Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

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Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior. "Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG. Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entr

Amélio Garcia de Miranda o guardião da história.


Amélio Garcia de Miranda, pessoa de baixa estatura, calvo, voz compassada, comedido ao falar, afável, dotado de uma memória incomum e inteligência, gozava da estima de todos os que o conheciam. Natural da cidade de Três Pontas, filho de Francisco Garcia Miranda e Alfonsina Ferreira, foi casado com Maria da Conceição Paiva. Escrivão de Paz e Oficial do Registro Civil no distrito do Pontalete, por motivos políticos, foi perseguido durante o chamado Estado Novo e perdeu o cargo. Passou a exercer as funções de contabilista, tendo trabalhado por muitos anos na Companhia Telefônica de Três Pontas. Foi Juiz de Paz desta Comarca. Eleito vereador para o período de 1 de fevereiro de 1967 a 31 de janeiro de 1971. Após seu mandato, passou a exercer, com dedicação, o cargo de escriturário da Câmara Municipal. Foi pesquisador da história de Três Pontas e respeitado genealogista. Era membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais.

Após a sua morte, foi publicado um livro intitulado "História de Três Pontas" no qual a grande maioria dos capítulos é de sua autoria. Pretendia publicar uma obra sob o título de "Genealogia Trespontana", cujos originais encontram-se arquivados na Câmara Municipal, doados pela família e integrando o Arquivo Histórico da cidade, de acordo com a lei n. 1314 de 30 de dezembro de 1988. Seu falecimento o impediu de realizar seu grande sonho: a publicação daquele trabalho. Por ocasião de sua morte, o prefeito declarou luto por três dias, como última homenagem ao grande historiador e genealogista.

Não fora Amélio Garcia de Miranda, a história da cidade teria desaparecido por completo, principalmente em se tratando dos antigos documentos da Câmara Municipal.

(10-JUL-1910 - 19-JUN-1979)

Artigo de Paulo Costa Campos

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