Mapas de 1879 e de 1915 de Campanha.

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Comentários

projeto partilha disse…
Nossa visão neste mapa é a do espaço territorial que se estende do Rio Verde ao Vale do Sapucaí. Ele se torna interessante para nosso estudo. Aí está o MANDU, para onde poderá ter ido MIGUEL ANTONIO RATES com sua família. Aí está dona Águida, filha de MANOEL ANTONIO RATES. Aí está dona CIPRIANA ANTONIA RATES e sua descendência. Aí está, na descendencia de dona Maria Alves Porciúncula e de seu marido Francisco de Ávila Fagundes, a dona Maria de Nazaré e Germano José, família que interligou-se com a descendência de dona Cipriana Antonia. Do ponto de vista territorial um espaço limítrofe e conflituoso devido as disputas e definições de limites entre a Capitania de São Paulo e Minas Gerais. Do ponto de vista a organização social e dos conceitos vigentes à época, a valorização da Família era o ponto fundamental. Um estudo interessante sobre a idéia de sociedade da época está disponibilizado, e foi realizado por Sílvia Maria Jardim Brugger, Minas Patriarcal: família e sociedade. É um trabalho que vale conhecer.
projeto partilha disse…
Citou-se no comentário de ontem, a presença de um décimo filho de Maria de Moraes e que, no AUTO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS, feito em 1758 por DOMINGOS ALVES FONTES, com procuração do tutor informou de mais esta presença com as seguintes palavras: "nascera outro filho póstumo e se chama Manoel com idade de sete anos e tantos meses e que se acha em companhia de sua mãe". Dentre os 10 filhos de Maria de Moraes e Antônio de Brito, a filha Ângela, que consta no Inventário do Pai (1750) com 12 anos, é citada às fls. 69 do mesmo Inventário, da seguinte forma:
"Diz dona Maria de Morais viúva que ficou de Antônio de Brito Peixoto (...) que faleceu^Ângela mulher que foi de Bento Manoel do Nascimento. (...) sua filha".
BENTO MANOEL DO NASCIMENTO, viúvo, casou-se pela segunda vez com dona Teresa (Maria) Gonçalves de Jesus. Teresa e Bento são pais de Maria Thereza do Nascimento, casado com Francisco Ribeiro da Silva. O casamento foi aos 27-01-1790 no oratório de São José do Rio Verde, freguesia de Campanha com registro em Baependi. Maria Thereza foi batizada em Serranos de Aiuruoca. Bento Manoel do Nascimento. natura do Bispado de Coimbra, era filho de Manoel Mendes de Abreu e de dona Maria de Abranches. Bento faleceu em Conceição do Rio Verde, Minas Gerais.
projeto partilha disse…
O comentário anterior poderá ser conferido em Aportes à Genealogia Paulistana. João Ribeiro da Silva, casado que foi com Maria Leme da Silva.

Na mesma Paragem,
Cf.: Thomé Martins Ribeiro

Cf. Furriel Francisco de Oliveira Maia. Inventariante - Ana Pedrosa da Silva. No Sítio chamado Ribeirão de São José do Rio Verde, Freguesia de Lavras. Anos depois, esta Paragem aparece especificada como pertencendo a Espírito Santo das Catandubas (Varginha).
projeto partilha disse…
Transcrição de documento por Edriana Aparecida Nolasco a pedido do Projeto Partilha.
Tipo de documento - Testamento
Ano - 1803 Caixa 59
Testador - Capitão Francisco Lopes Guimarães.
Testamenteira - Ana Maria de Siqueira.
Local - Campanha da Princesa.

Fl. 06
TESTAMENTO
Em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo três pessoas distintas e um só Deus verdadeiro.
Eu o Capitão Francisco Lopes Guimarães assim nomeado e tratado vulgarmente nesta América desde que a ela cheguei vindo de minha Pátria porém nela batizado por Francisco Antônio e assim nomeado e tratado tão somente no foro Eclesiástico, natural e batizado na Freguesia de Santo Estêvão de Urgezes. Termo da Vila de Guimarães. Arcebispado de Braga, filho legítimo de Francisco Lopes de Barros natural e batizado na Freguesia de São Vicente de Passos e de sua mulher Ana Maria Francisca natural e batizada na dita Freguesia de Santo Estêvão de Urgezes ambos do dito Bispado, morador nesta Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Aiuruoca. Termo da Vila da Campanha da Princesa, Minas e Comarca do Rio das Mortes, vendo-me abalado com moléstias, conhecendo a certeza da morte, e a incerteza da hora dela como legítimo cristão que sou por obviar letígios faço este meu testamento na forma seguinte:
Creio firmemente na Santíssima Trindade Padre Filho e Espírito Santo um só Deus verdadeiro e em Nosso Senhor Jesus Cristo e em tudo quanto crê e ensina a Santa Madre Igreja, Católica Romana, nesta fé mediante os merecimentos do mesmo senhor, protesto viver, morrer e salvar a minha alma, tomando como tomo por meus patronos a Virgem Maria Nossa Senhora, ao Anjo da minha Guarda, ao Santo do meu nome, e todos os mais cidadãos da celestial Jerusalém.
Depois que morrer serei amortalhado no Hábito de São Francisco de quem sou Indigno Irmão Professo na Ordem Terceira da Vila de São João del Rei, e sepultado na Igreja mais vizinha do lugar onde falecer e os sacerdotes que se convocarem me dirão missa de corpo presente de esmola de uma oitava de ouro, com ônus de cada um de rezar um ofício de defuntos de corpo presente pela esmola de meia pataca de ouro, e o mais funeral se fará a eleição de minha mulher ou dos qualquer dos Testamenteiros que estiver presente que logo tomarão uma bula de defuntos por minha alma e outras pelas almas do purgatório.
Declaro que sou casado com dona Ana Maria de Siqueira natural desta Freguesia, filha legítima de João Lopes do Espírito Santo e de Maria de Siqueira de cujo matrimônio tivemos os seguintes filhos: o Padre Francisco Lopes Guimarães; Joaquim Lopes Guimarães; Ignácio Lopes Guimarães; Manoel Lopes Guimarães; Fernando Lopes Guimarães; José Joaquim Lopes Guimarães; Gabriel Lopes Guimarães; Antonio Lopes Guimarães; Ana Joaquina da Conceição; Maria Esméria Thomásia de Aquino, os quais todos são meus legítimos e universais herdeiros.

(continua)

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