A morte do caçador e a Cruz do Bié.


Neca sabe de um epísódio que envolve o Gabriel da Basiliça. Infelizmente seu nome, para o Neca, traz a lembrança de uma Marco, num ponto, de sua imensa propriedade. Segundo o que seus ancestrais lhe contaram, a fazenda Morro Grande chegava a leste, até as Moendas, e a norte, lá pelos lados da Chamusca. Nesses confins havia uma cruz, que era conhecida com a Cruz do Bié - um referencial conhecido por todos. Segundo o que contavam, Bié era caçador, saía acompanhado de muitas pessoas e cães. Foi numa dessas caçadas que, vítima de um mau súbito, Bié da Basiliça morreu. No local ficou o marco, através do qual, sua figura era sempre lembrada. O pessoal, ao passar por ela, nunca deixava de fazer uma prece para o Bié da Basiliça.

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

Próxima matéria: Conversa vai, conversa vem, na Praça do Carmo.
Artigo Anterior: A proclamação da República chega a Minas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A organização do quilombo.

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.