrificio pessoal.

Próxima imagem: Carrancas, laços e entrelaços familiares.
Imagem anterior: Meninas de véu em uma procissão d'antanho.

Comentários

projeto partilha disse…
Dr. Gustavo Fonseca Pereira, de Três Corações, médico veterinário voluntário nas prestações de serviço emergenciais. Elisa Guandalini e dona Maria do Carmo (madrinha das Pastorinhas), durante o processo de intervenção a um gato que havia sido atropelado. Em Carmo da Cachoeira não há clínica veterinária. Muitas vidas acabam se perdendo por falta de recurso médico.
projeto partilha disse…
Pesquisa encomendada pelo Projeto Partilha. Pesquisador José Geraldo Begname - serviços arquivísticos, paleográficos e pesquisas históricas. Mariana, Minas Gerais.
jbegname@yahoo.com.br

Relatório n.1 - 09/2005.
Assunto: Atividades de pesquisa desenvolvidas no Arquivo Eclesiástico de Mariana (AEAM).
Objetivo: identificar provisão de capela dentro do cemitério em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais.

Como não foi encontrado o dado específico do objetivo, a idéia foi anotar as provisões afins. Uma delas é a seguinte:

Assunto: Pia e Oratório.
Localidade: Fazenda das Abelhas, Lavras do Funil, Joaquim Bernardes Ribeiro de Rezende.
Referência: Livro de Provisão 1847 - 1850, fl.59v.
projeto partilha disse…
Com relação ao espaço geográfico referente a provisão dada para funcionamento de pia batismal e Oratório na Fazenda das Abelhas, as anotações que constam de nossos arquivos são as seguintes:
* Inventário de João de Rezende Costa. Sua filha, dona Josefa Maria de Rezende, casou-se com o Lisboense, Severino Ribeiro. Entre os vários filhos de de Josefa e Severino, o Marques de Valença, Estevão Ribeiro de Rezende e Joaquim Fernando Ribeiro de Rezende (Joaquim Fernandes), casado na Família MORAES/Branquinho - com a neta de dona ÂNGELA RIBEIRO DE MORAES (Ribeira/Morais);

* José Guimarães, As três Ilhoas, p.114, 3-10 "JOAQUIM FERNANDO RIBEIRO DE REZENDE (também citado como Joaquim Fernandes), Capitão, n.27-12-1778, bat.26-2-1779 na Ermida do Cel. Severino, inventariado em 1842 em Lavras. Casou em 27-4-1801 na Capela do São Francisco do Onça,a filial de São João del-Rei (reg. em Prados, pesquisa de Marta Amato) com Jacinta Ponciana Branquinho, filha do capitão José Gomes Branquinho e de Maria Antônia dos Reis (citados por Arthur Rezende, como José Joaquim Gomes Branquinho e Maria Vitória dos Reis, proprietários da Fazenda Boa Vista, entre Carmo da Cachoeira e Três Corações), n.p. do capt. José Gomes Branquinho e de ÂNGELA RIBEIRO DE MORAIS (estes casados em 2-2-1733 em São Miguel do Cajuru, hoje, Arcângelo, filial de São João del-Rei).
Nas imediações da Boa Vista, ele fundou a Fazenda das Abelhas, onde viveu.

Observação. Como a PROVISÃO EM REFERÊNCIA É DO PÓS MORTE de Joaquim Fernandes, vejamos seus filhos. P.114, José Guimarães:
- José Celestino de Rezende, Fazenda das Abelhas, casado com dona Carlota Joaquina Vilela. Enviuvando-se, casou-se com dona Maria Ângela Lopes. Entre os filhos de José Celestino de Rezende e dona Carlota está FRANCISCO DE PAULA REZENDE, avô do PROFESSOR WANDERLEY FERREIRA DE RESENDE, autor de Carmo da Cachoeira - Origem e Desenvolvimento.
projeto partilha disse…
José Joaquim de Santana foi casado com Maria Emerenciana de Jesus, filha de Francisco Ribeiro Nunes e de dona Joanna Maria da Conceição (da Conceiçam). Maria Emerenciana tinha um irmão de Manoel, entre outros. Manoel Ribeiro Nunes mantinha o título de capitão, e foi casado com dona Carlota Theotônia da Silva, que segundo sua declaração, o marido havia falecido em 1862 e sem testamento.

