Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

Imagem
Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior.
"Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG.

Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entra, aureola…

Poema - Repouso

Finda o dia.
Aos poucos, vão buscando os seus ninhos
E vão-se aconchegando, buliçosamente,
A revoada leda dos passarinhos.

Vem a noite.
À mesa, a família se reúne
E, depois da ablução e do perfume,
Encontra, na ceia apetecida,
O repasto, que refaz as forças
E o repouso feliz da sua lida.

Vem o sonho.
E, no sonho, penetro em teu quarto.
Vejo teus discretos movimentos
E minha alma atenta estremece.
A cabeça se inclina docemente
E a boca, levemente entreaberta,
Murmura breve e comovente prece.

Sinto, no ricto de tua boca, a expressão
Feita num doce e doloroso corte
Do beijo dado na veemência louca
E daqueles que, apesar de querer tanto
Neguei, deixando o amargo desencanto
E um gosto de saudade em minha boca.

Todo o sonho sinto envolto na casta assepsia.
Sinto, porque te amo e te acompanho
E te sigo, na dor e na alegria.
Tu vais sempre embalado comigo,
Não sei se és meu amor ou meu amigo.

E depois,
Sondo os segredos do teu corpo amado,
Quanto me sinto envolta nos teus braços,
Sinto-te as mãos nas minhas enlaçadas,
No doce afago que também te faço.

Sinto teus olhos tão negros, tão profundos,
De uma luz e fluidez tamanha,
Que nenhum encanto neste mundo,
Me encanta mais, quando esse olhar me banha.

Trecho da obra:
Encontros e desencontros
de Maria Antonietta de Rezende

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

Próximo Texto: Criança - Um poema sul-mineiro.
Texto Anterior: Poema - O Ninho do Beija-Flor

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Antiga foto da fazenda da Serra de Carmo da Cachoeira.