Nan e um novo milênio.


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Próxima imagem: Ser forte é respeitar os mais fracos.
Imagem anterior: Pôr-do-Sol na iluminada Carmo da Cachoeira.

Comentários

projeto partilha disse…
Nan fazia parte de uma família moradora no bairro, Pça de Esportes, em Carmo da Cachoeira Minas Gerais. A família teve apoio do Gapa nos momentos em que o NAN necessitava de tratamento. Algumas vezes foi acolhido para recuperação ou quando lhe acometia doença mais grave. Numa dessas ocasiões, quando se tentava salvar sua vida que encontra-se em risco devido a envenenamento, Nan partiu. Estava no soro, no entanto ... ...
Luz e Harmonia a todos.
projeto partilha disse…
Carmo da Cachoeira, no sul de Minas Gerais vive momentos de grande movimentação com o encerramento do ano letivo de 2008 e, do ponto de vista religioso, com a preparação do evento natalino. A Diocese da Campanha, a que está ligada a Matriz de Nossa Senhora do Carmo, enviou-nos a seguinte reflexão que, no fundo, é um impulso à formação de lideranças locais. Está assim colocada:

A PALAVRA VEM ATÉ NÓS

Irmãs, Irmãos,

O Senhor lhe dê a Paz!

A Mãe Igreja nos convida a celebrar o Advento do Senhor. O Deus de bondade criou o ser humano para ser parceiro de sua felicidade. Rompida a aliança, Deus jamais abandonou a humanidade. Continuamente, lhe oferece a sua amizade.
Ao longo da história da salvação, serve-se de lideranças para manter acesa a promessa. Sobretudo os profetas exortam homens e mulheres a confiar: O Deus-conosco vem nos salvar!
João Batista prepara os caminhos do Senhor, pregando o batismo de penitência. Os corações devem estar preparados para acolher o Reino de justiça e paz que vai chegar.
Maria de Nazaré é a escolhida para acolher a Palavra que se se faz carne. Palavra do Pai, gerada desde toda a eternidade, por ela criou os céus e a terra. Na plenitude dos tempos, vem encerrar-se no ventre da Virgem que concebe pelo Espírito Santo e vai dar à luz o Messias Salvador.
Mistério da condescendência do nosso Deus Trindade. Só mesmo Deus pode realizar tal aventura: descer do céu para ser acolhido na terra dos homens! E assim elevar o ser humano à dignidade de filho e filha de Deus.
O Senhor escolhe pessoas simples para se manifestar: os pastores. A eles o anjo anuncia a grande alegria: Hoje nasce para vós o Salvador. E um coro angelical entoa: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados.
Na gruta de Belém aprendemos a lição da pobreza, da simplicidade, da transparência. Ele nos amou e se fez um de nós. No seguimento de Jesus, vamos ser como os pastores: missionários da alegria e da paz, para que todos tenhamos vida!
Nossa Novena de Natal está em suas mãos. Aproveite-a e reúna familiares e amigos para orar e refletir. E reparta com eles o amor solidário de nosso Salvador!
A você que participa envio o meu abraço e a minha bênção.

FREI DIAMANTINO PRATA DE CARVALHO
Bispo da Diocese da Campanha
Campanha, 15 de setembro de 2008.
projeto partilha disse…
A Temática da Novena de Natal deste ano de 2008 contempla o tema, "DISCÍPULOS E MISSIONÁIOS DO REINO"!.
A COMUNIDADE DO SANTUÁRIO DE MÃE RAINHA está fazendo sua parte. Todos os fins de tardes, um grupo representativo reúne-se numa das casas. A líder que funciona como "ANIMADORA", é a SHIRLEY. Ela entendeu a mensagem do Espírito Santo e dispôs a renovar a vocação de missionária do Reino no discipulado da Palavra. A comunidade do Santuário de Mãe Rainha tenta se conscientizar da importância de abraçar juntos a concretização dos esforços durante a celebração do centenário diocesano, e faz sua parte. A "Di" coordena os encontros junto com a Moreira, a Shirley faz o papel de animadora, e todos nós fazemos parte do rebanho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Que a Novena de Natal ajude nossas famílias a celebrar com renovado ardor o nascimento de Jesus Cristo e esse momento único da nossa caminhada eclesial.
A Comunidade de Mãe Rainha deseja a todos Boa Celebração. aFeliz Natal a todos.
rui nogueira disse…
INCENTIVE A DIVERSIDADE.
Não vale a pena diversificar os nossos alimentos?
O PÃO NOSSO DE CADA DIA

