A falsa moral da Inquisição Portuguesa.

O Padre António Vieira encontrou na beleza mutante e, aparentemente inofensiva, dos polvos uma das alegorias para criticar o comportamento dissimulado e enganoso dos colonos do Maranhão, afirmando que “Se está nos limos, faz-se verde; se está na areia, faz-se branco; se está no lodo, faz-se pardo; e se está em alguma pedra, como mais ordinariamente costuma estar, faz-se da cor da mesma pedra. E daqui que sucede? Sucede que o outro peixe, inocente da traição, vai passando desacautelado e o salteador, que está de emboscada dentro do seu próprio engano, lança-lhe os braços de repente, e fá-lo prisioneiro” (1). Com estratégias como esta, também outras criaturas do mar são enganadas e feitas prisioneiras dos polvos. José Eduardo Franco e Paulo de Assunção, estudiosos das questões jesuíticas, inspirados pelo “Sermão de Santo António aos Peixes”, que António Vieira proferiu no século XVII, e nas habilidades e virtudes dos polvos, encontram formas ilustrativas das suas referências aos modos de proceder da Inquisição Portuguesa...

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