Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

Imagem
Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior.
"Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG.

Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entra, aureola…

A fúria dos gentios e a fuga dos colonizadores.


O interessante [nesta aquarela de uma expedição à Capitania de São Paulo em 1771] é a demonstração de que no momento do ataque - portanto, momento em que os índios - segundo o relatório - retornam ao seu estado mais bárbaro, os poucos que estão portando as roupas dadas pelos soldados as utilizam de maneira nada propícia para os parâmetros cristãos. Usam apenas uma camisa acima da linha da cintura ou uma espécie de saia amarrada também na cintura.

As armas apresentadas são os tradicionais arcos e flechas e uma espécie de tacape para abater os inimigos.

Os mortos estão desenhados tombados e transpassados por flechas. Alguns estão praticamente sem roupas. Teriam os indígenas sido despojados de suas vestimentas? O relatório nada afirma sobre isto.

Nesta cena o padre da comitiva está perto de uma pessoa ferida – que segundo o relatório ainda teria vivido por mais algumas horas - ministrando os sacramentos e delimitando o caráter cristão da empresa. Este caráter será ainda mais acentuado no relatório, onde se afirma que aqueles que sobreviveram somente deixaram o local após voltarem com os mortos e os enterrarem “... com a possível piedade...”¹

A última aquarela retrata a retirada do restante do grupo. Vendo que não conseguiriam conter a fúria dos indígenas, fugiram desistindo do intento de colonizar a região. Além do que a comida estava no final, a caça era impossível por causa do medo de novos ataques e os membros da expedição estavam “...doentes e debilitados do trabalho...”². Assim, “... A necessidade de forças e gente para rebater a fúria de tão grande multidão de gentios, que mais cresceria em se juntando os da aldeia, que existe ao norte; a impossibilidade de podermos ser socorridos de povoado em pouco tempo; o perigo de nos tomarem os caminhos com ciladas... determinei retirar para salvar as vidas e o trem de Sua Majestade que sem remédio pereceria tudo em poucos dias sem remédios...”³

Trecho de um trabalho de Marcia Amantino.

Próximo Texto: A metrópole, os índios e os quilombros no Brasil.
Texto Anterior: O ataque amerindio aos colonos portugueses.

Imagens: Fonte. Aquarela de Joaquim José de Miranda. Séc. XVIII. Coleção de Beatriz e Mário Pimenta Camargo. São Paulo.
1. Descoberta dos Campos e Guarapuava... Op. Cit. p. 287
2. Ibdem p. 287
3. Ibdem p. 288

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Antiga foto da fazenda da Serra de Carmo da Cachoeira.