O relatório de n.1 - 09/2005, enviado ao Projeto Partilha por José Geraldo Begname, atendendo encomenda de pesquisa no Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana (AEAM), com o objetivo de identificar provisão para ereção de capela dentro do cemitério em Carmo da Cachoeira, traz citação de uma provisão em nome de Manoel Ribeiro Nunes. Esclarecemos que, por não encontrar os dados específicos contidos no objetivo, através de entendimentos entre pesquisador e o Projeto Partilha, buscou-se coletar dados da região. Assim, e por este motivo a citação que se segue abaixo:

Assunto - Pia (batismal).
Localidade - Fazenda Quilombo, Freguesia Santa Rita, Manoel Ribeiro Nunes.
Referência - Livro de Provisão 1847-1850, fl.88.
projeto partilha disse…
Uma descendente de Severino Ribeiro e de dona Josefa Maria de Rezende, dona Maria Clara de Rezende é mãe de Quirino dos Reis Silva Rezende, falecido na Freguesia de Madre de Deus. Em 1836Quirino era morador do Cajuru, quando de seu casamento com dona Maria do Carmo de Andrade. O casal residiu em São Francisco da Onça. Maria do Carmo era filha única de José Joaquim de Andrade e de Luciana Matildes Villela. José Guimarães, p.119 de sua obra, As Três Ilhoas, fala sobre dona Maria Clara de Rezende, dizendo: "nasc. em 8 e bat. em 29-5-1780 em Prados, morava em Cajuru, redigiu testamento em 17-5-1859 na fazenda do Pouso Real (em Cajuru), (conf. pesq. Marta Amato)...". P.124: 4-7 Quirino dos Reis Silva Rezende, n. São João del-Rei, fal. 3-5-1876 na Fazenda da Cachoeira, em Madre de Deus do Turvo, onde residia, com testamento datado de 2-1-1876 na Fazenda Cachoeira. Habilitou-se em 1836 em Aiuruoca e casou com Maria do Carmo Vilela de Andrade, filha única de José Joaquim de Andrade e Luciana Amatildes Vilela, neto materno do alferes Domingos Vilela e Luíza Pulquéria dos Reis (segundo volume, primeira parte, 303, 5-1).

Quirino dos Reis Silva Rezende recebeu Provisão para Oratório no ano de 1841, na Fazenda Cachoeira, Freguesia de Carrancas. Livro de Provisão 1841-1843, fl.7, segundo levantamento feito pelo professor, pesquisador, historiador José Geraldo Begname. Severino Domiciano dos Reis, irmão de dona Josefa, recebeu uma primeira Provisão para Oratório, "Carrancas". Livro de Provisão 1841-1843, fl.37v. Recebe uma segunda Provisão para pia (batismal), "Carrancas", Livro de Provisão 1841-1843, fl.38, segundo a mesma fonte.
projeto partilha disse…
Dona Maria Benedita e Antonia Francisca de Paula eram irmãs. Maria Benedita enviuvou-se no ano de 1820, na Paragem da Fazenda Fortaleza, em Lavras. Interessante o dado que aparece no inventário do marido de Maria Benedita e do cunhado de dona Francisca de Paula. Entre os bens estão arrolados 6 livros de vários autores, além de 36 escravos e outros. A Fazenda da Paragem da Fortaleza, Freguesia de Lavras, com extensão de 3 léguas tem os seguintes confrontantes:
- José Ferreira Martins

- capitão Francisco José de Andrade

- herdeiros de João Lima Fagundes

- herdeiros de Francisco de Ávila Fagundes

e com terras no Capivari.

Segundo o Relatório de n.1 -09/2005, José Geraldo Begname, pesquisas desenvolvidas no Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana (AEAM), o Livro de Provisão 1829-1831, fl.15, registra PROVISÃO para Oratório na Freguesia de Lavras do Funil para Benedita e Antonia Francisca de Paula.
projeto partilha disse…
Dona Maria Benedita e sua irmã Antonia Francisca de Paula (no inventário de seu cunhado, Alferes Manoel Freire, também citado como Manoel José Freire), ou, Antonia Ferreira de Paula (conforme a Provisão para CEMITÉRIO NA FAZENDA FORTALEZA, de Lavras do Funil), foram filhas de Maria Alves Porciúncula.

O Livro de Provisão 1833-1834, fl.60 do Arquivo Eclesiástico de Mariana, segundo o professor, historiador e pesquisador José Geraldo Begname traz o registro de um Cemitério Provisionado em nome de ANTONIA FERREIRA DE PAULA, na Fazenda Fortaleza, Lavras do Funil. Na mesma folha, de n.60 Provisão para uma Ermida. Fazenda Fortaleza, Lavras do Funil. Antonia Ferreira de Paula.

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Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
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