Detalhe de uma antiga chave.

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Foto de Evando Pazini, feitas com lentes especiais, desta a parte posterior da chave, onde o emblema da família está grafado, é um detalhe de uma antiga chave que pelo manuseio de décadas, fez comq que o emblema se desgasta-se. A cor vermelha central praticamente sumida. Parece-nos que haverá possibilidade de reconstrução e reconhecimento.

Próxima imagem: A Paragem das Boiadas em Carmo da Cachoeira
Imagem anterior: A antiga chave.

Comentários

projeto partilha disse…
Inicialmente convicto, um membro da família cachoeirense e guardião desta chave diz: "é tradição de que ela segue os descendentes da família Terra Brasil". Marcada a reportagem, um membro do Projeto Partilha e Evando Pazini visitaram a casa onde fica guardada a chave mostrada nas páginas de ontem, cujo brasão está em foco hoje e acima. Nesta ato, outra pessoa da família não se mostra tão convicta sobre a origem da chave. Diz ela: "pode ter vindo de ITUIUTABA". Uma de nossas tias, ex-guardiã da chave morou numa mansão naqueles Tijucais. Pode ter sido daquela propriedade não propriamente da nossa família, da qual perdemos todo referencial. Caso alguém consiga aproximar-se das informações gostaríamos de saber, e ficaríamos gratos por isso."
Abaixo, os internautas poderão analisar o inventário da Ponte Falsa. No inventário de Antonio Dias de Gouveia (Gouvêa) aparece o menino Antonio, que foi o Pe. Antonio Dias de Gouveia que, com seus sobrinhos, em 1830 foi para os lados de Goiás. Em 1832 surge a capela de SÃO JOSÉ DO TIJUCO.
Joaquim Antonio de Morais (I) foi casado com Vitória Maria da Conceição (Sertão da Farinha Podre - Uberaba), pais de Joaquim Antonio de Morais (II) casado com Balduina Cândida da Silveira. Lê-se na história de Ituiutaba "Pe. Antonio Dias de Gouveia com seus sobrinhos ...".
José da Silva Ramos, outro personagem citado nos primórdios destas terras de Sertão em que se dirigiu o Pe Antonio Dias de Gouveia (Gouvêa), procedeu do Sul de Minas. Filho de Miguel José da Silva, alferes. Ver Inventário, ano 1829, no PROJETO COMPARTILHAR. Um trecho significativo deste estudo está às fl.18, é o seguinte:
Diz a viúva de Miguel José da Silva, dona Maria Joaquina da Silva que "logo que o mesmo faleceu, vendo-se a suplicante sobrecarregada com uma numerosa família, cercada de dívidas e outros vexames, resolveu a vender uma porção de terras incultas, sitas na Mata do Rio de Janeiro, na Paragem denominada Espírito Santo". Obs. Existe a citação de um certo José da Silva Ramos em citação nos livros da Câmara de Pindamonhangaba.
projeto partilha disse…
Cônego Monte-Raso. Da obra "Templos e Crentes - Baependi". José Alberto Pelúcio. 1942.p.171.

