Europeus oferecem presentes para os indígenas.

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As aquarelas de Joaquim José de Miranda que ilustraram um contato entre europeus e indígenas na Capitania de São Paulo oitocentista, onde se pode notar que alguns indivíduos foram retratados com uma cor bem mais escura que os demais. Seriam estes africanos? ¹

Próxima imagem: Os índios do Grupo Xaclán / Xokleng em 1771.
Imagem anterior: Aquarela "Índios recolhendo Pinha" - Século 18.

1. Fonte da imagem: Aquarelas de Joaquim José de Miranda. Séc. XVIII. Coleção de Beatriz e Mário Pimenta Camargo. São Paulo.

Comentários

projeto partilha disse…
Transcrição de documento feito por Edriana Aparecida Nolasco a pedido do Projeto Partilha.
Tipo de documento - SESMARIA.
Ano - 1764 Caixa - 22
Sesmeiro - José Antônio da Fonseca.
Local - São João del Rei.

Fl.01
AUTUAÇÃO DE UMA CARTA DE SESMARIA.
Data - 17 de julho de 1764
Local - Sítio da Cachoeira de JOSÉ ANTÔNIO DA FONSECA. Termo da Vila de São João del Rei. Freguesia do Rio Verde e Campanha do Rio Verde.

Fl.03
CARTA DE SESMARIA
Luís Diogo Lobo da Silva (...)

(...) por sua Petição JOSÉ ANTÔNIO DA FONSECA morador na Freguesia da Campanha do Rio Verde que ele suplicante estava cultivando uma Fazenda de matos virgens e campos que partiam pela parte do nascente com o Capitão Thomé Martins Ribeiro e o Poente com o Capitão João Martins Ribeiro e do Sul com terras de DOMINGOS JORGE LIMA e porque das ditas terras não tinha o dito título me pedia lhe concedesse (...).

Fl.06v
AUTO DE MEDIÇÃO E DEMARCAÇÃO
data - 18 de julho de 1764
Local - Sítio de JOSÉ ANTÔNIO FONSECA chamado a CACHOEIRA. Freguesia da Campanha do Rio Verde. Termo da Vila de São João del Rei.

(...) foi eleito para o lugar do Pião um morro de campo que esta por cima da CACHOEIRA DE BAIXO da parte da costa e a dita CACHOEIRA desagua para o RIO VERDE abaixo do engenho do Capitão Thomé Martins da Costa e ali meteram um mourão de jacarandá ...

Seguindo o rumo do norte mediram cinquenta cordas que findaram no pé de um morro de campo ao pé de um capão de mato da outra banda de um correguinho e confronta este rumo com terras do Capitão Thomé Martins da Costa e para divisa meteram um mourão de sucupira.

Seguindo o rumo do sul mediram trinta e nove cordas que findaram em um espigão de campo que faz divisa com MANOEL TAVARES GRILLO e para divisa meteram um pau nativo de candeia.

Seguindo o rumo do leste mediram cinquenta cordas que findaram de um lado do Rio Verde e para divisa meteram um pau nativo de canela, e confronta este rumo como o Rio Verde.

Seguindo o rumo oeste mediram sessenta e uma cordas que findaram em um fundão de campo ao pé de uma restinga de mato que verte para um correguinho chamado (Joaquim?) e que desagua no Ribeirão da Abadia e para divisa meteram um mourão de jacarandá (...)

Fl.10
Diz MANOEL LOURENÇO BARBOSA deste distrito que correndo neste Juízo pleito com JOSÉ ANTONIO FONSECA e seu irmão JOAQUIM ANTÔNIO DA FONSECA e um JOÃO DE OLIVEIRA sobre as capoeiras e matos a eles pertencentes e a situação que o suplicante teve nas margens do RIO VERDE (...).

FL.11
Diz MANOEL LOURENÇO BARBOSA morador em a Freguesia de Santo Antonio do Val da Piedade da Campanha do Rio Verde, Comarca do Rio das Mortes, casado vivendo pobremente carregado de filhos , sem ter um escravo que lhe ele suplicante foi o que descobriu aquela terra adjunto com FERNANDO PEREIRA SOARES há 24 ou 25 anos pouco mais ou menos, e dando-as ao manifesto das ditas terras minerais como é estilo, logo naquele mesmo tempo, se apossou de alguns matos virgens e fez suas roças e plantas de milho, feijão com seus ranchos, que ao depois vendeu com parte dos matos e dos que deixou para seu arranchamento, sua mulher e filhos, um JOSÉ ANTÔNIO DA FONSECA e seu irmão JOÃO ANTÔNIO DA FONSECA, homens poderosos ricos atendendo a muita pobreza do suplicante;não se atrever a defender os ditos matos, se intrometeram surreticiamente roçando e plantando nos seus matos (...) e correndo litígio no Juízo daquele Distrito os suplicados com testemunhas falsas e compradas obtiveram sentença a seu favor (...)