A acordar! Iniciar o novo dia!
Nosso corpo desperta e logo reclama a necessidade de energia para o seu adequado funcionamento.
Precisamos da energia química dos alimentos!
Reflita sobre o pão de cada dia!
A primeira refeição. Com é a sua?
Há variedade? Inclui café, leite, frutas, bolos?
É muito resumida em muitas casas ...
A mesa matinal dos brasileiros, principalmente no interior, incluía cuscuz, tapioca, batata doce, cará, melado de engenho, mel de abelhas, queijos de coalho, bolos de mandioca, de milho, banana cozida, uma variedade imensa, de produção local que, ao mesmo tempo, os alimentava muito bem e ajudava os pequenos produtores à sua volta. Vida em CONJUNTO!
A propaganda e os interesses comerciais trocaram esta enorme variedade de alimentos pelo pão de farinha de trigo importada.
Será bem acordar de manhã e ficar dependendo de um alimento que tem de vir de longe?
Qual a conveniência de abandonarmos o cará, a batata doce e até a mandioca - tão extraordinária pelo que pode permanecer viva por meses, enterrada na terra?
Como é bom voltarmos os olhos para os nossos produtos nativos e que os índios já plantavam.
Não é possível fecharmos os olhos às manobras que são feitas para perpetuar o sistema mercantilista colonialista que explora todos os países periféricos. Somos todos seres humanos com necessidades básicas semelhantes, com o direito e o sentido inerente de ser feliz e ter, no mínimo, aquelas necessidades básicas atendidas.
Vamos abrir os olhos!
Empresas transnacionais dominam todos os segmentos da produção e comercialização do trigo. As alternativas nacionais são bloqueadas e a dependência da importação fica muito forte.
Se foi criado o hábito do pão de trigo como alimento matinal e ele faltar, qual será a reação das pessoas?
Se surgirem obstáculos para a importação, até por razões climáticas na origem, teremos fome.
Num conflito de interesses, reter a vinda do trigo pode ser uma maneira vil, mas usada, para impor vontades. Lembre-se: o poder mundial não é exercido por santos ou iluminados, mas por escravos dos lucros.
Vamos fazer valer tudo que há de bom nesta terra abençoada. É muito melhor trabalhar com as plantas nativas, do nosso ambiente, do que ficarmos reduzidos à uma única fonte externa.
Não vale a pena diversificar os nossos alimentos?
Assim, o pão nosso de cada dia estará mais seguramente garantido.
projeto partilha disse…
... desenterrar a história e tentar fazê-la emergir é uma atividade altamente gratificante. Este sentimento "do passado", e aos degraus por eles construídos, o quais alicerçaram e sustentaram o que está hoje posto,torna-se infinito. Acentua-se, com maior força, no período que antecede as festividades natalinas, neste País Ocidental, e em especial aqui em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais.
Anos a fio, e mais um está por se fechar, em que duas perguntas continuam sem resposta embora muitos estejam inseridos na busca:

- Onde estará arquivada a PROVISÃO para funcionamento da Capela e ou Ermida pequenina sob o orago e NOSSA SENHORA DO CARMO, e que hoje se transformou em MATRIZ DE NOSSA SENHORA DO CARMO, em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais? Ela estava em terras da FAMÍLIA DE RATES.

- Quem foi MANOEL ANTONIO RATES/Rattes/Ratis/Raty?, e quem foram seus ancestrais? Qual foi sua história? O que ele e sua família faziam aqui?
Durante as buscas lembra-nos, entre tantas outras coisas, de Gilberto Freyre e seus trabalhos sobre o Brasil Colonial com suas fazendas, senzalas, cemitérios. Sobre este último ponto, Gilberto Freyre, embora tenha se debruçado, deixou obra inacabada, e sem publicação. Poderia nos auxiliar em buscas no que tange ao Morgado da Casa da Torre, da Família Garcia D´Avila. Enfim, partes desta imensa e infindável corrente, cujos elos encontram-se perdidos. Em Gilberto Freyre o Projeto Partilha leu:
"Os negros, é claro não se enterravam envolvidos em sedas e flores, nem dentro das igrejas. Enrolavam-se seus cadáveres em esteiras; e perto da CAPELA DO ENGENHO ficava o cemitério dos escravos, com cruzes de pau preto assinalando as suas sepulturas. Quando eram negros já antigos na casa morriam como qualquer pessoa: confessando-se, comungando, entregando a alma a Jesus e Maria; e a São Miguel, São Gabriel, São Rafael, São Uriel, São Teatriel, São Baraquiel. Arcanjos louros que devem ter acolhido os pretos velhos como São Pedro à negra Irene, do poema de Manuel Bandeira (...)(Freyre, 1933:455).
FREYRE, Gilberto. (1933). Casa Grande & Senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. São Paulo. Círculo do Livro. 1980.

Outro texto consultado foi o escrito por Alderi Souza de Matos, "O Cemitério dos Protestantes de São Paulo: Repouso dos Pioneiros Presbiterianos". Neste lemos:

(...) predomínio do catolicismo no País e do fato de a Igreja Católica ser a religião oficial, os não católicos enfrentaram sérios entraves a longo de boa parte do século XIX. Durante o período colonial não havia cemitérios no Brasil. As pessoas geralmente eram sepultadas sob o piso ou nas paredes das igrejas e dos conventos.
A partir de 1828, por razões de saúde pública, começaram a surgir leis que determinavam a criação de cemitérios municipais, que só começaram a ser usados em 1850. "Nas localidades onde não havia cemitérios, acatólicos (...) por vezes, os sepultamentos tinham de ser feitos no mar, perto das praias, em cemitérios de escravos ou em propriedades particulares". Com o advento da República houve em teoria a plena secularização dos Cemitérios.

MARTA AMATO levantou documentação encontrando Provisão de 2 deles, bem próximo deste território, no século XVIII. Aqui, na CACHOEIRA DOS "DE RATES" havia um cemitério em suas terras/Sítio da Cachoeira. Seria nele que os restos mortais de MANOEL ANTONIO RATES (Rattes/Raty/Ratis, se encontra?
projeto partilha disse…
Reiterando o que coloca MARIA LEÔNIA CHAVES DE RESENDE, no texto, Entradas e bandeira nas Minas dos Cataguases, temos a convicção de que a história de Minas, e em especial do CARMO DA CACHOEIRA DOS RATES esteve intimamente ligada à questão indígena. Aliás, nossa tese é a de que MANOEL ANTONIO RATES e, talvez seu ancestral, viva uma relação fraterna e amistosa com os índios locais.

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