Do Sonho à Realidade.


Vergo, abismada a face encanecida
E, do imenso caudal que meus olhos verteram
Surgem batéis, surgem naus e caravelas ...
Mas, não te vejo surgir por entre elas!

Teu vulto esquivo, fugitivo,
Perdeu-se nas brumas;
Ou na espuma
E sumiu.
Minhas naus me lembram outras terras ...
Entrementes embarco em uma delas
E qual Diana, Princesa da Inglaterra
Vou à Bósnia, Paquistão, a Maliboo ...

Quanto estrago causado pelas guerras!
O útero da terra, Deus o fez para gerar mais vida
E que vejo eu aí? Uma enorme ferida!
O homem, esse tolo - pensando ser forte -
É apenas covarde, pequeno e sem sorte,
Se lança no solo a semente da morte.

Vagando, caminho nos campos minados,
Nos rostos, só vejo a imagem da dor,
E na terra, o sangue gerando horror.
Crianças chorando, no chão, mutiladas,
Nos olhos ausentes, o medo, o temor.
Um pouco de alento, um pouco de amor,
Um fio de esperança, clamamos Senhor!
Na Índia, o alento, na Índia, o amor,
Na Índia a esperança de um mundo melhor:
É Madre Teresa, pequena, franzina,
Naquele cenário de fome, de dor,
Levando alimento, levando calor!
Levando esperança, lá vai!

É o amor!
É Lady Diana que doar-se ensina,
Levando perfume, levando ternura, lá vai!
É uma flor!

Trecho da obra:
Encontros e desencontros
de Maria Antonietta de Rezende

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

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