Era o cônego Custódio de Oliveira Monte-Raso, filho de Itabira do Campo. Não sabemos, com precisão, o dia do nascimento desse distinto mineiro. Segundo registro de seu óbito, feito por Mons. Marcos Nogueira, em 27 de maio de 1910, tinha de idade, naquela ocasião, 87 anos e 10 meses. Assim, nascera em agosto de 1823.
Era filho legítimo de Antônio Joaquim de Oliveira e de d. Maria
Eugênia de Oliveira. Fez seus estudos em Congonhas e no Caraça. Em Congonhas, aguardando idade para receber ordens, lecionara filosofia, logrando a ventura de ter como discípulo o jovem que, mais tarde, veio a ser bispo do Rio-de-Janeiro - d. Pedro Maria Lacerda.
Recebeu ordens, em 1846.
Cantou sua primeira missa na matriz de Itabira, em 8 de dezembro do mesmo ano que se ordenou.
Por esse tempo, já residindo em Baependi Olímpio Carneiro Viriato Catão, também de Itabira do Campo, empreendeu uma viagem, durante a qual ficou sabendo ter o exmo. d. Viçoso resolvido mandar para Baependi, como vigário, um colega do recem-ordenado padre Custódio, indo este para o outro lugar. Catão resolveu intervir no sentido da vinda do mesmo para Baependi, o que conseguiu do exmo. sr. d. Viçoso. E assim foi que, segundo informaram, veio para esta cidade o padre Monte-Raso, com pároco, em 1847.
Tomando posse, em março do mesmo ano, foi quem batizou o menino Marcos, aquele mesmo que, mais tarde, já sendo mons. Marcos Nogueira, o acompanhara no enterramento e lhe registrara o óbito.
O cônego Monte-Raso, depois de uma visita a parentes seus, em Santa Catarina e Virgínia, para Baependi, onde ficou residindo, na mesma chácara em que também morou sua sobrinha, d. Joaquina, casada com Manuel Constantino Pereira Guimarães.
Perto do edifício da chácara, quase à entrada de dois extensos e frondosos renques de bambús, tinha sua modesta casinha. Alí, naquele retiro, tão propício a meditações, possivelmente muito pensara na sorte dos desemparados, e alimentara o sonho, que trazia na mente, de concorrer para lhes mitigar os sofrimentos.
Dirigiu a construção da Santa Casa e foi seu provedor. Luiz Fernandes da Costa foi secretário; José Francisco Xavier, tesoureiro; Joaquim Pereira Alves Madeira, procurador; Foram os seguintes fiéis que pediram ao bispo, a aprovação da parte religiosa do Compromisso: José Pedro Américo de Matos, pe. José Silvério Nogueira da Luz, vigário Marcos Pereira Gomes Nogueira e dr. Cornélio Pereira de Magalhães.
projeto partilha disse…
Wanderley Ferreira de Rezende, na Obra "Carmo da Cachoeira - Origem e Desenvolvimento. Segunda Edição aumentada. Ano - 1982. Imprensa Oficial. Belo Horizonte, p.15, relacionando as mais importantes fazendas que compunham o Distrito da Boa Vista, segundo relação datada de 1842 e assinada pelo Juiz de Paz Rafael dos Reis e Silva, cita:

8- Campo Belo - Gabriel José Junqueira, José Mizael de Andrade, Francisco Daniel da Costa e Manoel da Silva Brandão.

Manoel da Silva Brandão foi casado com Thomazia Joaquina da Silva, que aparece com 12 anos no inventário de sua mãe, dona Ignácia Rosa Angélica da Silva, casada com Carlos José da Silva. às fls. 53 do referido inventário, o seguinte: "Manoel da Silva Brandão, requer a parte que lhe cabe como herdeiro".

Cf.: PROJETO COMPARTILHAR.
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Miguel José da Silva, irmão de Thomazia Joaquina da Silva, casada com Manoel da Silva Brandão, filhos de Ignácia Rosa Angélica da Silva e Carlos José da Silva, era senhor de escravos.
Em José Alberto Pelúcio, na obra "Templos e Crentes - Baependi".1942.obra impressa e composta na Gráfica Paulistana de João Bentivegna. São Paulo, p.119/120, ao referir-se a IRMANDADES, descreve o seguinte termo de compromisso:

