O começo com o moleiro André Fonte de Morais.

"(...) O pouco que consegui aqui e lego aos genealogistas brasileiros, esperando que estas parcas notas possam servi-lhes, para complementarem a genealogia de João de Rezende da Costa, mariense, que, em princípios do século XVIII, emigrou para o país irmão - o Brasil."
Miguel de Figueiredo Corte-Real

1-1 André da Fonte de Morais, presentemente o mais antigo membro desta família que se conhece, era moleiro, e vivia na Vila do Porto. Casou-se duas vezes; a primeira com Maria Velha, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção de Vila do Porto, cujo termo julgamos ser o de 13 de junho de 1641, em que o padre se esqueceu de mencionar o nome do nubente e apenas indica o dela, filha de André Velho e de Guiomar Velha, estes naturais da freguesia de Santa Bárbara. A segunda vez casou na citada Matriz, aos 22 de janeiro de 1646, com Margarida de Rezende, filha de Jorge de Rezende e de Catarina de Freitas, onde, no respectivo assento de casamento, diz que ele era viúvo de Beatriz de Freitas.

Do segundo casamento nasceram 5 filhos, sendo um deles, Manuel de Rezende, batizado em 17 de abril de 1650, e casado com Ana da Costa, ou Ana de Matos, em 1675, pais de Francisco, batizado em 22 de abril de 1676 na Matriz de Vila do Porto.

Arthur Rezende, em sua Genealogia Mineira, volume III, p.714, relata que: "Manuel Rezende, casado com dona Anna Costa, além de João de Rezende Costa, casado com Helena Maria, teve:"
Francisco da Costa, natural da freguesia de N. Sra. da Assunção, ilha de Santa Maria, Bispado de Angra, foi casado com Maria da Silva tendo, pelo menos, os seguintes filhos:
» André de Rezende Costa, casado com Francisca Teresa de Jesus, natural da freguesia de Prados, filha de Domingos Francisco Terra e de sua mulher Isabel Pires de Morais.
» Joaquim de Rezende Silva, que casou com Ana Maria Joaquina, irmã de sua cunhada Franscica Teresa de Jesus.

Trecho da obra As Três Ilhoas.

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Três Ilhoas e uma explicação necessária.

Comentários

projeto partilha disse…
"Família Fontes"
Num dos comentários na página de ontem, em detalhamento do Inventário de Antonio de Brito Peixoto, casado com a irmã de dona Ângela Ribeiro de Moraes - mãe de José Joaquim Gomes Branquinho, encontramos: "Fl.57v. "AUTO DE CONTAS. Em 06 de dezembro de 1758, na Vila de São João del Rei, como procurador do tutor, DOMINGOS ALVES FONTES". O mesmo inventário traz, às fl.51, o primeiro AUTO DE CONTAS, Fl.51. Data - 27 de setembro de 1754, na Vila de São João del Rei, o tutor deu procuração a SIMÃO DE OLIVEIRA PEREIRA, genro de dona Maria de Moraes, viúva de Antônio de Brito Peixoto e marido de Theresa Maria da Conceição.

DOMINGOS ALVES FONTES foi procurador de dona Ângela Ribeiro de Moraes.

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