Data da posse - 18 de julho de 1764.
projeto partilha disse…
As origens paulistanas da família de DOMINGOS JORGE DE LIMA.

Maria Barbosa de Lima (II), filha única de José Ferreira do Amaral e de dona Maria Barbosa de Lima (I), esta, filha de DOMINGOS JORGE DE LIMA e de sua mulher Catarina Dias Teixeira.
Vamos conhecer os vizinhos de dona Maria Barbosa de Lima (I):

BENS DE RAIZ:
Sítio na PARAGEM DA MADRUGADA, vizinha de :
- Domingos Borges da Costa

- Manoel (...) de Gouvêa

- Bernardo da Cunha Cobra (lembrando que Bernardo foi casado com dona Ana Isabel de Gouvêa (Gouveia), pais de Inácio Manoel Cobra, casado com dona Escolástica Barbosa Alvarenga (Cf.: Inácio da Costa Homem).

- Manoel Leite Ferreira.

QUANTO ao Capitão JOÃO MARTINS RIBEIRO, citado no documento de sesmaria acima, José Guimarães o cita como um dos fundadores de Três Corações, juntamente com Tomé Martins da Costa e Antonio Martins da Costa. Há uma publicação de José Guimarães, na Revista n.12 da ASBRAP, onde aparece a descendência de ANTONIO MARTINS DA COSTA.


QUANTO a Domingos Jorge de Lima, ver MARIA BARBOSA DE LIMA em
Projeto Compartilhar . Ano 1760.
projeto partilha disse…
"... que verte para um capão de mato que verte para o corgo dos PINHEIROS, e aí ao PÉ DA ESTRADA QUE VAI DO ARRAIAL DAS LAVRAS PARA A CAMPANHA ...".
Transcrição de documento feito por Edriana Aparecida Nolasco a pedido do Projeto Partilha.
Tipo de documento - Sesmaria
Ano - 1797 Caixa - 15
Sesmeira - Joana Isidora Nogueira
Local - São João del Rei

Fl.01
AUTOS DE MEDIÇÃO DE UMA SESMARIA DE MEIA LÉGUA DE TERRA
Data - 16 de outubro de 1797.
Local - Fazenda do Rio de Peixe. Aplicação da Capela de São Bento do Campo Belo. Freguesia das Lavras do Funil. Termo da Vila de São João del Rei. Minas e Comarca do Rio das Mortes em casas de morada do Alferes Francisco Martins da Luz.

Fl.03
CARTA DE SESMARIA

(...)por parte de Joana Isidora Nogueira (?) que ela não tinha terras de cultura para seu sustento e que no Termo da Vila de São João del Rei na Freguesia das Lavras do Funil haviam terras devolutas na margem do Rio do Peixe e que partindo de uma banda com terras da sesmaria de JOSÉ DO NASCIMENTO e outra com terras de JOSÉ DE SOUZA FURTADO (...)

AUTO DE MEDIÇÃO E DEMARCAÇÃO
Data - 17 de dezembro de 1797
Local - Fazenda do Rio do Peixe. Termo da Vila de São João - Aplicação da Capela de São Bento do Campo Belo - Freguesia das Lavras do Funil, dentro das terras mencionadas.

(...) foi eleito para o lugar do Pião um assentado de campo que finda em o Ribeirão do BARREIRO que desagua no Rio do Peixe (...)

(...)seguiram o rumo do sul e mediram por ele setenta e cinco cordas que findaram em um lançante de mato ao pé de uma lagoa junto ao Rio do Peixe que (ilegível) da banda do Ribeirão do Barreiro (...) e aí meteram um marco de pedra (...) e com a outra banda do Rio do Peixe e confronta com terras da Fazenda da Santa Fé.

(...)seguiram o rumo do norte e por ele mediram dezenove cordas que findaram ao pé de um mato na beira do Ribeirão do Barreiro) onde meteram um marco de pedra (...) e parte este rumo com terras de outra sesmaria que hoje pertence a Fazenda da sesmeira e seu marido (...)

(...) seguiram o rumo oeste e por ele mediram dezenove cordas que findaram no barranco do dito Ribeirão do Barreiro (...) onde meteram um marco de pedra e parte este rumo com terras da sesmaria de JOSÉ MARCELINO DE AZEVEDO (...)

(...) seguiram o rumo leste e por ele mediram trinta e três cordas que findaram em alto de campo que verte para um capão de mato que verte para o corgo dos PINHEIROS, e aí ao pé da estrada que vai do arraial das Lavras para a CAMPANHA (...) onde meteram um marco de pedra (...) e parte este rumo com a sesmaria de seu marido (...)

*O sesmeiro tomou posse em 18 de outubro de 1797.

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