"Aos desoito dias do mes de Dezembro do anno de mil oitocentos e vinte nesta Villa de Santa Maria de Baependy Minas e Comarca do Rio das Mortes em casas de aposentadoria do Desembargador João Evangelista de Faria Lobato Ouvidor geral e Provedor desta comarca com alçada no Cível e Crime onde se acha de Correição sendo presentes o Rey, Rainha Juizes Escrivão Tresoureiro e Procurador da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário desta Villa perante o referido Desembargador para effeito de aSignarem o presente compromiço na conformidade da Provisão do Tribunal da Mesa da Consciencia de dezoito de Mayo do corrente anno visto serem os actuaes Mezarios da dita Irmandade o que mostrarão pella Eleição aSignada pelo Reverendo coadjutor Pudenciano Antonio Nogueira que tambem presente se achava para verificar serem elles os mesmos e os proprios que devem aSignar, e outrosim presentes os Irmaons de Mesa Jacinto escravo do Reverendo Vigario da Vara, João escravo do Reverendo Ponciano Antonio, Geraldo escravo do Reverendo Antonio Gomes Nogueira, Mariano escravo do Reverendo Manoel Pereira de Souza, Antonio escravo do Capitão MIGUEL JOSÉ DA SILVA, Ignacio escravo do alferes Joaquim Nogueira, Luis escravo do Capitão Amaro Gomes Nogueira, Manoel escravo do Capitam Theodoro Gomes Nogueira, Manoel escravo do Tenente Coronel Joaquim Silverio de Castro, Francisco escravo do Capitão Amaro Gomes Nogueira, Lourenço escravo do Capitam André Rodrigues de Faria, e as Irmans de Mesa Emerenciana escrava do Reverendo Vigario, Sabina escrava do Tenente Andrade Bernardes de Gusmão por os mais se achavão auzentes foi pellas pessoas referidas da dita Irmandade aSignado o presente compromiço aSaber pelo Juis Antonio escravo do Reverendo Vigario, e pellos Escrivão, Procurador, Thesoureiro com o seu proprio punho por saberem ler e pellas mais com huma cruz, e pellas mulheres aSignou o proprio Ministro em lugar da Rainha e Irmaons sobreditos que aparescerão, de que tudo para constar mandou odito Ministro fazer este termo em que tambem aSigna o dito Reverendo coadjutor que dice serem os proprios e eu Antonio Balbino Negreiros de Carvalho Escrivão da Ouvedoria que tambem sirvo de Escrivão da Provedoria no empedimento do actual que o escrevi.
João Evangelista de Faria Lobato.
O Coaddejutor Pudenciano Antonio Nogueira
O Escrivam Henrique de Souza Reis - Joaquim Mendes dos Santos.
O Tesorero Thome Venancio Ramos
O Procurador Joaquim Severino de Paiva e Silva.
Os irmãos prestaram compromisso em 30 de setembro de 1821. Recebeu o termo, alem das assinaturas do escrivão Joaquim Mendes dos Santos, do Tesoureiro Tomé Venâncio Ramos, do Procurador Francisco Inácio de Melo, da rubrica do presente, os sinais deste membros da mesa:
Signal de Francisco = Tavares
Signal de Catharina = Maria
Signal de Antonio = Felisberto
Signal de Maria = Antonia
Signal de João = Braga
Signal de Mathias = Vir.a
Signal de Antonio = Roiz
Signal de Francisco = Antonio
Signal de Francisco = Ramos
Signal de Mel. = Gomes
Signal de Pedro = Domiciano.
projeto partilha disse…
Padre Domingos Rodrigues Affonso (Afonso) é citado na obra de José Alberto Pelúcio, p.13, Título - Trabalhos.

Na Igreja matriz de Baependi, os trabalhos mais antigos de que temos notícias, foram os executados no paroquiato (1795) do vigário Domingos Rodrigues Affonso (Afonso). Refere-se o Tombo: "Neste paraochiato muitos melhoramentos se fizeram em nossa matriz: o altar-mór, um dos mais belos ornamentos deste templo parochial, é da mesma época."

Foi no paroquiato do vigário Domingos Rodrigues Affonso (Afonso) que o capitão-mor Manuel Pereira Pinto presentou a Igreja uma imagem grande de Nosso Senhor do Bonfim, cuja madeira CEDRO foi trazida do "Velho Carmo", hoje (1942) Silvestre Ferraz, fazenda dos Criminosos. Manuel Pereira Pinto e outros devotos requereram, para o altar do Bonfim, graças e privilégios: foi o requerimento informado pelo pároco Domingos Rodrigues Affonso (Afonso), que disse, em 1842: "He verdade que o Altar do Sr. do Bomfim he prezentemente o mais decente, que se acha nesta Matriz, onde já tinha sido privilegiado o Altar Mor por 15 anos pello Reverendo Sr. D. Fr. Cipriano de São José cuja graça se findou à pouco. Está pois nos tr.os de V. Excia defferir, como for de seu agrado".
fl.23 - Em certa ocasião, na sua fazenda do Salto, o padre Antonio Rodrigues Affonso, que foi empregado na Vara Ordinária de Baependi, onde esteve como vigário colado seu irmão Domingos Rodrigues Affonso (Afonso), fizera a um baependiano, que, então, o visitara, a narrativa seguinte:
Uma vez, partira ele, em companhia do padre Julião Carlos Rangel da Silva (...).
Antonio Rodrigues Affonso é natural de Campanha, filho de Domingos Rodrigues Afonso e de Isabel Caetana de Faria, foi cônego prebendado e fez parte de deputação provincial, segundo refere o cônego Trindade (p.24. José Alberto Pelúcio).

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